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terça-feira, 8 de março de 2022

E se o Dia Internacional da Mulher fosse um Dia Feliz?

Começo com uma pergunta provocadora e uso-a como título do post sobre o Dia Internacional da Mulher... eu sei! Mas também sei que em condições "justas" e "iguais" não haveria necessidade nenhuma de celebrar este dia. Porque o Dia da Mulher é e será sempre TODOS OS DIAS!

Fonte: TechTudo

Comecemos, portanto, pelo início. O Dia Internacional da Mulher remonta ao século XIX e começou por estar ligado aos movimentos trabalhistas da Europa e da América do Norte. O primeiro "8 de março" como o conhecemos foi celebrado pela primeira vez em 1909 e surgiu para enaltecer a greve dos trabalhadores(as) têxteis nova-iorquinos em 1908. Hoje, este dia é celebrado em quase todo o mundo.

E o que reivindicavam as mulheres nessa altura? Aquilo por que ainda lutam hoje em dia: iguais salários para iguais funções - homem/mulher, paridade no posto de trabalho, condições de vida e de trabalho condignas, igualdade. Sim, a luta de hoje pode estar mais "mascarada" mas acontece, infelizmente, pelos mesmos motivos pelos quais sucedia no inicio do século XX. Triste, não é? Mas é esta a nossa triste realidade. 

Hoje nós, mulheres, lutamos porque ganhamos menos 23% do que os homens. Lutamos porque uma em cada têrs mulheres já sofreu algum tipo de violência física ou sexual; e mais de 200 milhões de mulheres e raparigas em todo o mundo foram vítimas da mutilação genital. Números assustadores, certo? Não foram dados inventados por mim; estes constam no site da ONU Mulheres.

Lutamos contra o machismo. Lutamos pela igualdade de género porque, na realidade, não somos "iguais" aos homens. E lutamos desde o início do século XX. Hoje o dia, instituido pelas Nações Unidas, em 1975 como Dia Internacional da Mulher, comemora-se em mais de 100 países. 

Ao mesmo tempo que me sinto triste por saber que existe um Dia Específico para celebrar a luta das mulheres pela igualdade, sei que esta é uma luta necessária e urgente. Já que existe, deve ser um dia de reconhecimento e de enaltecimento do papel da mulher na nossa sociedade. E é por isso que deixo alguns pontos relativos ao que, para mim, significa ser mulher:
  • Ser mulher é ser livre
  • Ser mulher é ser capaz
  • Ser mulher é gostar de si tal como se é
  • Ser mullher é ter consciência das suas qualidades e dos seus defeitos
  • Ser mulher é ter noção de que não é perfeita
  • Ser mulher é saber impôr limites e é saber respeitar-se
  • Ser mulher é ser fiel a si mesma, aos seus princípios e aos seus valores
  • Ser mulher é voar bem alto sem ter receio de ser julgada
  • Ser mulher é ser inabalável e rejeitar todo e qualquer tipo de manipulação emocional ou psicológica
  • Ser mulher é saber "colocar no respetivo lugar" gente abusadora
  • Ser mulher é ser empática, carinhosa, meiga e sensível para quem merece ter o melhor dela
  • Ser mulher é ser egoísta, rude, indisponível, insensível para quem não merece ver a sua melhor versão
  • Ser mulher é respeitar-se e respeitar os outros
  • Ser mulher é lutar pelo que vale a pena e desistir de situações e de pessoas que não levam a lugar nenhum 
  • Ser mulher é acolher quando lhe faz bem e repelir quando lhe faz mal
  • Ser mulher é ser rosa, com as suas pétalas, com os seus espinhos
  • Ser mulher é viver numa permanente dualidade de sentimentos, saber gerir a instabilidade emocional (quase constante e diária), as mudanças de humor repentinas e as hormonas descontroladas "naqueles dias"
  • Ser mulher é correr sem se saber bem para onde
  • Ser mulher é saber-se para onde não se quer voltar
  • Ser mulher é saber colocar um ponto final quando é preciso.
Ser mulher é belo, é precioso. Por isso valorizem as vossas; sejam elas tias, avós mães, irmãs, amigas, amigas coloridas, colegas, companheiras de vida, etc, etc, etc. Valorizem-nas porque cada mulher que existe neste mundo é única e especial!

... E este seria um dia feliz se não tivesse de ser celebrado... Mas é-o, ao mesmo tempo, pois assim relembramos o quão visíveis são as mulheres no nosso MUNDO!

sexta-feira, 24 de abril de 2020

"A LIBERDADE DE SERMOS LIVRES"

Não foi ao acaso que redigi o título deste texto entre aspas. Na realidade, este título não é meu; a frase surgiu"dos dedos" de um amigo meu e a ele lhe devo os respectivos "direitos de autor". Como sou da opinião de que não há melhor altura para reflectir sobre a LIBERDADE, agora em que estamos em pleno Estado de Emergência, isolados em casa e em ABRIL, começo este texto sobre essa "LIBERDADE DE SERMOS LIVRES"


Abril é, por excelência, o mês em que celebramos a LIBERDADE. A LIBERDADE com CAPS LOCK. A LIBERDADE sem algemas. A LIBERDADE sem lápis azul. A LIBERDADE que devemos aos lutadores incasáveis por esse 25 de Abril de 1974. A LIBERDADE de podermos gritar a plenos pulmões: "SOMOS LIVRES!". A LIBERDADE que devemos aos militares, aos inscansáveis lutadores por um direito que devemos honrar todos os dias, ao Capitão de Abril, Salgueiro Maia. Ai, essa LIBERDADE digna de um arco-iris que hoje espreita pelas janelas de diversos lares, principalmente daqueles onde vivem crianças.

