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sexta-feira, 1 de outubro de 2021

O medo é o teu pior (e único!) inimigo

O medo é o teu pior e único inimigo. As tuas crenças limitadoras levam-te a pensar que não consegues e a acreditar que a procrastinação é o único caminho. O medo impede-te de avançar e de alargares a tua zona de conforto. A tua mente pode ser a tua melhor amiga ou a tua pior inimiga e, novidade das novidades... És tu que decides isso!

Fonte: o-cidadao-de-bem-e-a-prisao-social.html
A mente é como um guarda-chuva; apenas funciona aberta. Fechada, pode ser a tua maior prisão e quantas vezes mais prejudicial do que o teu pior inimigo (aqui falo de pessoa tóxica)!... É a tua mente que guia o teu caminho, alimenta os teus sonhos e desenha o teu futuro. É, também, a tua mente que te diz "não consigo", "isto não é para mim", "tenho medo". É ela que pode significar a tua insubstituível liberdade ou a tua eterna prisão. E, mais uma vez, és tu que decides.

Os últimos meses têm sido, para mim, de introspeção. Tenho olhado todos os dias para dentro. Tenho analisado e refletido sobre os meus traumas e sobre os meus receios. Tenho tentado perceber o porquê de algumas coisas falharem e de tantas outras não resultarem. E tenho chegado a conclusões incríveis; muito do que me acontece (e que acaba por não resultar) está intimamente ligado ao medo que eu sinto, às minhas crenças limitadoras, à dificuldade de encarar o futuro com coragem e sem receios.

Além do medo, a negatividade e o pessimismo são os meus segundo e terceiro piores inimigos. O medo não me deixa avançar; a negatividade impede-me de olhar para um presente e um futuro risonhos e o pessimismo não me permite ver o lado positivo de tudo o que me acontece. A verdade é que nada acontece por acaso e tudo são experiências de vida. Lições duras ou momentos prazerosos. Porque a vida é mesmo assim, uma montanha russa de altos e baixos.

Olhar para dentro de mim mesma e mergulhar no fundo das minhas questões mais sensíveis e profundas, tem-me permitido identificar os aspetos menos bons e as áreas que preciso de limar. É a tomada de consciência, proporcionada pelo autoconhecimento, que nos permite escolher sermos ou não melhores pessoas. É, também, a olhar para os nossos "calcanhares de Aquiles"  e a aceitá-los que vamos parar de projetar nos outros os nossos defeitos. É urgente investir tempo a tornarmo-nos melhores pessoas pois só assim conseguiremos viver na plenitude a nossa essência.

Feridas emocionais como a rejeição, o abandono, o orgulho, a injustiça e a traição, oriundas muitas vezes da infância, fazem com que criemos máscaras para nos protegermos do sofrimento causado por essas mágoas. Ao criarmos estas máscaras estamos, necesssariamente, a afastarmo-nos do "eu genuíno", do "eu verdadeiro". Máscaras que funcionam como "escudo de proteção" impedem-nos de viver libertos do medo que nos prende; esse medo de sofrer e de não ser feliz. Contudo, só quando aceitamos os nossos traumas e nos libertamos desse "falso eu" é que conseguiremos ser felizes e plenos na alegria de desfrutar do "verdadeiro eu".

Fonte: pt.vecteezy.com/arte-vetorial/
"O medo é o teu único Deus". Acredito mais ou menos nisto. Acredito na lei do retorno e no facto de recebermos aquilo que atraímos. Pensamentos negativos geram situações tóxicas. Situações toxicas trazem gente que vibra baixo. E assim começa um ciclo de sofrimento que só termina quando tomarmos consciência daquilo que verdadeiramente somos e daquilo que queremos para as nossas vidas. Até lá esquecemo-nos de quem somos e deixamo-nos arrastar para situações desagradáveis e até perigosas.

Liberta-te dos medos. Liberta-te dos anseios. Liberta-te do "falso eu" e dessas máscaras que te consomem. Estuda-te. Acolhe os teus traumas. Aceita-te. Abre a mente. Toma consciência de quem tu és. Sê tu mesmo(a) e vive o teu "eu genuíno"! Só assim conseguirás ser feliz e contagiar todos os que estão à tua volta com esse sorriso de "orelha a orelha".

