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sexta-feira, 20 de março de 2020

Uma reflexão chamada CORONAVÍRUS

Coronavírus. Covid-19. Epidemia. Pandemia. Doença. Infetados. Mortes. Estas e tantas outras palavras fazem parte do vocabulário atual de todos nós, um pouco por todo o mundo. Todos os dias a comunicação social dá conta de mais uma de morte por Covid-19 ou de um aumento esponencial do número alucinante de casos por contágio desta "doença". Todos os dias somos alertados acerca de como agir perante este vírus e a Direção Geral de Saúde (DGS) envia, incansavelmente, diretivas claras com vista à contenção desta epidemia mundial. Há informação e contra-informação. É preciso atuar todos os dias para tentar conter um mal que a todos afeta, que não escolhe géneros, idades, sexos ou estatutos sociais. "Estamos todos no mesmo barco".

O que temos feito durante este tempo de quarentena? Como temos agido diariamente? Acerca do que temos refletido quando, agora, finalmente, temos tanto tempo livre? 

Lavar as mãos várias vezes ao dia, desinfetar superfícies propícias à disseminação do vírus, ficar em casa, ficar em casa, FICAR EM CASA, evitar locais com muita gente, restringir as saídas à rua às idas às farmácias e aos supermercados, seguir à risca as medidas indicadas pelas autoridades de saúde e resguardar-se o maior tempo possível DENTRO DE CASA. Isto e tudo o resto em termos "físicos" e "visíveis".

Mas, e em termos PSICOLÓGICOS e COMPORTAMENTAIS? Que alterações temos feito quanto à nossa forma de pensar, de agir e de atuar durante um tempo que também serve para REFLETIR?

Estamos em casa. De quarentena. Enquanto muitos arriscam, todos os dias, a vida para salvar tantos quanto possível. Médicos, enfermeiros, polícias, camionistas, operadores de bombas de combustível, operadoras de caixas de supermercado, até pequenos comerciantes em mercearias... Todos aqueles que exercem funções indispensáveis ao dia-a-dia (salutar) de todos. Estes e mais alguns não podem ficar em casa e merecem o reconhecimento de todos nós. 

Este é um tempo de reflexão e de prevenção. Tenhamos consciência disso. Que este vírus sem fim à vista nos permita ver a vida de uma outra forma. Consciencializarmo-nos de que não precisamos de consumir tanto, de que "MENOS É MAIS". Alertarmo-nos de que o ambiente precisa de respirar, não precisa de tantos combustíveis fósseis, nem de inúmeros gases tóxicos. Darmo-nos o tal "ABANÃO" para que abramos os olhos a uma ameaça que é real e que está presente HOJE. Que este tempo de reflexão nos proporcione estratégias conscientes para alterar hábitos, reduzir o consumo, mudar a nossa forma de pensar relativamente ao único planeta em que vivemos e que tem recursos escassos e finitos (não infinitos, ao contrário do que muitos pensam...).

E... REFLETIR, REFLETIR, REFLETIR. Se nunca temos tempo para nada por causa de rotinas estonteantes, ritmos de vida a "1000" e TEMPO para o que realmente importa, que esta "paragem forçada" nos abra os olhos para aquilo que é essencial, pois "o essencial é invisível aos olhos". Que esta seja uma lição de vida, o abanão de que todos precisávamos para mudar e, assim, continuar em frente!

quinta-feira, 2 de maio de 2019

(Re) começar!

(Re) começar pode ser ontem, hoje ou amanhã. Haja Força, Fé e Foco. (Re) começar requer vontade e determinação. Mais do que determinação o "é hoje. vou fazer" em vez de "deveria começar hoje. Não me apetece... Fica para amanhã!" - Está tudo errado nestas duas últimas exclamações. Está mal porque é hoje. E HOJE recomecei.

Eu aproveitei o dia 1 para aprender algo novo. O dia 1 é o dia do recomeço, novo mês, às vezes nova semana, mas sempre NOVO DIA! E é bom recomeçar a fazer algo diferente. E os ingredientes para recomeçar nem são assim tantos quanto isso: uma pitada de vontade, três colheres de determinação, e uma grande dose de AUTO-DISCIPLINA e de AUTO-DETERMINAÇÃO. Afinal, se eu não fizer, quem o fará por mim?

Interessa recomeçar, fazer algo por nós, algo que nos leve a querer saber mais sobre um assunto. Ou, quem sabe, praticar uma nova actividade física, aprender uma outra língua ou desenvolver talentos adormecidos, que se podem encontrar nas artes. Tudo conta para não cair na rotina de "casa-trabalho-trabalho-casa". Eu decidi iniciar um curso online de Marketing Digital.

Além de complementar os meus conhecimentos na área da Comunicação, considero importantíssimo alargar o meu leque de valências em sectores que, aparentemente, podem não me ser muito familiares. Gosto, quero e vou fazer hoje. O ideal é estabelecer horas diárias para dedicar a novas actividades. Devemos, portanto, reservar entre meia a uma hora a actividades que nos permitam desenvolver outras competências.

Agora estou a apostar no Marketing Digital. Mas podia apetecer-me ir ao ginásio ou fazer uma longa caminhada à beira mar. Ninguém me impediria de o fazer, mas preciso de estipular dias e horas específicas para não fugir às "responsabilidades informais". Assim nos auto-disciplinamos e nos permitimos a arejar as ideias!

Depois de decidir o que VOU FAZER, dedico uma hora por dia ao curso online... Como nem sempre uma hora chega, vou para a 1h30. Das 18h40 às 20h10 sei que tenho de estar focada em ver tutoriais e em responder a questionários como forma de consolidar conhecimentos. 

Descobri que uma caminhada do local de trabalho até casa pode ser benéfica para aliviar a tensão acumulada ao longo do dia. Então, pelo menos três vezes em cinco dias vou a pé, numa caminhada de cerca de 40 minutos, até casa. Pelas 18h50 estou em casa e, depois de petiscar algo, concentro-me no capítulo de Marketing que se segue. 

Manter um estilo de vida ativo e combater diariamente o sedentarismo e a estagnação mental é fundamental para preservar o nosso bem-estar global. Estar em paz com o nosso corpo e com a nossa mente ajuda-nos a estar de bem com os outros e em harmonia com o universo. Praticar o MINDFULLNESS é imperativo para evitar a ansiedade e o stress e  fundamental para reestabelecer as forças vitais!

Carpe Diem!

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Arriscar... Porque não?

Tenho quase 25 anos de idade e uma vida pela frente. Não me sinto superior a ninguém e acho que, em todos os momentos da nossa vida, devemos ser humildes, sinceros e verdadeiros. Já trabalhei em áreas muito diferentes, mas sempre com a esperança na mira. A esperança de encontrar a minha área a tempo inteiro. E como quem "espera sempre alcança", consegui. 

Arrisquei. Foi isso que fiz. Com um rendimento mais ou menos favorável e uma vida razoavelmente estável, decidi ir conhecer o desconhecido. Foi uma decisão determinada. Se não fosse na semana passada, nunca teria sido. Larguei tudo o que me prendia à minha terra natal e fui. Arrisquei, tentei e estou a conseguir. 25 anos e uma vida pela frente. A hora é agora!

Não me resigno a uma vida acomodada e vazia de sentido. Não me conformo com o "trabalho-casa-casa-trabalho". Não gosto de estar muito tempo "parada" na mesma cidade e, muito menos, a fazer sempre as mesmas coisas. Detesto rotinas e pessoas tóxicas. Fujo dos centros comerciais mas aprecio umas boas corridas ao ar livre. Mas nunca me hei-de sentir satisfeita com o dia-a-dia monótono que uma cidade pequena e provincial tem para me oferecer. 