Ironia do destino, deparamo-nos hoje com um vírus que "anulou" temporariamente algumas das "LIBERDADES" consignadas na Constituição da República Portuguesa de 1976, revista pela última vez em 2005. Hoje vemos alguns dos nossos direitos e liberdades vedados devido ao actual Estado de Emergência em que vivemos. Heis o que diz o artigo 19º, PARTE I, TÍTULO I, referente aos Direitos e deveres fundamentais, quanto à Suspensão do exercício de direitos deste documento tão preciso quanto valioso: 

"(...)
2. O estado de sítio ou o estado de emergência só podem ser declarados, no todo ou em parte do território nacional, nos casos de agressão efetiva ou iminente por forças estrangeiras, de grave ameaça ou perturbação da ordem constitucional democrática ou de calamidade pública.

3. O estado de emergência é declarado quando os pressupostos referidos no número anterior se revistam de menor gravidade e apenas pode determinar a suspensão de alguns dos direitos, liberdades e garantias suscetíveis de serem suspensos.

(...)

5. A declaração do estado de sítio ou do estado de emergência é adequadamente fundamentada e contém a especificação dos direitos, liberdades e garantias cujo exercício fica suspenso, não podendo o estado declarado ter duração superior a quinze dias, ou à duração fixada por lei quando em consequência de declaração de guerra, sem prejuízo de eventuais renovações, com salvaguarda dos mesmos limites.

6. A declaração do estado de sítio ou do estado de emergência em nenhum caso pode afetar os direitos à vida, à integridade pessoal, à identidade pessoal, à capacidade civil e à cidadania, a não retroatividade da lei criminal, o direito de defesa dos arguidos e a liberdade de consciência e de religião."

Decerto teremos um 25 de Abril diferente, isto porque vivemos em pleno Estado de Emergência, desde o passado dia 16 de Março. Assim, neste dia em que se celebra a LIBERDADE, veremos suspenso o Direito de reunião e de manifestação de acordo com o Artigo 45.º, referente ao TÍTULO II, CAPÍTULO I dos Direitos, liberdades e garantias pessoais consignadas na Constituição da República Portuguesa:

"1. Os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer autorização.
2. A todos os cidadãos é reconhecido o direito de manifestação."

Ora, vivendo em pleno confinamento social e tendo em conta o bom-senso de cada um, é óbvio que não vamos poder sair à rua para celebrar o 25 de Abril, o dia da LIBERDADE, nem o 1º de Maio, o Dia do Trabalhador. Neste ABRIL totalmente atípico vamos celebrar a LIBERDADE DE SERMOS LIVRES", em casa. Irónico, não é? Afinal éramos felizes e não sabíamos

terça-feira, 23 de julho de 2019

O que a queda livre me ensinou sobre a superação...


Há sensivelmente uma semana fui desafiada a experimentar uma actividade nova. Nunca antes me tinha passado pela cabeça fazer queda livre nem pará-quedismo. Foi o ponto alto do Evento de Verão da empresa onde trabalho. E, claro, aceitei.

Foi a primeira vez que me atirei de 5 000 metros de altura. Uma loucura, pensarão os leitores deste texto. Mas foi um desafio muito positivo que me ensinou muito acerca da superação pessoal, do medo, e da coragem para o encarar de frente.

Já passava das dez da manhã quando vestia o equipamento para dar o dito salto para o nada. Aos poucos, estava a mentalizar-me para o que aí vinha... Mas nada fazia prever o que sentiria assim que olhasse das alturas para o solo distante. Fiz parte do primeiro grupo de sete corajosos que decidiram deixar o medo em terra. Queria despachar o assunto antes que a coragem me abandonasse. Depois de me terem ajudado a equipar, ainda em terra, fui apresentada ao meu "melhor amigo", o pará-quedista que guiaria o meu salto.

Não tive de esperar muito tempo até à hora de entrar no helicóptero. Foram 15 minutos de ansiedade até que voasse até aos tais 5 000 metros de altitude de onde iria saltar. Olhava para os meus colegas do lado e de trás. Tentava evitar que a ansiedade e o medo não se apoderassem de mim. Por isso, dizia que estava "tudo bem". Só que não. Por dentro, toda eu tremelicava de um novelo de emoção, curiosidade, medo e ansiedade. 

Depois de o equipamento estar bem apertado e de conferidas as medidas de segurança, chegou a hora de me aproximar da porta do helicóptero para saltar. Foi quando olhei lá para baixo, a instantes de dar o esperado salto, que o medo se apoderou de mim. Indescritível. Era esse o estado de espírito que me invadia a milésimos de segundo de saltar. Respirei fundo e atirei-me juntamente com o para-quedista que ia "colado a mim", claro.

Sem pensar muito e quase sem conseguir gritar, deixei-me ir numa velocidade estonteante de cerca de 200km/h. 200km/h no meu corpo. 200 km/h de adrenalina. 2000 kh/h de aventura. Uma verdadeira loucura. Durante um minuto, devo ter estado absolutamente pálida e transtornada. Mal consegui abrir os braços ou pousar para a fotografia! Este foi o tempo que durou a queda livre antes de abrir o pára-quedas. Um terrível minuto alucinante que me pareceu duas horas.

O alívio chegou quando o pára-quedas abriu. Aí senti uma sensação única de liberdade e de segurança. É caso para dizer que "depois da tempestade vem a bonança". Veio, sim, em forma de alívio. Assim que agarrei o pára-quedas senti a força da natureza em "modo" vento. Comprovei a minha fraca força de braços, mas tentei desfrutar ao máximo do momento.

Mal conseguia falar com o meu "melhor amigo" de queda. Durante os quatro minutos  que se seguiram, recuperei o fôlego que perdi num, e deixei que a adrenalina abandonasse o meu corpo aos poucos. Olhei para o céu e para a terra e apreciei a harmonia com que estes elementos se confundem no ar. 