Aproveita o início de um novo mês para te tornares melhor. Rejuvenesce. Aprende. Descobre. Abre-te ao autoconhecimento. Lê. Entende os teus receios. Aceita-te tal como és. É um novo mês! É uma nova oportunidade para seres feliz. Eu vou continuar a investir em mim. Lembra-te: quando o teu mundo parecer desabar, terás sempre alguém. Ter-te-ás sempre porque TU és a pessoa mais IMPORTANTE da TUA VIDA. Por isso, CUIDA-TE.

sábado, 23 de maio de 2020

A vida recomeça com um novo "normal"

Desde o dia 14 de março, o que tinha escrito na minha agenda, acabou por não se cumprir. Não fui trabalhar no dia 15 (dia, em que por acaso, tinha folga). Já não vi o horário da semana seguinte e voltei à minha cidade-natal. À minha casinha no campo. Tudo mudou, no espaço de uma semana, num "abrir e fechar de olhos". E nada fazia antever isto. Nada nos tinha preparado para isto.

Acabei por não realizar o que tinha escrito na agenda nas semanas seguintes. Tinha um aniversário marcado, que acabou por não se concretizar presencialmente. Ia começar uma formação de massagens de relaxamento, mas não cheguei a inscrever-me. Acabou por ser adiada. Ao invés, tudo aquilo que ia fazer presencialmente, acabei por adiar ou por fazer via Internet. Se antes usava muito as redes sociais, passei a usá-las ainda mais.

Os eventos adidados deram lugar a formações online, a entrevistas online, a convívios online e a muitos, muitos mais telefonemas e incontáveis video-chamadas. O Skype, no qual já nem sei há quanto tempo tocava, voltou a fazer parte do meu dia-a-dia. Tive fomações em línguas - Espanhol, Inglês e Italiano - por Skype e alguns "meetings" via Zoom. Descobri as funcionalidades do Microsoft Teams e aprofundei os meus conhecimentos em programas de vídeo gratuitos.

Não desdizendo tudo aquilo que escrevi no post anterior, aproveitei este tempo em que a vida me/nos trocou os planos para ler, escrever, aprofundar conhecimentos em determinadas áreas e em obter uma certificação para poder dar formação. Aproveitei, tenho aproveitado o tempo de uma forma produtiva, que não havia estado planeada. Tenho aproveitado para fazer aquilo que, noutras circunstâncias, não teria tempo para fazer.

Tenho tentado manter o espírito positivo. Mas não é fácil, principalmente quando se está há algum tempo sem obter qualquer tipo de rendimento. Aprender, aprender, aprender tem sido o meu lema, diariamente. 

Tudo mudou. Quase de um dia para o outro. É por isso que nos temos de adaptar. Sem que ninguém nos tivesse avisado e sem preparação prévia para tudo o que está a acontecer, é tempo de dizer que "Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças", como disse Leon C. Megginson.

E agora... Desde o inicio deste mês, estamos a assistir a um desconfinamento gradual e faseado. De máscara, de luvas e de viseira, vamos saindo aos poucos de casa. Mantendo o distanciamento a que a pandemia nos obriga, é aos poucos que retomamos os contactos sociais. Ao vivo!  É a vida a recomeçar com um novo "normal". Aquele que não conhecíamos antes. Aquele que, aos poucos, vamos construíndo passo-a-passo.  

sábado, 4 de abril de 2020

Um Dia De Alguém Em Quarentena

O dia de Alguém em quarentena pode ser muito aborrecido ou bem divertido. isso depende da forma como Alguém vê esse dia. Depende, também, do modo como o encara: se vê o copo meio vazio ou se o vê o copo meio cheio. Se vê na "crise" um túnel escuro sem fim ou se a transforma numa oportunidade. 

O dia de quarentena de Alguém depende não apenas das circunstâncias em que está esse Alguém, como também da mente em que habita essa pessoa. Se a mente pode transformar a crise em oportunidade, também pode transformar dias de ócio em dias ativos e de aprendizagem. Portanto, em baixo, segue a minha proposta para (um) dia de Alguém em quarentena.

9h01 - Hora de acordar, espreguiçar, bocejar e recordar o sonho da noite anterior. Se tiver sido um pesadelo em vez de um sonho, vale mais saltar, de imediato, para a casa de banho.

9h14 - Tomar um pequeno almoço mais ou menos calórico. Como estás em casa e tens todo o tempo do mundo, porque não variar entre leite com cereais, iogurte com fruta e cereais e um verdadeiro pequeno-almoço britânico com tudo a que tens direito: panquecas, ovos estrelados, sumo de laranja natural, bacon, batatas fritas... O que importa é não cair na rotina até na alimentação.
10h03 - Ler x páginas de um livro. Eu costumo definir um número de páginas por dia, às vezes y capítulos, outras vezes z tempo. Criar ou manter hábitos de leitura saudáveis, melhora o léxico, diversifica o vocabulário, expande a imaginação e mantém a mente criativa. Em alternativa, podes sempre aprender ou aprofundar conhecimentos numa determinada língua estrangeira.