Toda esta conversa para chegar à importância do que, para mim, significa arriscar. Arriscar é ir mais além. Arriscar é "pensar fora da caixa". Arriscar é ver oportunidades onde os outros vêem obstáculos. Arriscar é transformar erros em aprendizagens e barreiras em desafios. Arriscar é não ter medo de falhar e, mesmo que falhe, "dar a volta" por cima. Ariscar é ter vontade de conhecer e partir à descoberta sem ter de dar justificações a ninguém. Arriscar é ir mais longe, conhecer uma vida nova e, para trás, deixar a "vida velha". Arriscar é partir sem pensar muito. É planear mas rir-se de si mesmo quando tudo sai ao contrário. Arriscar é reinventar uma vida antiga e trazer uma lufada de ar fresco à vida nova. 

É desafiares-te e ousares ir para além daquilo que conheces. É quereres saber de tudo um pouco. É leres, é informares-te, é viajares. Arriscar(este) é partires sem bilhete de volta só porque sim. É ires, sem ninguém a impedir-te ou a pôr-te "abaixo". Arriscar é ter ânimo e coragem suficientes para romper com a vida antiga e renascer numa vida audaz e florida! Arriscar faz parte de mim. E eu mesma sou um risco!

sexta-feira, 25 de março de 2016

Na altura em que eu tinha férias de Páscoa...

Do primeiro ao décimo segundo eram de duas semanas. Na faculdade, de três, dado que a época de recurso do primeiro semestre ocorria na última semana de férias de Páscoa. Tecnicamente duas, vá. Mas para mim as férias duravam quase sempre três semanas, durante três anos. Tenho saudades desses tempos. Mas se me perguntassem de gostava de voltar atrás afirmo, convictamente, que não. 

Há um tempo para tudo e o tempo das minhas férias já foi. Agora trabalho, felizmente. E é bom... O tempo de férias já foi, em Fevereiro, e voltará a ser daqui a uns tempos... Afinal até tenho aproveitado as férias dos meus pequenos, que também são minhas, pelo menos, por uma hora por dia. O rodopio recomeça no início de Abril mas, por essa altura, já estarei pronta para mais uma dose de alunos! 

Tempo de (meias) férias. Tempo de reflexão. Tempo de recordar bons momentos. Tempo de olhar para o que correu menos bem e tempo de (re)pensar estratégias para melhorar. Tempo de me valorizar. Tempo de fazer mais e melhor em termos profissionais e pessoais. E, simultaneamente, tempo de festa!

Pois é! É mais um ano em que sou madrinha e afilhada. Madrinha de um dos meus primos e afilhada de uma filha dos compadres dos meus pais. E, com dupla função, terei de desempenhar duplas tarefas de madrinha-afilhada extremosa. E, este ano, decidi fazer algo diferente e mais pessoal para madrinha e afilhado. (algo que não posso revelar aqui, nunca se sabe quem vai ler e dar com a língua nos dentes. Afinal, surpresa é surpresa!).
...
E porque a minha inspiração para continuar este post escasseia, deixo-vos com uns coelhinhos de Páscoa, feitos por mim:



domingo, 13 de março de 2016

O Amor (não) existe mesmo

O título deste texto era para ser "O Amor... esse gajo estranho". Mas cheguei à conclusão de que "esse gajo" não existe mesmo. Não estou a falar "de cabeça quente" nem tive nenhuma desilusão amorosa (nos últimos tempos). Esta conclusão deve-se a uma conversa de café com uma amiga que, por sinal, está casada. Para mim, "O Amor", aquele "fogo que arde sem se ver" (não) existe mesmo.

Não será o Amor uma mera construção psicológica ou uma ilusão passageira? Uma convenção social? Uma "coisa boa" que nos enche a alma e nos acalma as preocupações? Um objectivo de vida? Um extrapolar da felicidade? O expoente da realização humana? O que é, afinal, o Amor? - A resposta pode assumir uma versatilidade multifacetada de significados pois, não existe "O Amor". Existem "Os Amores"!

" (do latim amore) é uma emoção ou sentimento que leva uma pessoa a desejar o bem a outra pessoa ou a uma coisa", diz a wikipedia. Podemos sentir Amor por pessoas, por animais, por plantas ou, até mesmo, por objectos. E há várias formas de amor: o amor-amizade, o amor-família, o amor-animal e o amor-amor. Este último, significativamente usado para se transmitir à "cara-metade".

Arrisquei-me a tocar num outro termo carregado de subjectividade. Poderia questionar, agora, se há uma "cara-metade", uma "alma-gémea" ou um "mais-que-tudo". Mas penso que, tal como o Amor (que não existe), não existe uma outra parte de nós por aí algures. Até porque os indivíduos são únicos, iguais a si mesmos e originais. Em duas palavras, todos somos "edições limitadas".

Depois de lançar uns palpites sobre o "não-Amor" e as "não-almas-gémeas", está na altura de explicar porquê que, afinal, não existem. Pura e simplesmente. Na minha opinião, o "Amor" não existe porque sentimos afeição, uma amizade forte e um carinho especial. "Amor" é um termo demasiado forte para expressar sentimentos como os atrás mencionado. Prefiro um "adoro-te" a um "amo-te". Sem dúvida. Pois o "adoro-te" sei que existe; quanto ao "amo-te", tenho as minhas dúvidas. 

O Amor não existe. Existe o contacto físico, os beijos e o sexo. Existem sentimentos profundos, que não se vêem mas que se sentem. Existe a afeição transfigurada na vertente do "Amor-físico", isto é, o toque. Mas isso não passa de uma "verbalização" física do sentimento puro, inato e invisivelmente intocável.


"Almas-gémeas" não existem. Existem pessoas que nos fazem sentir bem, que nos fazem rir, que nos fazem bem ao espírito. Existem pessoas positivas e optimistas, aquelas com quem as "conversas são como cerejas". Existem pessoas com signos compatíveis ao nosso e com pontos de vista mais-ou-menos semelhantes. E são elas que nos fazem querelas ter por perto. Mas não são, necessariamente, almas gémeas. São pessoas. Como outras quaisquer. Pessoas que não apareceram na nossa vida por mero acaso. Pessoas que apareceram para nos ensinar algo. Mas lá por gostarmos de as ter por perto, lá porque nos fazem sentir bem e felizes, não significa que sejam "almas-gémeas". 


Uns podem chamar-me céptica, outros lunática. Afinal, eu não acredito n'"O Amor". Acredito em "Amores". Mas prefiro senti-los a verbalizá-los. Prefiro mostrá-los a torná-los físicos. Prefiro acreditar neles a ouvi-los.  

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Olá, Carnaval!

Enchem-se os supermercados de fatiotas invulgares e as notícias de festivaleiros carnavalescos em terras distintas. Nas ruas dança-se o "samba" e importam-se tradições de Carnavais quase nus. Até parece que está calor e, mesmo com chuva, os foliões saem à rua para darem azo aos exageros desmedidos que antecedem os 40 dias de jejum e de penitência típicos da quaresma cristã. Afinal, é CARNAVAL e ninguém leva a mal...