Preparei o momento da aterragem mas, novo entrave. A escassa flexibilidade das pernas mal me permitiu cair sentada. Mas, com um pouco de esforço, lá caí como deveria ser. Apesar de me sentir algo enjoada, fiquei satisfeita por me ter superado. Vi o medo de frente e encarei-o de alma e coração abertos. 
Em vários momentos da vida já fui colocada à prova. Todos fomos. Este foi apenas mais um desses desafios. Quando soube o que era para fazer, não me passou pela cabeça não saltar. De forma alguma! Assim que vi o que me esperava naquele dia de verão em Évora, a minha primeira reacção foi aceitar. Se a vida é um risco, porque não  vivê-lo(a)?

Por isso fui e venci!

sexta-feira, 5 de julho de 2019

28 verões do 1º de julho

Recomeçar... Sempre no início de cada dia. Mas, o passado dia 1, foi diferente. Acordei com 28 anos (meu DEUS, já!?). Mais uma data para celebrar a vida com alegria e com felicidade, de coração cheio, junto dos que mais amo. 

28 anos de juventude e de gratidão. Para mim, o dia de aniversário foi sempre especial. Primeiro porque é o dia 1; dia de recomeçar e de abraçar a vida com forças renovadas. Depois porque é a mudança de mês e de semestre, altura em que revemos os objetivos traçados, em janeiro, para o novo ano e que nos leva a fazer uma necessária introspeção. Por fim, porque começa o VERÃO... Aliás, a minha estação preferida do ano começou no passado dia 21 de junho, mas é o início, sempre o início. 

Nesta altura da vida já fiz algumas coisas, mas não tantas quantas as que queria. Vi planos irem por "água abaixo", promessas não cumpridas destroçaram as minhas expectativas e alguns objetivos traçados não passaram de meras ilusões. Mas, porque "tudo o que não nos mata torna-nos mais fortes" e uma vez que é com os falhanços que crescemos, faço um balanço positivo destes 28 sorridentes anos.

Sorrio porque tenho saúde. Tenho uma família incrível e amigos (poucos mas bons!) do meu lado. Tenho trabalho. Tenho as minhas duas lindas cadelas arraçadas de podengo a darem-me as boas vindas sempre que vou até à terrinha. Tenho a minha casa. Aos poucos, estou a construír a minha independência. E sonhos... ah, desses tenho para dar e vender. Não fosse o nosso amigo António Gedeão reconhecer, na sua "Pedra Filosofal", que "O Sonho Comanda a Vida"!

Perdida... Distraída... Desnorteada. Estou assim muitas vezes e as questões existenciais fazem parte do meu dia-a-dia. Todos os dias procuro o foco e a motivação que vão alavancando a vida. Procuro fazer-me entender e dar sempre um pouco mais de mim. Tento compreender o que nem sempre é assim tão óbvio. Sempre ouvi dizer que "o essencial é invisível aos olhos". 

Tenho perfeita noção de que nem sempre dou tudo, mas não me crucifico por isso. Overthinking. Todos os dias luto para não ser. Ansiedade. Tento combater isso, mas nem sempre consigo. Tento não deixar-me corroer com pensamentos destrutivos e veicular as minhas energias para coisas boas.

E, agora, tenho 28 anos. Ainda posso lutar por ser mais feliz a cada dia que passa. Se ainda tenho idade para usar o Cartão Jovem, tenho motivos suficientes para manter o meu espírito jovial. Preciso de me concentrar em ser melhor a cada dia que passa e, só assim, conseguirei atingir o objetivo final de todo e cada ser humano, a FELICIDADE.

Será o objetivo ou o caminho, essa tal Felicidade?

quinta-feira, 2 de maio de 2019

(Re) começar!

(Re) começar pode ser ontem, hoje ou amanhã. Haja Força, Fé e Foco. (Re) começar requer vontade e determinação. Mais do que determinação o "é hoje. vou fazer" em vez de "deveria começar hoje. Não me apetece... Fica para amanhã!" - Está tudo errado nestas duas últimas exclamações. Está mal porque é hoje. E HOJE recomecei.

Eu aproveitei o dia 1 para aprender algo novo. O dia 1 é o dia do recomeço, novo mês, às vezes nova semana, mas sempre NOVO DIA! E é bom recomeçar a fazer algo diferente. E os ingredientes para recomeçar nem são assim tantos quanto isso: uma pitada de vontade, três colheres de determinação, e uma grande dose de AUTO-DISCIPLINA e de AUTO-DETERMINAÇÃO. Afinal, se eu não fizer, quem o fará por mim?

Interessa recomeçar, fazer algo por nós, algo que nos leve a querer saber mais sobre um assunto. Ou, quem sabe, praticar uma nova actividade física, aprender uma outra língua ou desenvolver talentos adormecidos, que se podem encontrar nas artes. Tudo conta para não cair na rotina de "casa-trabalho-trabalho-casa". Eu decidi iniciar um curso online de Marketing Digital.

Além de complementar os meus conhecimentos na área da Comunicação, considero importantíssimo alargar o meu leque de valências em sectores que, aparentemente, podem não me ser muito familiares. Gosto, quero e vou fazer hoje. O ideal é estabelecer horas diárias para dedicar a novas actividades. Devemos, portanto, reservar entre meia a uma hora a actividades que nos permitam desenvolver outras competências.

Agora estou a apostar no Marketing Digital. Mas podia apetecer-me ir ao ginásio ou fazer uma longa caminhada à beira mar. Ninguém me impediria de o fazer, mas preciso de estipular dias e horas específicas para não fugir às "responsabilidades informais". Assim nos auto-disciplinamos e nos permitimos a arejar as ideias!

Depois de decidir o que VOU FAZER, dedico uma hora por dia ao curso online... Como nem sempre uma hora chega, vou para a 1h30. Das 18h40 às 20h10 sei que tenho de estar focada em ver tutoriais e em responder a questionários como forma de consolidar conhecimentos. 

Descobri que uma caminhada do local de trabalho até casa pode ser benéfica para aliviar a tensão acumulada ao longo do dia. Então, pelo menos três vezes em cinco dias vou a pé, numa caminhada de cerca de 40 minutos, até casa. Pelas 18h50 estou em casa e, depois de petiscar algo, concentro-me no capítulo de Marketing que se segue. 