11h11 - Sair para dar uma volta a pé, uma corrida ou um passeio de bicicleta. Manter o distanciamento social durante a prática desta atividade é fundamental. Oxigenar os pulmões e fortalecer o coração vai ajudar a criar imunidades e a revigorar o espírito e a mente. No início da atividade física é importante fazer um pequeno aquecimento. No fim, não esquecer os alongamentos, que deverão durar mais ou menos tempo consoante a intensidade colocada no exercício que acabámos de realizar.

12h07 - Começamos a pensar no que fazer para o almoço... Mas ainda é um pouco cedo. Que tal colocar roupa a lavar, passar a ferro, ou arrumar aquelas gavetas repletas de inutilidades que andas a adiar há séculos porque "nunca tenho tempo"?  - Sim, é possível inventar algo para fazer. Se tens um pátio, uma mangueira e vontade de te molhares antes de tomares banho, podes lavar o teu carro primeiro. E, já agora, aspirar!

13h09 - Hora de fazer o almoço e de almoçar. Agora que estás em casa, aproveita para cozinhar pratos saudáveis e inventar receitas novas. Por vezes descobrimos talentos adormecidos, pois a pressa de um dia "normal" é uma desculpa para  não resistir à "comida de plástico". Agora, no excuses!

14h09 - Meditar. Porque não? Existem inúmeros sites de meditação guiada na Internet e é possível fazê-la também em grupo. Haja vontade! Em alternativa podes dedicar tempo às tuas plantas de varanda ou a uma pequena horta que tenhas no pátio, atrás da tua casa. Haverá sempre uma flor para regar.

14h38 - Organizar as pastas/documentos do computador, sim, aquelas que estão desde o século passado por ordenar e se encontram aleatoriamente espalhadas pelo teu ambiente de trabalho (upsss, isto eu tenho MESMO de fazer). Recordar as viagens que fizeste antes do Covid-19, pegar num programa de edição de vídeo e surpreender alguém ou simplesmente pesquisar diferentes assuntos na Internet, parecem-me opções bem válidas.

15h15 - Desligar a Internet e espairecer as ideias no meio do pinhal (isto para quem vive no campo). Quem vive na cidade pode sempre ir pintar um guarda-jóias na varanda ou desafiar um familiar para uma partida de xadrez. E que tal aprenderes a dar uns acordes naquela guitarra acústica que tens ao fundo, lá bem no fundo do teu sótão? Why not?

16h05 - Arrumar a tralha que está no sótão e recordar trabalhos escolares, memórias guardadas a sete chaves dentro de gavetas enferrujadas ou limpar prateleiras poerentas. Realizar estas tarefas ao som de uma boa música ou da tua estação de rádio preferida.

17h19 - Fazer um bolo ou ir para o jardim. Arriscar numa nova receita ou arrancar ervas daninhas. É importante continuar a exercitar o corpo e dar asas à criatividade. Em alternativa, e se tiveres animais de estimação, podes sempre levá-los a passear ou dar-lhes banho, como eu fiz há pouco com as minhas cadelas.

18h02 - Arrumar a casa, varrer o chão ou limpar as janelas a fundo. Há sempre alguma coisa para fazer. Podes ver um episódio da série que acompanhas ou ler mais um capítulo desse livro de 500 páginas. A opção é tua.


20h00 - Hora de ligar a TV para acompanhar as notícias e fazer o jantar. Uma vez que comeste um prato saudável ao almoço, agora podes comer pizza como refeição principal e uma fatia de bolo de chocolate acompanhado por um chá de cidreira para a sobremesa. Lavar a louça e arrumar a cozinha.

21h01 - Anotar no teu caderno pensamentos que tenhas tido durante o dia, objetivos que tenhas cumprido ou projetos que ainda ficaram por concretizar. Voltar a abrir o livro para ler mais um capítulo. Ver uma reportagem televisiva interessante ou mais um episódio daquela série que anseias terminar. Ver um filme. Ou então, não fazer simplesmente nada.

22h07 - Tomar banho, lavar os dentes e estar contigo mesmo(a) no teu quarto. Voltar a pegar no programa de edição e rever aquelas fotografias da altura em que podias viajar. Escrever. Criar ou alimentar o teu blogue. Dar um saltinho ao Instagram, postar fotos, cuscar as stories dos outros e abrir o Facebook

23h08 - Desligar o programa de edição e os ficheiros de fotografias para veres mais um  (dois, três ou quatro!) episódio (s) da tua série. Vê até que os olhos te comecem a arder ou os sobrolhos teimem em fechar. Se vier a insónia, pega no teu livro. Comigo funciona (quase) sempre!