Este ano o CARNAVAL não é minha "cena". Não é que o tenha sido em anos anteriores. Contudo, os festejos com os amigos do secundário, na Kiay, ou com uma ou outra amiga da faculdade, por Alcobaça, já não existem. Não é que deixassem de fazer sentido, ou talvez sim. Mas o tempo tudo trás e tudo leva e, à medida que os anos vão passando, com eles florescem outras vontades e gostos renovados! E, por este ano, os meus festejos carnavalescos são mais comedidos e restringem-se a um concerto da Filarmónica Artística Pombalense e a uma ida (a não sei onde para ver o desfile de Carnaval dessa zona), com uma pessoa especial que o Natal me ofereceu.

Como "recordar é viver", não posso deixar de sentir alguma nostalgia de tempos idos em que, na pré-escola, era "obrigada" a desfilar vestida de sol e de nuvem (e com uma cara de felicidade que até mete medo). Não posso esquecer o disfarce de velha que vi, numa fotografia, ainda hoje, quando folheava o álbum de infância junto à mãe, junto à lareira, sentada no sofá. Recordo-me de uma vez em que me disfarcei de índia e outra de resíduos poluentes. Era uma criança e as fotografias são testemunhas dos momentos felizes que o Carnaval trazia.

E depois, já adolescente, ia "curtir" a noite na Kiay. A discoteca localizada nas Meirinhas (localidade que dista quase tanto de Pombal como de Leiria) enchia-se de gente mascarada e de estranhos atrevidos que me abordavam sem que eu desconfiasse de quem fosse. A noite era de descontracção e de uma folia arrebatadora. Fui de "Mulher da Vida", de Homem, de Chinesa e de Joaninha, os últimos quatro anos de que tenho memória. Lembro-me de como se tivesse sido ontem. Fui com as colegas do secundário e foi um máximo.

Já na faculdade tive, pelo menos, duas celebrações de Carnavais em Alcobaça. Foi a Joana Guerra quem me convidou e quase que fui directamente de Lisboa para lá. Os jantares decorreram em casa da Joana ou de uma amiga. Lembro-me que, um deles, até foi em Lisboa. Era meia-noite e éramos quatro raparigas loucas quando decidimos que estava na hora de ir para Alcobaça. Pegámos no carro e lá fomos nós. Uma hora e meia depois estávamos no meio da confusão a curtir "bués". O pior foi depois... na altura do regresso e sem descanso. (prefiro não contar publicamente. Quem o viveu sabe bem como foi)....

Tudo isto para lembrar a importância da inabalável recordação. Ah!!!... E no ano passado fui tocar com alguns elementos da banda ao desfile de Carnaval da Carreira, uma localidade situada junto a Monte Redondo! Foi muito giro, principalmente na parte em que me colocaram uns cornos de diabo na cabeça. Nessa vez, apesar de não ter ido mascarada, senti que foi uma experiência muito boa. E neste serão foi altura de ver actuar a minha irmã vestida de pintainho.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Trabalhar fora da área de formação? Sim, obrigada...

Não quero começar este texto de uma forma derrotista e desanimada, até porque o título permite antever qualquer coisa de bom ou de mau. Quem sabe?...Ora começo por dizer que somo dois trabalhos distintos da minha área de formação e que não estou insatisfeita com os mesmos. Ainda tenho outro da minha área... Quem me conhece sabe de que falo, portanto não me vou alongar em pormenores desnecessários.

Quando se ouve na televisão ou se lê nos jornais que não há trabalho, que o desemprego jovem sobe de uma forma desproporcionada a cada dia que passa, que as pessoas (normalmente as recém-licenciadas) são exploradas a torto e a direito, é verdade. Quando se diz que as condições de trabalho são cada vez mais precárias e que o que se recebe ao final do mês mal dá para pagar as despesas, tudo isso é verdade. 

E é então que, depois de 15 ou 17 anos de estudos, começamos a colocar a nossa formação académica em causa. Afinal, para que estudei se não me aceitam em lado nenhum? Afinal porque estudei se, no fundo, só me querem explorar através de estágios "não-remunerados"? Afinal porque é que estudei se tenho habilitações a mais para ser empregada de limpeza? Afinal porque estudei se, no fim, para nada conta a meritocracia, mas quem fica com o meu lugar é uma pessoa com menos qualificações? Afinal porque é que estudei se o que ganha é o "SISTEMA DAS CUNHAS"? Afinal porque é que estudei se, no fundo, não vejo reconhecido o esforço de tantas "pestanas queimadas" ao longo de tantos anos? Afinal porque é que?...

E por aqui me fico para não me enervar mais. Estudei. Sou licenciada. Não tenho trabalho na minha área. Pelo menos daqueles dignos, com contrato (com ou sem termo) e que me proporcione alguma estabilidade económico-financeira. Sou da geração dos "recibos verdes" e do trabalho precário. Hoje tenho, amanhã logo se vê. Sou da geração do "poupa-hoje-que-amanhã-será-melhor". Ou pelo menos é nisso que quero acreditar.

Somo dois trabalhos a recibos verdes mas contento-me com um contrato a termo certo. Um trabalho com horário de entrada e de saída, que tão difícil é encontrar nos dias de hoje. Mais ainda na minha área. Terá sido o meu desinteresse em procurar na minha área? Terá ido a esperança embora? Será que não gosto, realmente, daquilo para que estudei? - A quantidade de questões que me assola a mente e que me confunde é intragável. Afinal tenho trabalho(s). Porque raio me queixo? 

A felicidade e a realização pessoal e profissional são termos que se tornam mais vagos a cada dia que passa. Pelo menos na minha cabeça. Ser humano que se preze nunca está suficientemente satisfeito com o que tem, com as vitórias que conquista, com o que o faz sorrir e que, no fundo, é a razão da sua existência. Eu também quero mais e ainda estou à procura daquilo que me faz realmente feliz.

Tenho uma inscrição no IEFP em suspenso e um estágio profissional que não chega por realizar. Falta de oportunidades? Para quê que passei pela TVI e pelo Público? Será que me valeu de alguma coisa? - Talvez um dia surjam as respostas a estas questões inconvenientes. 

Eu não quero tudo. Até porque faço voluntariado de uma forma absolutamente desinteressada. Quero apenas encontrar-me a mim mesma para saber o que, afinal de contas, quero fazer para o resto da minha vida.  

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Eu, os saldos e a minha constante indecisão

Findo o Natal, o Dia de Ano Novo e os Reis, chegam os saldos, à semelhança de anos anteriores. Com eles, chega a abundante oferta de bens que ninguém quis em tempos idos e em que foram "Nova Colecção". De coisas que ficaram esquecidas, se vestem as lojas de vestuário, as sapatarias de calçado e os bazares das mais diversas bugiganga(s). No fundo, de restos. Porém, esta abundante oferta aparentemente mais apelativa não contribui para a diminuição da minha equivocada indecisão.

Olho para a direita e vejo aquelas calças que namorava há um mês a 50% de desconto. De ganga escura e de estilo "slim", bem justinhas, como eu gosto. Porque não levar?  - Oh pá, não tenho dinheiro agora. Olho para a esquerda e aquela mala sedutora pisca-me o olho. Não sei a quanto estava antes dos saldos, mas o preço está bem colado a vermelho por cima do antigo e pode ler-se "9,99". - Hum... Afinal tenho lá tanta mala que penso que 10 euros não justificam a vaidade. E aquele casaco "chique" e "cintado" que parece chamar pelo meu nome? - Hoje não me apetece fazer compras.


Quem me conhece sabe que não sou materialista. Mas sou mulher. E como todas as mulheres que se prezem, também gosto de ser vaidosa uma vez por outra. Contudo, a indecisão não tem hora marcada para me assolar o espírito e baralhar as escolhas. E para se andar bem preparada não é estritamente necessário fazer compras em altura de saldos... Tudo depende dos dias, tudo depende da predisposição, tudo depende da companhia... E do dinheiro na carteira! Afinal a decisão de comprar ou não, nunca é objectiva, imparcial nem independente. É sempre influenciada por factores externos. 