Manter um estilo de vida ativo e combater diariamente o sedentarismo e a estagnação mental é fundamental para preservar o nosso bem-estar global. Estar em paz com o nosso corpo e com a nossa mente ajuda-nos a estar de bem com os outros e em harmonia com o universo. Praticar o MINDFULLNESS é imperativo para evitar a ansiedade e o stress e  fundamental para reestabelecer as forças vitais!

Carpe Diem!

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Ser CRIANÇA

cri·an·ça 
(criar + -ança)

substantivo feminino
1. Menino ou menina no período da infância.
2. [Figurado]  Pessoa estouvadapouco sériade pouco juízo.
3. Educação.
4. [Antigo]  Criaçãocria.
"criança", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013.

Criança, substantivo, género feminino, número singular. É isto que me diz o dicionário de uma forma morfológica, simplificada e objectiva. Criança, um ser humano tão frágil que todos devemos respeitar. Um ser de direitos e com deveres que se deve acompanhar e proteger (não super-proteger!!) na infância e libertar na adolescência. Um ser sensível, que aprende especialmente através da imitação, da repetição e da associação. 

"Criança". Porquê este tema hoje? Porque na sexta-feira, 1 de Junho, foi o Dia Mundial da Criança, o dia de relembrar que todas as crianças do mundo têm direito a serem felizes, a brincarem, a terem uma família, a serem protegidas, a serem ouvidas e respeitadas, a serem, ao mesmo tempo, livres e abraçadas.

As Nações Unidas aprovaram a 20 de Novembro de 1959 a Declaração dos Direitos da Criança, proclamando os direitos das crianças de todo o mundo. Contudo, bem se sabe que os direitos das crianças não são respeitados nem todos os dias, nem em todos os lugares do mundo. Inclusive, existem criança que nem chegam a sê-lo pois o dever as chama e as impele a tornarem-se mini-adultos.
Em Moçambique, vi crianças a serem adultos. Vi meninas com responsabilidades de mulheres e meninos com responsabilidades de homens. Também vi meninos a brincarem com pneus de carros ou rodas de CD's. Vi rostos de uma felicidade transcendente que só conhecem as ruas dos seus bairros. Vi sinceridade nos sorrisos e verdade nos olhos. Vi muito mais do que um dia imaginava ver, vi o que as palavras não descrevem.
Em Portugal, vejo crianças insatisfeitas porque só têm um tablet, vejo meninos que respondem aos professores, vejo crianças tristes porque os pais não lhes dão o devido tempo nem lhes proporcionam a atenção que merecem, vejo insatisfação com aquilo que têm.

Com estes dois últimos parágrafos não quero dar a impressão de que os meninos são infelizes em Portugal e felizes em Moçambique. Quero, somente, dar uma pequena ideia de como a infância pode ser vivida de forma tão diferente em países e culturas também tão distintos/as. Nada de comparações, que são inadequadas e impróprias. Apenas formas diferentes de ser "Criança" e de viver esta fase da vida como tal.


domingo, 17 de dezembro de 2017

Caminhada da alegria coloriu último dia de aulas dos alunos do 1ºciclo da EPM-CELP

A “Caminhada da Alegria” teve lugar na manhã de sexta-feira, 15 de Dezembro, e marcou o encerramento das actividades do primeiro período dos alunos do 1º ciclo do ensino básico da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP). Entre professores, alunos, pais, encarregados de educação e amigos foram cerca de 600 pessoas as que participaram na iniciativa dinamizada pelos professores do primeiro ciclo.

De acordo com Paulo Ferreira, professor do primeiro ciclo e um dos principais impulsionadores da atividade, esta iniciativa “superou as expetativas. A participação dos pais foi massiva, não houve reclamações, do ponto de vista da segurança correu muito bem, já que não tínhamos realizado uma corrida tão extensa fora da escola”, disse.

Apesar de saber que a atividade podia ter abrangido mais pessoas, Paulo Ferreira concentrou-se em destacar os aspetos mais positivos de uma corrida que vai ser replicada no futuro. “Os alunos ficaram muito satisfeitos, gostaram muito das tintas e, apesar de não termos atingido a parte solidária da corrida, conseguimos concentrar-nos na organização da corrida”, afirmou o professor.

A coordenadora do primeiro ciclo, Mariana Ferreira, partilhou a mesma opinião: “correu tudo dentro do horário previsto tal como em termos de segurança, com o carro da polícia sempre a acompanhar”, disse relativamente à caminhada de cerca de dois quilómetros que começou no portão 4 da EPM-CELP, contornou a Escola Francesa e terminou no portão 2 da EPM-CELP.

“Queríamos sinalizar este último dia como um dia de alegria, por isso é que era a marcha da alegria e vemos que eles estão felizes e contentes”, destacou a professora do 1º ciclo, Kátia Borges. Também as professoras do mesmo ciclo, Teresa Jerónimo e Odete Carvalho mostraram-se satisfeitas com a organização da atividade. “Os pais apareceram num bom número, o que é ótimo, e penso que estão todos satisfeitos”, frisou Teresa Jerónimo. Apesar de não ter participado na corrida, a professora Odete Carvalho esteve na organização do lanche partilhado falou em “expectativas cumpridas”.

As opiniões de pais e de alunos vão muito ao encontro das dos professores. Yassmin Forte, mãe do aluno Diogo Santos, 3ºD, gostou da atividade embora propusesse a existência de mais tinta em futuras iniciativas. “É muito importante colocar os pais e os filhos a conviverem com os professores”, frisou. “Foi divertido e o que gostei mais foi da tinta”, disse Diogo Santos.

Daniel Pronto acompanhou a irmã que frequenta o primeiro ano de escolaridade. “Gostei muito da atividade já que nunca tinha participado numa do género. Gostei de passar tempo com a minha irmã, o que não acontece diariamente”, afirmou. “Penso que poderia haver mais atividades durante a corrida”, destacou o aluno que frequenta o 12º ano na American International School of Mozambique (AISM).