Não esquecer este cliché (porque os clichés nem sempre têm de ser pejorativos!):
 "Mente sã em corpo são".

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Meados de janeiro e...

Meados de janeiro e 112 fotos tiradas com o meu telemóvel. Umas repetidas, outras desfocadas. Umas para guardar, outras para deitar fora. Momentos captados na efemeridade dos dias eternos de janeiro. Mês comprido e confuso para os corações desassossegados que procuram respostas. Mês igual a tantos outros para quem a vida segue sem "atropelos" inconsequentes ou acontecimentos inesperados. Mês de esperança para uns, gratidão para outros e incertezas para quantos não sei.

Chegámos a meados de janeiro de 2020. Novo mês, nova década. Esperanças rejuvenescidas e muitas resoluções ainda por concretizar. Janeiro chegou frio em Portugal e MUITO quente em Moçambique. A verdade é esta. E a saudade que me acompanha todos os dias, daqueles 2017 e 2018 vividos na "Pérola do Índico", faz-me acreditar que, quem sabe um dia, o destino me volte a levar para um mar quente sem fim e para aquele sol ardente de como não há memória (pelo menos em Portugal). Sorrisos... Ah, sorrisos esses que levo na memória e que nunca se apagarão em circunstância alguma. Sorrisos que me fazem sorrir e que deixam um rasto de esperança no meu ser.

Janeiro em Portugal. Frio aqui. Esperança acolá. Tempo de resiliência e de força para muitos. Tempo de alegrias e de concretizações para tantos outros. É meado de janeiro. Onde estão todos os desejos por realizar e essas promessas que, com as doze passas da meia-noite, fizemos?  - Está na hora de refletir e pensar naquilo que podemos alterar para que as circunstâncias da vida nos levem a "bom porto".

Afinal, se não mudarmos de atitude, o que muda este ano? O ano é apenas um número, por sinal uma nova década fresca e um ano bissexto, este 2020. Mas se queremos ver mudanças neste ano, temos de começar por nós. Nada nem ninguém vai mudar. Nós é que vamos, se para isso fizermos. Mudar de atutude, ser mais tolerante, menos egoísta, mais condescendente, menos perconceituoso(a), mais "mente aberta", mais NÓS MESMOS.

Que esta seja uma nova década de esperança, com 366 novas oportunidades para mudarmos a nossa vida se assim o entendermos. Afinal, todos os dias se aprende. Todos os dias é possível fazer a diferença, por mais pequena que seja, na vida de alguém. Todos os dias é possível ser um pouco melhor do que no dia anterior. Portanto, agarremos este novo ano e encaremo-lo como um início. Uma nova fase. Uma década de transformação que nos possibilite sermos um bocadinho melhores a cada dia que passa. 

quinta-feira, 2 de maio de 2019

(Re) começar!

(Re) começar pode ser ontem, hoje ou amanhã. Haja Força, Fé e Foco. (Re) começar requer vontade e determinação. Mais do que determinação o "é hoje. vou fazer" em vez de "deveria começar hoje. Não me apetece... Fica para amanhã!" - Está tudo errado nestas duas últimas exclamações. Está mal porque é hoje. E HOJE recomecei.

Eu aproveitei o dia 1 para aprender algo novo. O dia 1 é o dia do recomeço, novo mês, às vezes nova semana, mas sempre NOVO DIA! E é bom recomeçar a fazer algo diferente. E os ingredientes para recomeçar nem são assim tantos quanto isso: uma pitada de vontade, três colheres de determinação, e uma grande dose de AUTO-DISCIPLINA e de AUTO-DETERMINAÇÃO. Afinal, se eu não fizer, quem o fará por mim?

Interessa recomeçar, fazer algo por nós, algo que nos leve a querer saber mais sobre um assunto. Ou, quem sabe, praticar uma nova actividade física, aprender uma outra língua ou desenvolver talentos adormecidos, que se podem encontrar nas artes. Tudo conta para não cair na rotina de "casa-trabalho-trabalho-casa". Eu decidi iniciar um curso online de Marketing Digital.

Além de complementar os meus conhecimentos na área da Comunicação, considero importantíssimo alargar o meu leque de valências em sectores que, aparentemente, podem não me ser muito familiares. Gosto, quero e vou fazer hoje. O ideal é estabelecer horas diárias para dedicar a novas actividades. Devemos, portanto, reservar entre meia a uma hora a actividades que nos permitam desenvolver outras competências.