É sempre bom aproveitar a altura dos saldos quando se tem bom gosto e se sabe exactamente aquilo que se quer comprar. Mas mesmo que os preços baixos sejam uma tentação constante, não gosto de comprar por comprar se não tiver necessidade disso. Não é pela crise nem pela vaidade. Na minha opinião, tudo deve ser feito com "conta, peso e medida" e os saldos não escapam às minhas considerações. 

Depois do consumo desmedido a que a época natalícia "obriga" e passada a altura em que os preços sobem em flecha só porque toda a gente compra, é altura de reflectir. Para não comprar irreflectidamente... Ou para comprar como se "não houvesse amanhã"!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Bom dia, 2016!


Foi a noite do "Adeus" a 2015 e a altura de dar as boas-vindas a 2016. Foi noite de excessos para muitos e de festejos mais comedidos para outros. Foi noite de extravasar as alegrias e de afogar as mágoas. Foi noite de agradecer as coisas boas e de não dar azo a que coisas desagradáveis assolem de azar o Novo Ano. Foi altura de juntar as doze passas e de contar os segundos para desejar que o Novo Ano venha repleto de desejos concretizáveis e de boas aventuras intermináveis. Mesmo com um pouco de frio pela madrugada e um início de dia regado pela chuva teimosa da manhã, espera-se um primeiro dia harmonioso, na companhia dos que são queridos.

Agora, que é altura de agradecer as coisas boas que 2015 ofereceu e de desejar que 2016 seja ainda melhor, ficam os meus pensamentos. Obrigada, 2015, por, ao nível profissional, me teres dado a oportunidade de realizar o estágio para a Carteira Profissional de Jornalista que, em escassos dias, terei nas mãos. Obrigada, 2015, por me proporcionares a oportunidade de desbravar horizontes e por me teres dado a conhecer tanta gente boa. Obrigada, 2015. Deste-me saúde para procurar trabalho e para estar mais perto do sonho de me tornar independente. Obrigada pelas Actividades de Enriquecimento Curricular, onde lecciono xadrez e inglês e onde trabalho com miúdos incríveis, obrigada pelo estágio no Pombal Jornal, obrigada pelas horitas como caixa num supermercado.

Guardo memórias muito boas ao nível pessoal, mas não posso deixar "passar em branco" o facto de ter conhecido alguém sensacional que mexeu comigo de uma forma incrível. Estávamos a 19 de Dezembro. Era sábado à noite e a ocasião serviu para festejar o aniversário de uma minha linda amiga, que também conheci em 2015, No Né. Cheguei atrasada ao jantar, já que antes tinha tido uns trabalhos pendentes para terminar. Claro que, depois de ter tocado à campainha, todas as pessoas olharam para mim, assim que entrei na sala onde jantavam. Vi-os. Pela primeira vez. Uns olhos que me chamaram à atenção de tão expressivos que eram. E, momentos depois, assim que descobri o seu sentido humor inabalável, quis conhecê-lo melhor. Obrigada pelo melhor presente de Natal de SEMPRE, 2015! 

Foi este dos melhores presentes que 2015 me deu. Uma pessoa incrivelmente boa que ainda estou a conhecer. 2015 também fez com que me tornasse mais madura e ajudou-me a seleccionar as pessoas que valem, realmente, a pena conhecer e manter na minha vida. Obrigada, mais uma vez, por tudo. Ah, já me esquecia...! Este é o primeiro ano que a minha cadela eléctrica festeja o Ano Novo! Uma vez que só faz um aninho em Fevereiro, este foi o 2015 das "primeiras vezes" para ela. Uma Laica que veio ao mundo depois de termos acolhido a mãe dela, cujo primeiro nome é Pirussas, mas que, depois de termos ido ao veterinário com ela, verificamos que, no antigo chip, estava registada com o nome Ruby. A Laica e a Ruby Pirussas fazem as delícias da família Mendes!

Olá, 2016. Sê bonzinho para mim e para todas as pessoas incríveis. ;) *

domingo, 20 de dezembro de 2015

O Natal, os jantares e as outras coisas boas

Dezembro é um mês igual a tantos outros só que com mais publicidade agressiva e consumismo. Contudo, este tem sido um mês diferente de todos os outros. Este tem sido, para mim, o mês repleto de coisas boas. Começando pelos jantares, passando pelas pessoas que tenho conhecido e terminando nas trocas de olhares intensas, tem sido um mês recheado. Um Dezembro sem igual. 

Tudo começou no passado dia 9, o primeiro jantar de Natal de um dos meus trabalhos. Aconteceu numa noite gélida de Dezembro, na Quinta de Sant'Ana. Um buffet que incluiu uns copos a mais e umas piadas "secas" foram a receita ideal para aquecer o bom ambiente que prevaleceu, na noite, após um dia de trabalho árduo. Foi bom conviver com pessoas que se vêem todos os dias mas que mal conhecemos. Foi bom sentir o "à vontade" alheio à rotina do quotidiano. Foi excelente renovar amizades e fortalecer laços. Foi assim, o serão de 9 de Dezembro.


Na sexta feira seguinte, 11, foi tempo de dar largas à criatividade na festa de Natal dos pequenitos da EB1 de Vicentes. Os mais velhos tiveram a oportunidade de apreciar o trabalho preparado com afinco, de professores e de alunos. Claro que, a par das representações teatrais, dos poemas decorados em dois dias e das danças treinadas em poucas horas com a professora de educação física, não faltaram músicas em inglês para desejar as Boas Festas na festa daquele início de noite. Os aplausos fizeram-se ouvir longamente, demonstrando o contentamento dos familiares. Gostei imenso de participar, pela segunda vez consecutiva, num evento que tanto diz a pequenos e graúdos.

Depois foi a vez do jantar dos adultos, organizado pela Junta de Freguesia de Pombal, onde estiveram presentes todos os funcionários daquela entidade. Eu, a Noémia, a Cláudia e todos os outros professores das Actividade de Enriquecimento Curricular (AEC's) não recusaram o convite para estarem presentes num jantar, que mais do que de Natal, foi de convívio e de confraternização. Sem demoras e com alguma moderação diverti-me à "brava". O "Pai Natal" disfarçado de Pedro Pimpão (ou o Pedro Pimpão disfarçado de "Pai Natal"?), levou sorrisos e presentes aos mais novos. Tive a oportunidade de conhecer colegas com quem nunca tinha falado e de conviver com as que já conheço há uns meses.

Agora... Agora, agora!... Estou a "ressacar" do jantar de aniversário da Noémia da noite passada. Depois de um dia de muito trabalho formal e informal, desfrutei de uma noite sem igual. Depois de ter sido a última convidada a chegar, dei-me de caras com pessoas totalmente estranhas. Levei a cabo uma surpresa premeditada à aniversariante: com uma notas desafinadas, presenteei-a ao tocar os "Parabéns", e depois, uma "Noite Feliz"! E depois... foram os copos e o álcool disfarçado do licor Beirão... E depois... um fim de noite maravilhoso!