Também o aluno da EPM-CELP Manuel Guimarães, que acompanhou a sua irmã, Maria Rita Guimarães, mostrou-se satisfeito com a atividade que aconteceu durante toda a manhã: “é bom sentir que estamos integrados numa comunidade escolar e saber que estamos aqui uns para os outros. Esta permitiu que os pais convivessem com os professores e entre si e que os miúdos conhecessem outras crianças de outras turmas”. Acrescentou que “desenvolveu-se uma união fora do comum entre as pessoas. Estarmos todos cheios de cores torna-nos uma multidão alegre”.

Durante os momentos de convívio houve tempo para um lanche partilhado e para o sorteio de umas t-shirts do banco BCI e bilhetes de cinema.

A organização da “Caminhada da Alegria” contou com os patrocínios do banco moçambicano BCI, com as t-shirts para o sorteio, da Compal, com os sumos destinados aos alunos, das Águas da Naamacha e da residencial Kaya Kuanga, com o insuflável para as crianças. Os professores de Educação Física Margarida Abrantes e Belmiro Pinto apoiaram os professores do primeiro ciclo durante toda a organização do evento.

Na quinta-feira, 14 de Dezembro, os professores do 1º ciclo organizaram, no auditório Carlos Paredes, com as suas turmas, um espectáculo que contou com actividades musicais e teatrais que serviram para mostrar os trabalhos realizados em contexto de sala de aula. 

sábado, 12 de novembro de 2016

Web Summit: a minha experiência

Terminou quinta-feira, 10 de novembro, mais uma edição do evento mais tecnológico do mundo: a Web Summit 2016. Conferências, discursos, encontros, (des)encontros, pitches, partilhas de experiências e trocas de impressões: tudo fez parte de um evento que fez de Portugal a capital tecnológica europeia, durante três dias, dirigido pelo irlandês Paddy Cosgrave e destinado a todos os amantes e entusiastas do mundo da tecnologia e da inovação.

Foram cerca de 53 mil pessoas que, durante quatro dias - tendo em conta o fim de tarde do dia sete, da abertura, passaram pelos pavilhões da Feira Internacional de Lisboa (FIL) para verem algo novo, inovador e totalmente disruptivo. Investidores, empreendedores, jornalistas e representantes de meios de comunicação sociais nacionais e internacionais, curiosos e geeks de diversas nacionalidades tiveram a possibilidade de alargar a rede de contactos e fortalecer o seu networking.

Todas as conferências foram ministradas em língua inglesa e havia um espaço dedicado somente às mulheres, onde a entrada estava vedada a homens: o women in tech. O pavilhão do Meo Arena teve quase sempre lotação esgotada e nomes como Luís Figo (futebolista português), Sean Rad (fundador do Tinder), Bob Greitfeld (CEO da Nasdaq) e outros de igual relevância fizeram as delícias dos participantes.

Sociedades do Futuro, tecnologia auto, robótica, inteligência artificial redes sociais, universidades de start-ups e criatividade foram alguns dos temas levados a debate nos vários locais apropriados para o efeito (de certo que 53 mil pessoas não caberiam, simultâneamente, no Meo Arena e, claro está, a dispersão humana seria fundamental para justificar a realização de um evento com tamanho investimento e relevância!

Além da Web Summit das-10-às-17h30 havia, no fim da tarde, o Sunset Summit, onde, junto ao pavilhão da FIL, produtores artesanais mostravam os seus artifícios endógenos, noites de fados e outros eventos que tais. Quem não esteve muito cansado à noite, para espairecer, beber uns copos e conhecer mais uns empreendedores, teve a oportunidade de dar um saltinho à Night Summit na Baixa-Chiado.

Gostei de tudo e será difícil selecionar as talks que mais me interessaram. Mas, uma vez que a sociedade, o empreendedorismo e as pessoas são temas que me suscitam um maior interesse, arrisco dizer que tudo o que tive oportunidade de ouvir sobre empreendedorismo social me deixou mais elucidada e interessada nessa temática em particular. 

Como rapariga não me senti discriminada, nem assediada, nem nada que se pareça - quero deixar isto bem claro porque há por aí opiniões de pessoas que não estiveram no evento que insistem em falar na Web Summit como um evento bem conseguido para promover o "engate", o género de um Tinder temporário. Não, nada disso. Fui muito bem recebida e sinto que voltei culturalmente bem mais rica de Lisboa.

Se não tiver oportunidade de voltar, a este evento, que prevê realizar-se nos próximos três anos em Portugal, guardo boas recordações de uma conferência sem género, sem idades, sem crenças religiosas, sem raças, sem profissões e que colocou em comum uma quantidade estrondosa de pessoas que gostam, vivem ou apreciam tecnologia. Serviu para espairecer do ambiente de escritório e ganhar contactos que um dia, quem sabe, poderão vir a ser muito úteis.





sábado, 1 de outubro de 2016

Aquele estranho ser no casamento da Pandora

Agora penso e já passaram 21 dias. Já passou, também, a tua lua-de-mel. Passaram dias de um sonho e que marcam uma nova etapa da tua vida. Passaram dias que manteremos todos na memória até porque é urgente perpetuar a memória dos bons momentos. E é isso que agora fica, a recordação de uma felicidade indizível, traduzida em lágrimas. 


Vinte-e-um-dias, querida Pandora. Há 21 dias surpreendeste-nos a todos. Não só com a original menina das alianças, com as tuas típicas e inigualáveis sapatilhas de casamento, mas também com outra(s) coisas. Não te esqueças de que também tu foste surpreendida. Mas hoje apetece-me falar(te) da rasteira que nos pregaste a todos.

O dia tinha tudo para ser perfeito: naquele meio-dia-e-meia o local do casamento era uma quinta familiar fantástica, localizada perto do Palácio de Queluz, os convidados elegantemente bem vestidos ansiavam a tua chegada, o noivo estava ansioso por dizer "sim" e o teu pai preparado para guardar todos os momentos memoráveis através do registo fotográfico. Então chegaste tu, mais do que linda, indescritívelmente deslumbrante. 