Agora estou a apostar no Marketing Digital. Mas podia apetecer-me ir ao ginásio ou fazer uma longa caminhada à beira mar. Ninguém me impediria de o fazer, mas preciso de estipular dias e horas específicas para não fugir às "responsabilidades informais". Assim nos auto-disciplinamos e nos permitimos a arejar as ideias!

Depois de decidir o que VOU FAZER, dedico uma hora por dia ao curso online... Como nem sempre uma hora chega, vou para a 1h30. Das 18h40 às 20h10 sei que tenho de estar focada em ver tutoriais e em responder a questionários como forma de consolidar conhecimentos. 

Descobri que uma caminhada do local de trabalho até casa pode ser benéfica para aliviar a tensão acumulada ao longo do dia. Então, pelo menos três vezes em cinco dias vou a pé, numa caminhada de cerca de 40 minutos, até casa. Pelas 18h50 estou em casa e, depois de petiscar algo, concentro-me no capítulo de Marketing que se segue. 

Manter um estilo de vida ativo e combater diariamente o sedentarismo e a estagnação mental é fundamental para preservar o nosso bem-estar global. Estar em paz com o nosso corpo e com a nossa mente ajuda-nos a estar de bem com os outros e em harmonia com o universo. Praticar o MINDFULLNESS é imperativo para evitar a ansiedade e o stress e  fundamental para reestabelecer as forças vitais!

Carpe Diem!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

2019, um ano de mudança

O "ano velho" despede-se e o "ano novo" dá os primeiros ares da sua graça. Os votos de "bom ano" renovam-se e as promessas para 2019 renascem. Umas diferentes, outras iguais às de anos passados (aquelas que ficaram por cumprir). É tempo de introspecção e de projectar um Ano Novo que, como sempre, se afigura promissor. Todos os anos a mesma coisa, nada de novo. Mas este ano é que é.

Em 2018 regressei da minha aventura de mais-de-um-ano em Moçambique. Caí e levantei-me vezes sem conta. Chorei, ri, esbracejei, desesperei por tudo estar a correr ao contrário do anteriormente planeado por mim. Dei quedas maiores do que alguma vez pensara suportar. Sobrevivi e, sem dúvida, sei que agora estou mais forte, capaz de ultrapassar com "outra estaleca" as intempéries da vida. 

Normalmente, quando se perde demasiado tempo a planear, é quando as coisas dão para o torto. Precipitar os acontecimentos, forçar as circunstâncias e impedir que a vida siga o seu rumo natural dá sempre ou (quase) sempre asneira. E eu tive de aprender assim; a bater com força com a cabeça nas paredes. Há que saber aguardar, saber esperar. A vida sabe bem o que faz e não é por estarmos a desesperar que as coisas vão apressar-se no sentido que queremos.

Em 2019 espero aprender ainda mais. Ser mais paciente e agir com uma maior prudência. Tudo se comporá quando tiver de ser e não vale mesmo nada a pena estar a forçar as coisas a acontecerem. Calma e ponderação são as palavras-chave para este novo ano que agora se inicia. Quanto ao resto (que é só o resto), a vida encarregar-se-á do melhor para cada um de nós. Não falo em parar e cruzar os braços. Não falo em julgar sem conhecer. Falo em lutar com moderação. Em deixar as coisas "rolarem". Em permitir que a vida dê uma "mãozinha".

Se esperamos que o Ano Novo seja melhor que o Ano Velho que passou, 2019 espera que nós sejamos melhores!

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Fragas de S. Simão: uma praia fluvial de beleza ímpar a visitar


Este verão ainda não tinha ido a nenhuma praia fluvial. Com Setembro a começar e o "bom tempo" (não tarda) a terminar decidi aventurar-me num sítio magnífico. 
O destino foi as Fragas de S. Simão. Bem acompanhada e com o lanche na mala, de mochila às costas percorri, assim que cheguei, a Aldeia do Casal de São Simão a pé. Um percurso rochoso, feito de altos e baixos, de cerca de 20 minutos a pé que não dispensa a utilização de calçado e roupa confortáveis.
De seguida e com o calor abafado que se fazia sentir, claro que não dispensei um banho nas águas límpidas, cristalinas e geladas da ribeira de Alge. Foi a muito custo que lá consegui desfrutar de um banho bem refrescante que me gelou os ossos. As águas fluviais são, sem dúvida, muito mais frias do que as marítimas.
Ricas em loureiros e sobreiros, que proporcionam ao ar uma fragrância reconfortante, as Fragas convidam a dar um saltinho à serra da Lousã e a espreitar a beleza do miradouro que nos deixa usufruir dos verde incomparáveis e puros da vegetação e de uma paisagem deslumbrante.
Além dos banhos e dos passeios é, ainda, possível praticar desportos radicais como rapple, slide e escalada. As pedras mais “pequenas” são usadas como solário ou prancha de mergulho.
Passei, também, pelo Poço da Corga, cuja paisagem não achei tão visualmente atractiva, mas que me proporcionou uma bela soneca na relva junto à água. Um pormenor importante que não referi em cima: as Fragas de S. Simão não têm relva... apenas pedritas ou pedregulhos para sentar. O desafio é encontrar um local confortável onde se possa colocar as coisas quando se mergulha, passeia, usufrui da paisagem ou simplesmente se quer descansar!

terça-feira, 31 de julho de 2018

Bodo dos (re)encontros!