A manhã e meia tarde de hoje foram passadas a trabalhar, mas agora é tempo de descanso e de reflexão. Estou a adorar um mês que, normalmente, nem me diz muito, mas que me tem deixado feliz estes últimos dias. Mais do que bens materiais, tem-me dado um imenso preenchimento d'Alma. Mais jantares e outras surpresas se avizinham e, claro, espero que 2016 traga, além de toda aquela lista de pedidos infindáveis, típicos das invariáveis resoluções de Ano Novo, paz(es), saúde(s) e alegia(s).

domingo, 6 de dezembro de 2015

O Natal e os constantes apelos ao consumo desmedido


Chegou Dezembro que, consigo, trouxe as luzes cintilantes, os cheiros estonteantes e os sons melódicos nas músicas que se fazem ouvir na rádio, na cidade. Chegou o mês da gratuitidade, do voluntariado, do dar sem esperar nada em troca. Chegou o mês do nascimento do menino Jesus e da chegada do Pai Natal, tão ansiado pela crianças, durante todo o ano. Chegou o mês que nos lembra como é importante ajudar o próximo sem ter, necessariamente, de tirar dividendos das boas acções. Chegou o mês do frio insuportável e da lareira aconchegante. Chegou o mês de pedir desculpa a alguém que magoámos. Chegou o mês de agradecer a quem nos fez o bem e de esquecer as mágoas que os inimigos nos infligiram. Chegou o mês em que tudo é bonitinho.

Mas como não há bela sem senão, chegou o outro lado de Dezembro. O mês, por excelência, do consumismo. O mês dos extravagantes jantares e das compras desmedidas. O mês do subsídio de Natal que, sem queremos, gastamos num estalar de dedos. O mês em que pensamos na mães, no pai, nos irmãos, nos tios, nos primos, nos avós e nos netos. Mas esquecemos-nos que eles existem durante todo o ano. O mês em que, vezes sem conta e mais do que o habitual, somos constantemente "bombeados" com publicidades de perfumes, de roupas, de brinquedos e de bombons. A publicidades, mais agressivas que nos outros meses do ano, entram-nos casa a dentro e sem pedir autorização pela Internet, pela televisão, pela rádio, pelo tablet e pelos demais mais que possam imaginar (e de que não me recordo agora).

E este é o lado menos natalício do Natal. O lado do consumo desmedido e das compras precipitadas. Comprar como se não houvesse amanhã e não esquecer as prendas do cão e do gato são algumas regras que reinam na cabeça de algumas pessoas. Ok. Há coisas que estão em promoção e, por isso, ficam mais baratas. Ok. Fica sempre bem dar a tal prendinha para que o amigo não se esqueça, ou como forma de agradecer o facto de estar, o ano todo, ao nosso lado. Mas, caramba! Há limites para a decência. E, apesar de saber que as promoções dos supermercados são sempre um chamariz ao consumo, não percebo como é que, durante a semana, certas superfícies comerciais estão, literalmente, "às moscas" e, aos fins de semana, quase não se consegue entrar. Pessoas, distribuam-se!

E é assim que acontece o consumismo desmedido. Numa altura em que as pessoas supostamente vivem em 'crise' e não têm dinheiro para os bens básicos à sobrevivência. E assim se vive num Natal de contrastes: aquele, em que, por um lado, é suposto ser uma época de solidariedade, de gratuitidade e de dar sem esperar nada em troca e o outro, o "Natal" do consumo desmedido e dos gastos precipitados e desnecessários. - Ah, e tal. Mas 'tá em promoção. E? - Se não preciso não sou "obrigada" a levar. Será a necessidade que obriga? Ou a publicidade que cria as necessidades que, na realidade, não existem e que, realmente, obrigam?

Eu cá fico-me na minha. Adoptando a filosofia da lista de compras, tento não me deixar levar por publicidades, além de manipuladoras e, por vezes, falaciosas, desnecessárias à minha sobrevivência e à minha felicidade. E não me considerem uma moralista ou (pior que isso, falsa moralista). Exponho somente aquilo que sinto nesta época e a tristeza por sentir que, infelizmente, para muita gente, o Natal, o verdadeiro Natal! Sim, esse Natal do fazer o bem e do dar sem esperar nada em troca não acontece todos os dias... Ou melhor, nem no DIA DE NATAL, existe! Afinal "Natal não é em Dezembro/ Nem noutro dia qualquer/ Natal é sempre que o Homem/ Sempre que o Homem quiser"...

domingo, 1 de novembro de 2015

O Inverno e as famosas "Night Runnigs"

Até podia começar o novo mês com um mítico e tradicional texto sobre o Dia-de-Todos-os-Santos. Já me bastou o "Halloween" na escola e os toque ansioso de campainha dos vizinhos mais novos para pedirem o Bolinho. Óptimos argumentos para me afastar da temática. O que vou mesmo fazer é escrever um textinho acerca das vantagens de fazer exercício físico. 

Todos sabemos que o exercício físico faz bem ao corpo e à mente. Ao corpo, porque permite fazer com que nos libertemos daqueles quilinhos indesejados a mais, aumenta a resistência e permite-nos competir com os demais praticantes da nossa modalidade, sem que nos sintamos mal por desistir nos primeiros cinco minutos. 

Por sua vez, faz bem à mente pois, ao praticarmos exercício físico libertamos uma hormona chamada endorfina, uma substância química que, transportada pelo sangue, faz comunicação com outras células e é responsável pelo prazer e pelo bem estar. Sim, parecendo que fazer desporto é sinónimo de sofrimento, não é. Durante e no fim acabamos por nos sentirmo-nos bem e libertar a consciência depois de termos comido aquele croissant de chocolate delicioso ao lanche. Aumenta, portanto, a auto-estima individual.

Já que falámos de algumas vantagens físicas e psicológicas decorrentes da prática desportiva, a questão impõem-se: que exercício praticar no Inverno (leia-se dias deprimentes e chuvosos)? Vou falar acerca da minha experiência do ano passado nos próximos dois parágrafos e da minha experiência actual nos dois seguintes.

Era Outubro de 2014 quando decidi experimentar, pela primeira vez, umas aulinhas no ginásio perto de casa. Por se localizar a uns escassos passos a pé da minha zona de residência e a mensalidade não ser nada de mais, apostei em experimentar algo novo, impelida por uma vizinha. Depois das primeiras aulas de grupo e de alguns exercícios individuais dos primeiros dias, não posso dizer que detestei. Até porque já tinha na cabeça a tal ideia de que "não gostava de ginásios". 

Decidi inscrever-me já em Janeiro deste ano. Fiz contrato e tudo (lá me convenceram de que o contrato seria a solução mais vantajosa). No entanto e passadas dezenas de aulas de cycling (a minha modalidade preferida) desisti. Além de, realmente, comprovar a ideia de que, efectivamente, não gostava mesmo de ginásios, encontrei uma forma mais económica de me sentir bem comigo mesma e em grupo. Foi por isso que aderi às night runnings depois da rescisão de contrato com o ginásio, em Setembro.

Não sei bem em que mês comecei a correr à noite. Mas acho que foi antes de Outubro de 2015. Depois de saber que existia um grupo de pessoas que, durante a noite, corria aqui por perto, decidi ir experimentar. Desta vez não fui aconselhada por ninguém até porque, depois de realizar um trabalho para o Pombal Jornal sobre a Associação da Charneca, abri os meus horizontes para uma forma alternativa de continuar a praticar desporto, pelo menos duas vezes por semana, sem gastar um único cêntimo. 

Comecei nas night runnings, a ver se a não-obrigatoriedade de pagamentos me deixava mais livre para decidir como e quando treinar. Resulta. Tenho ido correr quase todas as terças e quintas e, apesar de não ser federada nem de ter disponibilidade para participar nos Trails de fins-de-semana, acabo por me sentir bem física e psicologicamente. Admito que custa sair de casa nos dias em que está muito frio ou que pinga esporadicamente. Mas, afirmo também, que compensa bastante em termos físicos e emocionais. Libertarmo-nos do stress do quotidiano faz-nos bem. Ponto.