Estava tudo a posto para dar seguimento a um casamento de sonho. A "welcome drink" antes do almoço tinha tudo para resultar. O dia solarengo ajudava a despertar os sentimentos mais afáveis dos convidados e, até eu que não conhecia ninguém, senti-me predisposta a socializar e a passar um bom dia na vossa companhia.

Até que... Um estranho ser começa a "meter-se" com os convidados. Reparei, pela primeira vez, que "ele não batia bem" quando aproximou exageradamente a bandeija com os petiscos da minha cara, mesmo em frente ao meu nariz e insistia até eu tirar "qualquer coisa". "Não quero, obrigada", respondia educadamente. "Mas tire", dizia enquanto aproximava o tabuleiro além do limite do razoável. 

Não liguei, ou fiz por isso. Mas apercebi-me de que não era só comigo que isso acontecia; as pessoas, em geral, comentavam o comportamento atípico do jovem empregado que não tinha mais do que 30 anos. Estranho. Como é que a empresa de prestação de serviços de restauração coloca uma pessoa como aquela, sem a mínima sensibilidade, a lidar diretamente com pessoas. - Nunca pensei que ali "houvesse gato" e, tal como eu, aposto contigo que ninguém desconfiou de nada.

Fiquei chocada quando ele se meteu comigo para dizer que a música do casamento era "uma seca". Mas mais escandalizada fiquei quando vejo que ele pega num cocktail de frutos vermelhos e tenta beber, "disfarçadamente", atrás dos arbustos. À vista de todos. As reprimendas do "tio" não pareciam dar resultado. E não davam.

Quando já pensávamos que tínhamos visto de tudo, acontece algo pior. Quando entras com o Paulo, Pandora, no local destinado ao almoço, o dito cujo atravessa-se à vossa frente e deixa cair a bandeja com os talheres. Foi a gota de água. Quase que te estragava o casamento... que cena, pá! Foi então que o "tio" disse que esta tinha sido a última oportunidade do sobrinho para mostrar o que valia. Afinal não conseguiu dar "conta do recado" e quase arruinava o melhor dia da tua vida... Enfim, foi-nos dito que estava no escritório a chorar e que se viria despedir dos convidados... Coitado, será que era precisa tamanha humilhação? -  pensámos todos.

Até que... surpresa das surpresas... nem um minuto tinha passado para um mágico invadir o salão... Música, alegria, magia e diversão fizeram as delícias dos convidados que, aos poucos se foram apercebendo de que o
garçon tótó não o era! Era um mágico com truques surpreendentes...

Foste mazinha e não te reservaste ao prazer de comunicar, através do microfone que os convidados "foram enganados". Nem as tuas damas de honor sabiam! Má, má, má! Mas foi lindo. Um casamento preparado à medida da tua imaginação e criatividade. Obrigada por tudo e as melhores felicidades para os ex-noivos, que agora são marido e mulher!

sábado, 20 de agosto de 2016

Meu querido mês de Agosto

Tenho-te visto todos os dias desde que começaste. Com bom tempo, sol, mar, alegria e boa disposição. Tenho-te recebido de braços abertos como se recebe um amigo e tenho-te confidenciado alguns dos meus segredos mais sombrios. Decidi que ias ser diferente este ano.

Sim, pode ser que diga isso todos os anos. Mas contigo é diferente. Só contigo. Porque, por excelência és o mês dos (re)encontros, das (re)cordações, que consigo tantas vezes trazem a tão portuguesa SAUDADE, das paixonetas insignificantes e dos dias de ócio. És tudo isso e muito mais, querido Agosto. És as fotos no facebook que teimam em fazer acreditar que contigo e com o verão está sempre tudo bem. És os banhos de água salgada que gelam os ossos mas que rejuvenescem a alma. És o sol que torna a minha pele mais escura e que faz as amigas morrerem de inveja. És os concertos de verão, os domingos da filarmónica e as conversas noturnas intermináveis. Continuas a ser as corridas temerosas. És, para sempre, as festas, as bebedeiras não-planeadas e as loucuras que não se contam a ninguém. 

És tudo o que de bom o verão tem. Mas também és os fogos, és as preocupações dos familiares e dos amigos dos bombeiros. És a angústia de quem vê, em segundos, destruído o trabalho de uma vida. És os afogamentos no mar e a vítima dos mergulhos mal dados que marcam (negativamente) para sempre a vida de quem se aventura por essas rochas fora. És a falta de discernimento das pessoas que, nas redes sociais, colocam tudo e mais alguma coisa e não se reservam em informar os assaltantes onde estão a passar as férias. És a loucura dos jovens que bebem de mais e se fazem à estrada, colocando a própria e a vida dos outros em risco. És os atos inconscientes dos perigos eminentes que, em segundos, podem desfazer a vida de todos.

És, simultaneamente, o bom e o mau, doce Agosto. Para mim este ano, tal como no ano passado, és invulgar porque não me dás férias. Dás-me trabalho na área de estudo e por isso não poderia estar mais agradecida. És atípico porque não me dás uma paixoneta leviana que, em setembro, me vai deixar de rastos. És diferentes porque me abraças com o teu afável beijo de sol e, aos fins de semana, proporcionas-me o descanso típico dos dias desta época. Agosto, és (algo) do que eu quero ser. 

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Não, confusões não são a minha "cena"

Após a minha experiência na Queima das Fitas de Coimbra e decorrida quase uma semana desde a quase-directa, sinto-me suficientemente capaz de exprimir o que sinto acerca do que vivi.