Chega ao fim a altura do ano mais esperada por todos os pombalenses, principalmente dos que estão lá fora e provam, todos os dias, o sabor da saudade: o mítico Bodo 2018. Julho, mês de encontros, trás no seu fim todos os anos as Festas do Bodo de Pombal. Durante seis dias há encontros, reencontros, amigos, música, guloseimas, carroceis, artistas e muito boa disposição.

Um bom pombalense que se preze sabe o significado que estas festas têm para a sua cidade. Mais ainda quando as circunstâncias da vida o obrigam a abandonar o conforto do seu lar em busca de melhores oportunidades (de emprego e de vida) no estrangeiro. Mas não é por isso que deixa de ser pombalense, bem pelo contrário: o sentimento de não se pertencer a lado nenhum adensa a vontade de ser parte do seu povo, da terra que o viu nascer.

Bodo dos encontros, dos reencontros, dos abraços, das visitas inesperadas e dos amigos que vivem lá longe, mesmo "migrados" dentro do próprio país, que os estudos levaram para as cidades metropolitanas ou outras que tais. Bodo dos afetos, dos namoricos, dos amores improváveis. Bodo das bebedeiras, das inconsciências, das acções irreflectidas. Bodo de tudo isto e de tudo o resto que o compõe.

Mas, afinal, se perguntarmos a qualquer jovem ou menos jovem que se passeie por esta altura nas ruas da cidade, sobre as origens desta festa, será que sabe responder corretamente? Depois de uma pequena pesquisa acerca das tradições remotas desta festa centenária, descobri alguns factos interessantes.

Conta a lenda que as origens das Festas do Bodo remontam a uma praga que atingiu os pombalenses e a uma mítica D. Maria Fogaça, pessoa muito devota que deu origem à festa secular. 

De acordo com a investigação do historiador pombalense Nelson Pedrosa, "uma praga de gafanhotos e lagartas afligiu os pombalenses, invadindo ousadamente as suas habitações, contaminando os alimentos, e até caindo em nuvem dentro dos vasos onde as mulheres levavam a água, obrigando ao uso de um pano para a coar. Esta vexação era tão insuportável que obrigou o povo a ir à Igreja de S. Pedro, então Matriz da Vila, e aí principiarem uma procissão de preces, que acabou na Capela de Nª Srª de Jerusalém. Realizou-se missa cantada, prometendo-se uma festa, se esta os livrasse de tão grande calamidade".

Conta a lenda que "a Senhora de Jerusalém rápido atendeu os rogos e súplicas do povo aflito, porque na manhã seguinte já o terrível inimigo tinha evacuado os campos e as searas. Reconhecido o milagre, celebrou-se nova missa solene em acção de graças pelos benefícios recebidos, ajustando-se desde logo as festas para o ano vindouro".

No ano que se seguiu à calamidade, "D. Maria Fogaça decide tomar por sua conta o total dispêndio da festa religiosa, tal foi o empenho que houve canas, escaramuças, touros, fogos e danças. Nessa festa, foram oferecidos ao pároco da vila, dois grandes bolos, que saindo de extraordinária grandeza, ao serem deitados no forno, um ficou mal colocado. Um criado da casa, invocando o nome da Srª de Jerusalém, atreveu-se a entrar rapidamente no forno, consertou-o e saiu ileso. Tal facto correu logo todo o povo, como um novo milagre, e deu origem à festa do Bodo. A partir de então, a festa passou a fazer-se com temerária devoção ao bolo, ao qual a população deu o nome “fogaça”.
Foi então que "as festas que tinham inicialmente lugar nos finais de Junho, passaram a realizar-se no último fim de semana de Julho, visto estar mais de acordo com o calendário das colheitas. Contudo, nas quatro semanas anteriores, continuaram-se a promover cerimónias em honra da Senhora. Para tal, no último dia das festas, a Câmara nomeava quatro mordomos, cada um de casais diferentes, que se encarregavam de fazer a festa, um deles vinha na primeira sexta-feira, procurar a bandeira de Nossa Senhora do Cardal que levava para o seu casal".

