quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

'Quero É Viver', uma homenagem ao AMOR-PRÓPRIO

Começo o primeiro post do ano por desejar a todos os leitores um 2022 repleto de vitórias profissionais e pessoais. Sintam-se abraçados por esta humilde e sincera pessoa que, mais uma vez, vai dar continuidade a um tema sobre o qual tem escrito nos últimos posts: o Amor-Próprio. 

Ui, tão importante é e nunca, mas nunca, deve ser confundido com egoísmo ou narcisismo. Afinal, se eu não gostar de mim, quem gostará?

Ora este é um post sobre AMOR PRÓPRIO em CAPS LOCK porque é assim mesmo que tem de ser e deve ser cuidado, nutrido e alimentado. Nunca pensei escrever sobre o assunto que se segue, mas vou fazê-lo e esta é a prova de que nunca deveremos dizer 'desta água não beberei'... Afinal começo já por dar os meus parabéns à TVI e ao estrondoso elenco da telenovela ´Quero É Viver' que estreou na passada segunda-feira, 03 de janeiro.

Fonte: Maag.sapo.pt

Em trinta anos de idade é a primeira vez que me deparo com uma novela que, efetivamente, dá voz às mulheres e evidencia a luta diária pela igualdade de género. Longe do machismo e da misogenia a que as novelas portuguesas nos têm habituado, considero, tendo em conta apenas três episódios, que esta produção de ficção nacional diferencia-se das demais por dar relevo ao papel da mulher, colocá-la no centro e pretender mostrar como nunca é tarde para mudar de vida nem para ser feliz.

O foi isso que fez Ana (ironia das ironias, a protagonista tem o mesmo nome que eu!), mudou de vida depois de 50 anos de casamento. O primeiro episódio, que se supõe que seja a celebração de 50 anos de casamento com o marido, acaba por trocar-nos as voltas dado que acontece o inesperado, e a ousada Ana atreve-se a não aparecer na própria celebração das bodas de ouro. Ao invés, viaja junto ao mar de Cascais no seu descapotável vermelho-vivo, saboreando a liberdade que o Amor Próprio, há pouco resgatado, lhe proporciona.

A 'Ana' representa a coragem e o atrevimento de deixar para trás a infelicidade e o peso de um casamento de 50 anos. É a voz destemida das mulheres que, um dia, decidem dizer 'CHEGA!' sem olhar para trás. É o grito ensurdecedor dos preconceitos tantas vezes apoiados por uma sociedade que julga e que questiona permanentemente o 'status quo'. É o passo em frente que precisa de ser dado rumo à liberdade. É o 'não!' que deve ser dito sem medo e a chave da felicidade!

'Ana' tem quatro filhas, três casadas e uma divorciada. Em cima da mesa, coloca quase de forma desafiadora, a debate as "vidas perfeitas" das filhas que, ironicamente, vivem rodeadas de mentiras. Mentiras de "casamentos (aparentemente) felizes" de fachada. Vidas aparentemente invejáveis e dignas de contos de fadas. Caminhos despidos de ponta de crítica. Só que não. "Aparentemente", essas vidas perfeitas não passam de mentiras.

Fonte: Maag.sapo.pt
É a protagonista da novela que incentiva as filhas a mudarem. Desafia-as a encontrarem-se, a bebem do fundo das suas essencias. A resgatarem o Amor-Próprio... Esse Amor-Próprio tantas vezes sacrificado em prol do bem estar do outro...  Ana é um exemplo para as filhas, é o abanão de que necessitam para mudarem as suas circunstâncias de vida. É a coragem sem fim e a prova de que nunca é tarde para ser feliz!

Sejamos esta 'Ana' ficcionada e todas essas 'Anas' da vida real que sabem o que querem, sabem o que merecem, reconhecem o seu valor, gostam de si mesmas e, acima de tudo, não se deixam espezinhar por NINGUÉM!

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