Para não cansar muito o leitor coloco por tópicos a minha primeira (e provavelmente última) experiência na noite da Queima:


- Pagar um bilhete no
intercidades teria sido evitado se visse, convenientemente, o horário dos comboios. Não vi e, mesmo que visse, a hora de partida seria demasiado cedo num regional, pelo que, de qualquer forma, optaríamos (eu e a C) por ir mais tarde e ter de pagar o que pagámos pelo comboio. Conclusão: partimos pelas 21h05 e meia hora depois estávamos em Coimbra;


- Já sabíamos que iríamos ter de "queimar" tempo até nos descolarmos ao recinto. Decidimos ir dar uma volta à baixa da cidade. Quando ameaçou chover encontrámos abrigo no
Burger King mais próximo, onde fizemos a última refeição até regressarmos a Pombal;

- Depois de deambularmos mais um pouco pelo Parque Verde e de encontrarmos umas "trajadas" do curso de Gestão, que pensávamos que estavam bêbadas, decidimos arriscarmo-nos a passar por locais obscuros. Fomos avisadas por uma dessas tais raparigas, que era "perigoso duas raparigas andarem sozinhas à noite" naquele local. Uma autêntica paz de espírito;

- Eram por volta das 23h15 quando nos dirigimos à bilheteira para comprar os bilhetes. Sorte a minha que passei por estudante e tive direito ao bilhete respectivo. A C teve de se contentar com o geral. Até aí, tudo bem. A seca foi a que aconteceu durante meia hora de espera;

- Depois de sermos meticulosamente revistas pelos seguranças, cada uma na sua fila, pudemos entrar no recinto. Era perto da meia-noite e a Tuna Feminina da Faculdade de Medicina de Coimbra saudava os visitantes com os primeiros acordes da noite. Uma recepção calorosa numa noite gélida;

- Era 01h30 (da madrugada) quando o C4 Pedro decidiu não "Ficar Por Aqui" e começou o concerto. Tinha vestida uma camisola cor-da-pele de manga comprida, por debaixo de uma camisola de cavas vermelha, cuja ilusão óptica que causava era reveladora de um imenso tronco de tatuagens. Mas como referi, era só mesmo uma ilusão de óptica;

- Após a "curtição" que o C4 Pedro nos proporcionou, foi hora de ouvir o grandessíssimo AGIR. E gostei que ele me dissesse que eu sou "linda sem Make-Up"! Subiu-me o Ego num ápice, vos garanto, caros leitores. Com isto chegaram 3h30;

- Demos mais umas voltas para fazer tempo e apanhar o suposto comboio das 5 e pouco. Ora muito bem, ainda a estação de comboios não tinha abrido portas, já eu e a C estávamos KO na escadaria do local. E não, aos sábados de madrugada não há comboios para Pombal. O primeiro é às 6h04 da madrugada. Ok... mais uma hora de espera. Tudo bem, mas estava quase a adormecer nos bancos desconfortáveis e cor-de-laranja da estação. E estava um frio que não se podia!

- Entrámos no comboio pelas 6h00. A viagem foi feita semi-acordada-semi-adormecida. E o corpo doía-me todinho! Mas fez-se bem e nenhuma de nós adormeceu ao ponto de deixar a estação de Pombal para trás. 

- Conclusão: foi uma noite em branco que valeu pela experiência e pela companhia, mas que não passou de uma noite "perdida" que me valeu quase o dia todo de sábado a dormir.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

É preciso ter terminado o curso há 3 anos para ir pela primeira vez à queima

Bem verdade... Terminei a minha licenciatura há três anos, mas nunca fui a nenhuma Queima. Nem à de Leiria, nem à de Lisboa, nem à do Porto, nem à da nostálgica Coimbra! Verdade, verdadinha. Contudo, não me importo. Afinal nunca fui uma pessoa de grandes folias e aventuras... Apesar de ter participado nas praxes, de ter uma madrinha de curso e de ter sido "baptizada", nunca trajei. Não abusei nos festejos académicos nem, como é óbvio, benzi a pasta. Mas não é por isso que sou mais triste do que as outras pessoas...

Afinal, aproveitei a "vida académica" à minha maneira. Essencialmente, a estudar e a concentrar-me em terminar o curso em três anos. É verdade que não saía à noite. Mas também não fazia "directas" a estudar nem a terminar trabalhos. É verdade que não tive uma "vida académica" convencional: com as loucuras, com os excessos e com as bebedeiras típicas do comum dos caloiros. Mas a escolha foi minha. E isso não faz de mim uma "ave rara".

"Até na questão do traje foste diferente da tua irmã. Porque é que não quiseste trajar?" - pergunta-me a mãe. "Mãe, a escolha foi minha. Eu aproveitei a faculdade como quis e sinto-me feliz por isso" - responde a filha. Sim, penso que não é um traje, umas noites mal dormidas, umas bebedeiras desnorteadas e umas valentes loucuras que fazem de mim melhor ou pior pessoa, mais ou menos experiente. Tive as minhas experiências, os jantares de amigos e algumas noites sem excessos. Estudei, foquei-me nos meus objectivos, tal como continuo, hoje, a fazer. E, agora, começo a colher os frutos do meu trabalho.

E como a vida não se resume a trabalho, este ano vou aproveitar para "curtir" pelo menos, uma noite da Queima. Não interessa para onde vou nem o que vou ver ou ouvir. Vou fazer uma viagem no tempo e pensar que tenho 19 anos. Vou relembrar 2010 e trazer à memória momentos bem passados, junto a pessoas inesquecíveis. Vou ser pré-adulta só mais uma vez. (não é que seja muito adulta agora, mas vou ver se chamo os anos idos, só para recordar o que era para ser e não foi). 

Queima, queima, queima... Curiosidade essa que me atordoa os sentidos. Boémia, música, risos, amigas, bebedeiras, recordações, muuuuitas pessoas, multidões avassaladoras de jovens e moribundos "doutores" que, de "doutores" pouco ou nada têm. As expectativas estão ao rubro e eu quero sentir todas as emoções (que ainda estou por viver) à flor da pele. 