As pesquisas indicam que "na manhã de sábado e domingo depois dos banqueteados, mordomos e convidados vinham para a vila a cavalo (cavalhadas), trazendo à frente um rapaz vestido de anjo, percorriam as ruas e davam voltas à igreja, onde o anjo recitava as loas (versos referentes aos milagres), por fim iam assistir às vésperas cantadas pelo pároco na ermida do Cardal. Os restantes mordomos nas semanas seguintes repetiam, até que na última semana tinha lugar a festa solene".

Para ficar a par de mais informações basta aceder ao site das Festas do Bodo.

domingo, 24 de junho de 2018

Praia vs Parque Aquático

O Verão chega e a questão coloca-se: praia ou parque aquático? Para muitos a resposta é óbvia; para outros nem tanto. E a pensar nos "nem tanto" decidi escrever sobre um tema tão actual quanto pertinente. Tendo em conta as vantagens e as desvantagens de ambas as escolhas, há que ponderar na hora de decidir.

Quem gosta de água salgada, de liberdade, de flexibilidade de horários e de espaço deve optar pela praia. Parece mais do que óbvio que o ar da maresia e a liberdade de movimentos possa levar os amantes de mar à praia. Eu sou suspeita porque prefiro a praia à piscina; as paisagens naturais, as rochas que se erguem da areia, o cheiro a mar e o sal que fica na pele depois de um banho gelado. Apreciaria mais de o banho fosse de água morna, mas é fria que o nosso Atlântico tem para nos oferecer.


Apesar de eleger a praia como destino preferido compreendo quem prefira a piscina para umas horas de ócio. Afinal a imprevisibilidade das ondas do mar, o vento que arrasta a areia para cima das toalhas (e das pessoas!), a deslocação até à praia (que nem sempre é tão perto quanto possa parecer) e, para quem tem crianças, a constante preocupação de olhar por elas a toda a hora podem ser factores decisivos na hora de escolher uma piscina ou um parque de diversões aquáticas em vez da praia.

Para os que optam por uma piscina ou um parque aquático, a facilidade em encontrar estacionamento, a segurança oferecida pelos vigilantes e nadadores salvadores, a facilidade em controlar melhor os movimentos das crianças podendo divertir-se ao mesmo tempo, a diversidade de brincadeiras na água e a proximidade da zona de residência podem ser motivos mais que suficientes para escolher.


Mas como tudo na vida, optar por um parque aquático / piscina, tem os seus "senãos"; ter de obedecer a horários de abertura e de fecho, estar confinado a um espaço limitado, os preços nem sempre muito acessíveis, a maior propensão a desenvolver fungos nos pés ou a maior exposição a acidentes nos escorregas aquáticos são alguns dos condicionantes do uso das piscinas.

Claro está que na hora de escolher é preciso ponderar "prós" e "contras". Eu prefiro a praia à piscina. Sempre preferi. Escolho o natural em vez do artificial; no entanto as minhas preferências não me levam a detestar o outro local. Isto porque é tudo possível e, às vezes, conciliável. Independentemente de qualquer que seja a escolha é preciso protegermo-nos do sol com protector solar e evitar a exposição solar durante as horas de maior calor, sem nunca esquecer o chapéu de sol!

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Ser CRIANÇA

cri·an·ça 
(criar + -ança)

substantivo feminino
1. Menino ou menina no período da infância.
2. [Figurado]  Pessoa estouvadapouco sériade pouco juízo.
3. Educação.
4. [Antigo]  Criaçãocria.
"criança", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013.

Criança, substantivo, género feminino, número singular. É isto que me diz o dicionário de uma forma morfológica, simplificada e objectiva. Criança, um ser humano tão frágil que todos devemos respeitar. Um ser de direitos e com deveres que se deve acompanhar e proteger (não super-proteger!!) na infância e libertar na adolescência. Um ser sensível, que aprende especialmente através da imitação, da repetição e da associação. 

"Criança". Porquê este tema hoje? Porque na sexta-feira, 1 de Junho, foi o Dia Mundial da Criança, o dia de relembrar que todas as crianças do mundo têm direito a serem felizes, a brincarem, a terem uma família, a serem protegidas, a serem ouvidas e respeitadas, a serem, ao mesmo tempo, livres e abraçadas.