Continuo a correr mas admito que, se chover torrencialmente, não o vou fazer por mero prazer de ficar gripada. Há sempre outras alternativas para ficar em casa (e não é de ver filmes nem de ficar agarrada à TV nem ao Facebook de que estou a falar). As famosas flexões, os rígidos abdominais e o minuto doloroso em "prancha" podem ser algumas das soluções adequadas e dias chuvosos. Nem me atrevo a falar em passadeiras ou em máquinas de ginásio que acabam por ficar a um canto depois dos primeiros dias de utilização, lá na cave ou no sótão. Restrinjo-me a falar do que vale a pena e que, de uma forma económica e eficaz, pode mostrar que não há desculpas para dizer "não" ao exercício físico!

sábado, 24 de outubro de 2015

2015 e as grávidas que eu conheço

Dizem que "quando nasce uma criança, renasce a esperança" e eu consigo contar pelos dedos das mãos as mulheres grávidas que conheço. Afinal, não são tantas quanto isso. Mas são pessoas que, de uma forma ou de outra, marcaram e ainda marcam positivamente a minha vida.

Refiro-me a amigas, amigas de amigas, à minha prima e à minha madrinha de crisma. Umas com os bébés já nas mãos. Outras com os pequenos nas barrigas. E, outras ainda, com os embriões em formação. São lindas, as minhas amigas que estão de bébé. E este texto serve para as homenagear.

Acredito que ser mãe ou pai seja uma das melhores coisas da vida. Um objectivo de vida inquestionável. Uma lufada de ar fresco na vida de quem o deseja. Acredito que seja um evento inédito e uma experiência indescritível poder ver, em forma de gente, o amor que se sente por alguém. Não será ao acaso que dizem que a soma do amor, é um mais um igual a três. E a mim parece-me que este é o ano, de que tenho memória, que mais mulheres grávidas conheço.  

Três, uma colega de trabalho, uma amiga e uma prima já tiveram os seus rebentos recentemente. Duas meninas e um menino. Pelo menos outras tantas aguardam a chegada do presente com que a vida as agraciou, no final deste ano. E eu estou ansiosa para conhecer esses doces bébés. 

Afinal, como está o retrato demográfico da nossa sociedade actual? Não quero ferir susceptibilidades ao acreditar ou, pelo menos tentar acreditar, que vamos ter um futuro e uma segurança sociais sustentáveis. Coloquem-se a fazer bébés, e depois veremos se somos um Portugal tão envelhecido tanto como as estatísticas nos tentam fazer crer. 

Isto é tudo muito bonito, mas... A questão não passa somente por "fazer bébés". É preciso dar-lhes atenção, dispender tempo a sossegar as suas birras e estar presente quando eles querem brincar. É preciso educá-los num ambiente familiar sereno e pacífico e mostrar-lhes que existe todo um mundo diferente, paralelo ao familiar. É preciso acompanhar os seus crescimentos e estar presente na hora da papa. É preciso saber entender que o choro é de quando têm fome é distinto do de quando têm sono. É urgente estar com eles e não os despejar, logo desde tenra idade, num"lar-para-crianças".

E é neste ponto que "a porca torce o rabo". Pois. Não condeno o facto de as pessoas terem os filhos. Condeno é o facto de não as saberem educar. Afinal, sempre ouvi dizer que "não se pode dar aquilo que não se tem". 

Mas para não me estender muito nas considerações acerca do que é ou não é correcto, já que cada pessoa formula, subjectivamente, um conceito de "educação" para si mesmo, limito-me a desejar as maiores felicidades às seis grávidas (ou ex-grávidas) que conheço ou, mais do que conhecer, significaram algo importante para mim. 

Felicidades, futuras Mamãs!

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Vai uma fast-running?

Comer para treinar ou treinar para comer? Heis a questão. Não fosse o restaurante de fast-food Burger King, encontrar um lugar privilegiado no andar de cima do edifício do também recentemente inaugurado ginásio Move up. E tudo isto foi pensado para nos baralhar os neuróniosA ironia não deixa de pairar na mente de quem, pela rua dos Bombeiros Voluntários de Pombal, passa: 'bora carregar uns quilos e perder uma calorias? ... Ou 'bora enfardar uns bons quilos e esperar que um milagre queime as calorias de hoje amanhã? 

O dilema é muito aborrecido e nunca foi tão difícil fazer uma escolha tão acertada. Afinal, as opções acabam por ser só duas, para quem está inscrito no ginásio. Ou uma, depende do ponto de vista. Se estou inscrito penso que, para não perder dinheiro, mais vale ir 'carregar uns quilos', nem que seja por uns míseros 30 minutos. Assim opto pela opção de adoptar um estilo de vida saudável e cumprir a promessa que fiz no Natal passado de chegar aos 50 kg. Ou de, pelo menos, não passar os 55. 

Ora se, mesmo inscrita no ginásio, opto pela tentadora mas muito pouco saudável opção de me baldar ao exercício para ir comer um hambúrguer bem recheado de calorias e de coisas 'boas' para a saúde, já conto com duas opções: a contar com esta, do estilo de vida pouco saudável. Oh! Lá se vão os merecidos e irrealistas 50 kg. Mas, afinal, ainda há outra! Porque não fazer um dois-em-um? Depois de um dia de trabalho de cão, 'bora levantar uns pesos ao gym. Depois até posso ligar ao amigo para ir comer umas batatas fritas comigo. Assim os remorsos passam a ser menos e já conto com três alternativas possíveis.

Mas há aqueles que não estão inscritos no ginásio e aí é que 'a porca torce o rabo'. Certamente ir petiscar uns nuggets quentinhos me ficará mais barato do que ir mandar umas corridas para nada. Delicio-me e não tenho de sofrer! Pois, o corpo ideal requer, além do sacrifício alimentar, o sofrimento associado ao cumprimento de objectivos que o personal trainer traça, logo no início do plano. Mas coiso e tal... Porquê não comer hoje se posso emagrecer amanhã?

Depois chego à conclusão de que não é assim tão mau ter um restaurante de fast-food no mesmo edifício do gym. Afinal faz-se um tudo-em-um. Ah, e tal... Não me apetece fazer o jantar e quero comer alguma coisa de digestão rápida. 'Bora ao Burger King, que funciona sete dias por semana, abre antes da hora do almoço e fecha completamente Fora d'Horas!                                                                           Felizmente, a oferta de 'comida-de-plástico' não se fica por aqui. Depois de um intensivo treino de cycling, porque não tomar um banho e andar uns cinco metros (desde a saída da porta principal do ginásio) até à Pizza Hut (que se localiza por debaixo da loja Shop China Maria, no andar superior do Intermarché), e pedir uma pizza com tudo aquilo a que se tem direito? Decerto, o sentimento de culpa não será assim tão grande. Se queimei, posso recuperar. E de forma bem acelerada. Não garanto é que o organismo, no seu pleno funcionamento metabólico, vá transformar em energia tudo o que se consumiu depois do treino. Até porque é de noite e algo vai ficar para a reserva (leia-se, para a banha).                                                         
Não falo em comer o hambúrguer antes do treino no ginásio, pois já experimentei e não correu nada bem. Fazer step com a comida a saltitar no estômago é uma sensação, no mínimo, pouco confortável. 'Ah, mas consomes e depois gastas logo', dizem os entendidos na matéria. Sim, ok, vamos fazer uma fast-running? Vão vocês. Está tudo pensado, meus amigos, mas eu fico-me pelo hambúrguer suculento e estravagantemente delicioso para depois do treino, obrigada. 