Não, não vou reencontrar colegas da faculdade. Talvez seja até uma oportunidade para conhecer pessoas novas. Não vou fazer amigos para a vida nem ter aventuras levianas. Vou saborear cada momento como se do último de tratasse e vou trazê-lo, comigo, de volta a casa. Vou aproveitar sem criar demasiadas expectativas. Vou num transporte público para ter a certeza de que chego viva a casa. E a C vai comigo, para zelar pelo meu bem estar.

domingo, 1 de maio de 2016

O Dia da Mãe Trabalhadora

É isso mesmo, hoje é um dois em um. Este ano, o Dia do Trabalhador calha no Dia da Mãe. Não, é o Dia da Mãe que calha no Dia do Trabalhador, já que o Dia do Trabalhador se comemora no 1º de Maio e o da Mãe no primeiro domingo de cada Maio. 

Ironia ou não, é dia daquela que trabalha todos os dias, 24 horas por dia. É dia de dar um beijo e um abraço afável a todas as mães que além de MÃES-a-tempo-inteiro, são donas-de-casa, trabalhadoras e grandes profissionais. É, basicamente, mais um dia que deveria ser todos os dias.


Ora, não poderia vir mais a propósito uma reflexão sobre ELAS, acerca do dia-a-dia de quem está lá SEMPRE para dirigir uma palavra amiga ou para dar um abraço reconfortante. É dia para homenagear aquelas que trabalham pelo bem-estar das suas crias e que não descansam enquanto as filhas não chegam a casa depois de uma noite louca. É dia de beijar aquela que manda mensagens a perguntar se a filha está bem, se precisa de alguma coisa, ou apenas para a relembrar que está constantemente no pensamento. 

É dia de relembrar-lhe o quanto significa para mim, para nós, as filhas que só lhe dão preocupações (muitas vezes desnecessárias e desprovidas de justificações). É dia (são dias) de retribuir todo o carinho e atenção que dá incondicionalmente. É dia de dizer: "Mãe, eu adoro-te". É dia de ser uma boa filha e de lembrar que a mãe se preocupa SEMPRE. É dia de aconchegar o coração da Mãe e dar-lhe tudo de bom (não é a presentes materiais que me refiro, sim ao aspecto emocional). 

É, também, dia de lembrar os filhos que não têm a mãe por perto ou as mães que, infelizmente, já não têm os seus filhos para abraçar. É dia de ser-se mais humano e de desligar dos constantes apelos ao consumo, num dia que deveria ser especial e é de descontos. É dia de nos alegrarmos, mesmo que tenhamos as mães longe, ou mesmo que os filhos que deveriam estar por perto e não estão, as tenham no pensamento. É dia de sermos nós mesmos e de fazermos alguém sentir-se especial. <3

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Bom dia, 2016!


Foi a noite do "Adeus" a 2015 e a altura de dar as boas-vindas a 2016. Foi noite de excessos para muitos e de festejos mais comedidos para outros. Foi noite de extravasar as alegrias e de afogar as mágoas. Foi noite de agradecer as coisas boas e de não dar azo a que coisas desagradáveis assolem de azar o Novo Ano. Foi altura de juntar as doze passas e de contar os segundos para desejar que o Novo Ano venha repleto de desejos concretizáveis e de boas aventuras intermináveis. Mesmo com um pouco de frio pela madrugada e um início de dia regado pela chuva teimosa da manhã, espera-se um primeiro dia harmonioso, na companhia dos que são queridos.

Agora, que é altura de agradecer as coisas boas que 2015 ofereceu e de desejar que 2016 seja ainda melhor, ficam os meus pensamentos. Obrigada, 2015, por, ao nível profissional, me teres dado a oportunidade de realizar o estágio para a Carteira Profissional de Jornalista que, em escassos dias, terei nas mãos. Obrigada, 2015, por me proporcionares a oportunidade de desbravar horizontes e por me teres dado a conhecer tanta gente boa. Obrigada, 2015. Deste-me saúde para procurar trabalho e para estar mais perto do sonho de me tornar independente. Obrigada pelas Actividades de Enriquecimento Curricular, onde lecciono xadrez e inglês e onde trabalho com miúdos incríveis, obrigada pelo estágio no Pombal Jornal, obrigada pelas horitas como caixa num supermercado.

Guardo memórias muito boas ao nível pessoal, mas não posso deixar "passar em branco" o facto de ter conhecido alguém sensacional que mexeu comigo de uma forma incrível. Estávamos a 19 de Dezembro. Era sábado à noite e a ocasião serviu para festejar o aniversário de uma minha linda amiga, que também conheci em 2015, No Né. Cheguei atrasada ao jantar, já que antes tinha tido uns trabalhos pendentes para terminar. Claro que, depois de ter tocado à campainha, todas as pessoas olharam para mim, assim que entrei na sala onde jantavam. Vi-os. Pela primeira vez. Uns olhos que me chamaram à atenção de tão expressivos que eram. E, momentos depois, assim que descobri o seu sentido humor inabalável, quis conhecê-lo melhor. Obrigada pelo melhor presente de Natal de SEMPRE, 2015! 

Foi este dos melhores presentes que 2015 me deu. Uma pessoa incrivelmente boa que ainda estou a conhecer. 2015 também fez com que me tornasse mais madura e ajudou-me a seleccionar as pessoas que valem, realmente, a pena conhecer e manter na minha vida. Obrigada, mais uma vez, por tudo. Ah, já me esquecia...! Este é o primeiro ano que a minha cadela eléctrica festeja o Ano Novo! Uma vez que só faz um aninho em Fevereiro, este foi o 2015 das "primeiras vezes" para ela. Uma Laica que veio ao mundo depois de termos acolhido a mãe dela, cujo primeiro nome é Pirussas, mas que, depois de termos ido ao veterinário com ela, verificamos que, no antigo chip, estava registada com o nome Ruby. A Laica e a Ruby Pirussas fazem as delícias da família Mendes!

Olá, 2016. Sê bonzinho para mim e para todas as pessoas incríveis. ;) *