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Ser professora é...


Morar num mundo de sonhos
Onde a tristeza não tem lugar
Não dar significado a erros insignificantes
Que, por vezes, teimamos mudar.

Ser feliz e relativizar a dureza da realidade
Ser livre e ver nos mais pequenos alguma ingenuidade
Ser capaz de dar o mundo a conhecer
Saber cativar olhos pequenos sedentos de saber!

Mostrar o lado mais positivo da vida
Sem floreados nem contos de fadas
É ter a noção de que há crianças à sua responsabilidade
A quem só faz sentido contar a verdade.

Ser professora é voltar a ser criança
É posicionar-se no lugar dos mais novos
É explicar simplificando aquilo que não se quer muito complexo
É acreditar num mundo convexo.

É construir sonhos e derrubar muros
É superar obstáculos e atingir metas
É viver saudavelmente evitando os sussurros
É ter esperança de que, um dia, tudo vai mudar.

Corrigir trabalhos e fichas chatas
Insistir em combater dúvidas que querem ficar
Saber sempre como minimizar
Os tropeções nas palavras estrangeiras.

Ser professora é olhar os alunos com esperança
É ver neles um futuro mais sorridente
Fora de utopias e presente na lembrança
É acreditar num mundo mais contente!

... é isto e tudo aquilo que ficou por dizer!

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Vai um like?

Há algum tempo ando a pensar em escrever sobre uma das redes sociais mais badaladas do momento. Mas o momento certo ainda não tinha surgido. Por estarem a "meio-gás", a imaginação e as minhas capacidades mentais de abstracção não haviam, antes, proporcionado meios para escrever algo criativo. Não quer dizer que agora o seja. Mas vou tentar. 
                                                                           DR

Com mais de 11 anos de existência, a rede social Facebook revolucionou, sem sombra de dúvidas, a comunicação digital  e veio trazer uma lufada de ar fresco à forma como as pessoas se relacionam entre si. Muitas conversas acontecem online, muitos bem e mal entendidos também acontecem online e, tal como já acontecia antes desta mediática rede social existir, as pessoas continuam a conhecer-se online. Parece que a praça pública greco-romana encontrou na Internet um novo espaço de difusão de ideias, de conhecimentos, de argumentos e até mesmo, de discussões. 

E é aqui que entra a questão dos comentários e dos famosos "like(s)". Afinal, qual é o valor de um "Like"? Coloca-se "like" por isto e por aquilo. Por isto, quando se gosta, quando se concorda e quando a opinião pessoal vai ao encontro do que foi exposto, quer seja numa notícia, numa fotografia ou numa imagem com uma frase inspiradora. Por exemplo, eu "gosto" de uma notícia de alguém que descobriu a cura para o cancro, "gosto" de uma fotografia de grupo tirada num solarengo dia de Verão, "gosto" de uma frase que lembre que a vida é linda e maravilhosa. No fundo, concorda-se com o que se vê.

Contudo, o like pode, por vezes, assumir um sentido perverso. Eu, afinal, não gosto de tudo aquilo em que coloco like. Passo a exemplificar: eu até posso gostar do facto de o conteúdo informativo de uma notícia do Jornal de Notícias me informar de que um feto de um bébé recém-nascido foi encontrado num cano de esgoto. No entanto, essa é uma notícia triste, repugnante que mostra que, efectivamente, há quem não saiba dar o devido valor a uma vida humana. Eu não gosto. Mas para mostrar a minha indignação até coloco um like e faço um comentário juncoso à atitude de quem, efectivamente de uma forma desumana, roubou, aquela que estava para ser uma vida humana.

Por outro lado, eu não gosto de touradas. Não gosto de violência, seja ela de que tipo for. Não gosto de abandonos. Não gosto de tudo aquilo que muita gente não gosta. Vejo um vídeo da CMTV e não hesito em partilhá-lo no Facebook depois de, claro, colocar um like bem visível. É que esse vídeo contém formas inspiradoras de vingar do ex-namorado. Afinal, nunca se sabe quando poderá ser uma útil fonte de inspiração. Não é que ache justo esse tipo de violência gratuita física ou emocional; mas coloco um like e faço uma partilha em tom de aviso. 

Likes e dislikes têm muito que se lhe diga. Ups!, peço desculpa. Dislikes não existem. Porque será? Talvez uma forma de dissuasão humana? Uma forma de manipulação da opinião pública? Uma maneira de levar a que não mostremos aquilo com que, efectivamente, não concordamos? Respondam-me. Talvez seja uma forma de ser mais feliz. Afinal, ninguém me aponta uma pistola à cabeça somente por não gostar. Se não gosto, não coloco like nenhum. Nem faço nenhum comentário. Certamente, andarei com o rato para baixo, a ver se no feed de notícias aparece algo mais apetecível aos olhos e que, realmente, valha a pena ler para reflectir e colocar like

No fundo vai tudo para o Facebook. Tudo o que as pessoas publicam e divulgam. Cabe a cada um de nós separar o acessório daquilo que realmente interessa. Mas como nem sempre há paciência para ler o desenvolvimento de uma notícia com um título extremamente sensacionalista, mais vale ficar-mo-nos pela rama do assunto, saber que aquilo aconteceu e mandar umas larachas sobre o que não se leu, colocar um like e, se até calhar, fazer uma partilha. 

Agora pergunto: qual é, afinal, o valor de um like?

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Parece mal dizer "Olá Agosto" em pleno dia 7

Olá, Agosto!

Escrevo-te hoje para te dar as boas vindas. Sê bem-vindo com os teus longos dias de sol e as tuas noites aprazíveis que nos abraçam após um dia de praia solarengo. Sê bem-vindo com os gelados dos teus intermináveis dias e com os kebabs que disfarçam a fome depois daquelas noites de loucura. Não tenhas vergonha, Agosto! Afinal és o auge da silly season mais aguardada de todo o ano por muita gente. 

Agosto, és sinónimo de descanso, de lazer, de marasmo e de alguma preguiça. Os teus dias de sol ardentes convidam a tentações mais ou menos concretizáveis; afinal depende se a pessoa que está (ou não) de férias está ou não receptiva a ceder às tuas constantes tentações. Agosto das praias convencionais, das praias fluviais, das corridas à beira-mar ou à beira-rio, dos longos passeios de carro ou de bicicleta. Agosto das festas e dos arraiais.

Aqui é que a "porca torce o rabo". E quem tanto se quer divertir, mas tem de trabalhar para garantir a entrada na Kiay, ao menos uma vez por mês? E quem tem de trabalhar por não ter direito a férias ou por ter de ganhar para pagar aqueles jantares repletos de calorias que, não raras vezes, terminam em bebedeira? Agosto dos excessos e dos exageros. Brinda com os festeiros as tuas indubitáveis habilidades que nos fazem enlouquecer.

Agosto dos festivais de verão e das longas estadias ao relento de uma praia qualquer, com ou sem tenda. Não nos deixes ficar mal e sopra para longe este vento gélido que teima em ficar. E com ele vem a chuva, dizem já os noticiários, que prevêem um fim-de-semana pouco convidativo a um passeio à serra. Fica com os 24 dias que te restam e não te vás embora sem antes nos agraciares com o esplendor da tua incontestável beleza. 

Vamos 'a elas', às sardinhas, aos bailes e a banhos. Vamos aproveitar aquilo que nos dás e  que os outros meses teimam em não oferecer. Vamos aproveitar o que de melhor tens para nós, já que 24 dias passam enquanto "o diabo esfrega um olho". É tempo de alegria, de amor e de diversão. Em Agosto a tristeza não tem lugar e os pores-do-sol não se esquecem de nos relembrar porque existimos. "Habemus, Agosto!"

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Carta de uma professora nostálgica aos seus "pestinhas" repletos de energia

Meninos, 

Menos de duas semanas e meia. É este o tempo que nos resta de aulas. A mim e aos meus miúdos. O tempo de um ano lectivo cheio. CHEIO com letra GRANDE, porque foi mesmo assim que foi. CHEIO.

De Outubro de 2014 a Junho de 2015 o tempo voou. Nem dei por ele passar, de tão veloz que se apressou a correr. O tempo não andou, correu. E a uma velocidade inestimável. Esta tem sido uma experiência muito boa, para a vida, sem dúvida. Tem-me proporcionado um inquestionável crescimento pessoal e profissional. Espero que a vocês também!

Gosto de preparar as aulas, de ver onde estão os autocolantes correspondentes ao tema para colarem no livro, de descarregar vídeos do youtube para, convosco, conseguir cantar, gesticular e animar as aulas. Gosto dos recortes, das colagens e das chantagens. Gosto dos "oh professora, que seca!" mas ainda mais dos "posso ser eu a fazer os gestos das músicas para os colegas acompanharem?" e ainda mais dos "teacher, por favor, coloca a música só mais uma vez!"

Falo no presente, pois falar no passado atormenta-me. Afinal, as aulas ainda são presente, não são? Junho... Acho que esta é a primeira vez na vida que desejo que Junho NÃO chegue. Porquê que não podemos adiar a passagem do tempo quando estamos a fazer aquilo de que mais gostamos? Porquê que os ponteiros do relógio teimam em avançar de uma forma incansavelmente veloz? Porquê que os bons momentos terminam sempre mais depressa que os "dias secantes"? Porquê?

Quando o Verão chegar vou querer que seja Inverno para estar a ensinar-vos as estações do ano. Quando estiver na altura de vestir o bikini, vou desejar que o tempo volte para trás para ter a certeza de que podia estar a cantar convosco a música das horas. Quando fizer um calor insuportável, tão insuportável que nem à piscina dê para ir, vou recordar os beijos e os abraços calorosos dos inícios das aulas. Vou quer ouvir mais "professora, porquê que temos de ter inglês!? Ainda ontem os do segundo ano tiveram educação física!". Ai, que saudades! Mas como posso estar a sentir saudades de algo que ainda não acabou?

E a festa de fim de ano? Está quase a chegar. Estão preparados, meninos? Está quase, quase e eu estou nervosa. E vocês? Preparámos umas canções e umas danças, mas queremos fazer sempre mais. Espero que o entusiasmo, a dedicação e a presença dos pais sejam os ingredientes do vosso sucesso. 16 dias para a festa do final de ano. "Teacher, vamos ter muitas saudades tuas..." (ou não, ehehe). Eu vou ter muitas saudades vossas, minhas pestinhas: das brincadeiras, as arrelias, das aulas, dos ensinamentos, das aprendizagens e, acima de tudo, das queixinhas! Vocês sabem quanto eu as adoro e vos "ralho" para que não as voltem a fazer, não sabem? 

Quero continuar a ser vossa teacher, a sério. A sério mesmoMesmo que, no próximo ano, isso não se proporcione, eu quero continuar a marcar presença na vossa vida. Nem que seja com umas amêndoas de Páscoa ou com um simples abraço. Quero marcar-vos e saber, pelo menos, que a minha passagem na vossa vida significou alguma coisa para vós. Sinto saudades disto, do que passou e do que ainda está para vir. 

Termino, antes que as lágrimas comecem a teimar cair, com um sincero beijinho recheado de afecto e de gratidão a todos os meus alunos, que me proporcionam uma experiência única e um indubitável crescimento pessoal e profissional. Estamos todos de Parabéns. 

Até já!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Viver a part-time

Não é por falta de textos que este post não é uma notícia. É um texto mais informal devido à necessidade de aliviar o blogue de textos formais, que lembram trabalho. Esta publicação é relevante por falar naquilo de que gosto, naquilo que faço e naquilo que quero para a minha vida, mas que continuo a procurar de uma forma ininterrupta, insaciável e incansável. Passo a explicar o que pretendo com este título: "Viver a part-time".

Eu vivo a part-time. Não fosse professora de inglês, jornalista estagiária e caixa de um supermercado. E não me envergonho disso. Tenho até muito orgulho em conseguir, de certa forma, "esticar" o meu tempo para, além destas actividades, ter ainda tempo para ir ao ginásio, ter aulas de inglês e frequentar a Sociedade Filarmónica N. Senhora da Piedade em Monte Redondo. Sim, tenho tempo para isto, mas não para muito mais.

Vivo a part-time e tenciono continuar a fazê-lo enquanto as forças e o Orçamento familiar assim me permitir. Não gostava de ter um trabalho das 9h00 às 17h00, rotineiro, chato e massador. Apesar de saber quais são as vantagens associadas ao facto de ter um emprego estável e convencional, não me enquadro na ideia de "normalidade". Aquilo que toda a gente faz porque sempre assim foi. Essa não sou eu. Lamento.

Gosto de viver o dia-a-dia poupando para o dia de amanhã. Nunca se sabe o que o futuro reserva e é importante planear a vida a médio-longo prazo ou, como disse no início do parágrafo, ir poupando. Vou fazer aquilo que vai ao encontro dos valores que me têm vindo a ser ensinados. E aquilo de que gosto é mudar de actividade. Procurar conhecer mais. Não me limitar a um conhecimento recto e incontestável.

Tentar perceber o porquê das coisas. E cometer, uma vez por outra, algumas loucuras. Não andar cá por ver  andar os outros. Não fazer com que a minha presença seja notada, mas tentar fazer com que a minha ausência seja sentida. Ainda hoje, o dia Internacional da Família, aprendi alguns conceitos novos, de que é exemplo a família "single", isto é, um conceito associado às mutações na estrutura familiar e que significa "monoparental".

Ouvi várias coisas e retive, pelo menos, as que mais se aplicam a mim: encontrar um equilíbrio entre o mundo do trabalho e a vida familiar. A psicóloga que abordou o tema quis "espicaçar" as pessoas a mudarem, a encontrarem soluções para, por exemplo, dedicarem mais tempo à família. Numa altura em que se vive cada vez mais para o trabalho, numa altura em que esse mundo é cada vez mais exigente e competitivo, o desafio é o de encontrar esse tal equilíbrio, por mais difícil que isso possa parecer.

"Mudar". Uma palavra que causa estranheza e até receio a tantas pessoas. Às vezes é preciso. Ou pelo menos tentar ver a vida de um outro ângulo, de um novo prisma. Eu já tive alguns (não muitos) trabalhos e estágios e já tenho alguns pontos de comparação. À medida que os dias vão avançando e que a vida vai correndo, vou traçando objectivos e definindo metas. Afinal é por essa razão que ando cá. É por alguma razão que andamos todos cá. 

E, apesar de ainda não saber ao certo o que quero fazer o resto da minha vida, certa estou de que preciso de me manter activa e jamais desistir de lutar. Ou de me aplicar naquilo que faço no momento presente. Isto porque o passado já lá vai e o futuro tarda em chegar. É agora, a hora de lutar.