As Nações Unidas aprovaram a 20 de Novembro de 1959 a Declaração dos Direitos da Criança, proclamando os direitos das crianças de todo o mundo. Contudo, bem se sabe que os direitos das crianças não são respeitados nem todos os dias, nem em todos os lugares do mundo. Inclusive, existem criança que nem chegam a sê-lo pois o dever as chama e as impele a tornarem-se mini-adultos.
Em Moçambique, vi crianças a serem adultos. Vi meninas com responsabilidades de mulheres e meninos com responsabilidades de homens. Também vi meninos a brincarem com pneus de carros ou rodas de CD's. Vi rostos de uma felicidade transcendente que só conhecem as ruas dos seus bairros. Vi sinceridade nos sorrisos e verdade nos olhos. Vi muito mais do que um dia imaginava ver, vi o que as palavras não descrevem.
Em Portugal, vejo crianças insatisfeitas porque só têm um tablet, vejo meninos que respondem aos professores, vejo crianças tristes porque os pais não lhes dão o devido tempo nem lhes proporcionam a atenção que merecem, vejo insatisfação com aquilo que têm.

Com estes dois últimos parágrafos não quero dar a impressão de que os meninos são infelizes em Portugal e felizes em Moçambique. Quero, somente, dar uma pequena ideia de como a infância pode ser vivida de forma tão diferente em países e culturas também tão distintos/as. Nada de comparações, que são inadequadas e impróprias. Apenas formas diferentes de ser "Criança" e de viver esta fase da vida como tal.


sexta-feira, 20 de abril de 2018

Inhaca, um pequeno paraíso "maningue nice" tão perto de Maputo!

Quem passa por Maputo, obrigatoriamente tem de passar pela Ilha de Inhaca, um pequeno paraíso situado a cerca de 40 minutos de barco (yate!) da capital de Moçambique. Com águas cristalinas, sol aconchegante e ar puro para respirar, a ilha tem uma área de 42 km² e dimensões norte-sul de 12,5 km - entre a Ponta Mazondue, a norte, e a Ponta Torres, a sul - e este-oeste de sete quilómetros. Está situada a 32 km a leste da cidade de Maputo, de cujo município faz parte administrativamente, constituindo o distrito municipal de KaNyaka.





Apesar de muito humilde, este pequeno paraíso que não se vê de Maputo, tem uma grande importância turística, pois possui uma grande diversidade biológica, com cerca de 12 000 espécies registadas (acreditem, os peixinhos que vimos no filme da animação "À procura de Nemo" estão todos lá!), incluindo cerca de 150 espécies de corais (é de mergulhar e procurar por mais!), mais de 300 espécies de aves e quatro espécies de tartarugas, que ali nidificam. 

Toda a zona costeira, uma
 duna consolidada com vegetação natural, é protegida como reserva integral, assim como a ilha dos Portugueses, e está sob a responsabilidade da Estação de Biologia Marítima, um órgão da Universidade Eduardo Mondlane
A população local corresponde a uma densidade populacional de cerca de 142 habitantes por km² (de acordo com os sensos realizados em 2007).
 
Amigas de viagem no "relax".
A partir de 1550, os portugueses recém-chegados criaram um posto comercial na Ilha dos Elefantes, próxima da ilha da Inhaca que, mais tarde, passou a ser conhecida como Ilha dos Portugueses. A fixação dos portugueses resultou de um acordo com os poderes locais da Inhaca, e assim, o povo tsonga serviu de intermediário no comércio do marfim, entre os portugueses e os zulus. A 8 de Novembro de 1892, durante o Império Português, foi criado o título nobiliárquico de Barão de Inhaca.
A Ilha dos Portugueses
A Ilha dos Portugueses, antiga Ilha dos Elefantes, é uma pequena ilha situada a cerca de 200 metros a noroeste da ilha da Inhaca, à entrada da Baía de Maputo.
Actualmente, a ilha é uma reserva integral, administrada pela Estação de Biologia Marítima da Inhaca. Para além de ser uma formação muito instável, que tem mudado de forma cada vez que ocorre um ciclone na região, a ilha tem uma pequena laguna onde existe uma formação coralina de grande beleza e relativamente protegida.
Historicamente, assumiu uma importância muito relevante porque era o local onde os comerciantes europeus trocavam os seus artifícios por marfim, a partir do século XVI e até à construção do cais de Lourenço Marques, nos finais do século XIX.
Não se encontrou documentação relativa à mudança do nome, mas ambos os termos, "Ilha dos Portugueses" e "Ilha dos Elefantes", se ligam ao seu passado de "entreposto" comercial. A única construção que existe na ilha é a ruína de uma antiga leprosaria.


Fotografias gentilmente cedidas por : Amélia, Ana Maria Martinho, Tânia Teixeira e Miguel Machado.

sábado, 1 de outubro de 2016

Aquele estranho ser no casamento da Pandora

Agora penso e já passaram 21 dias. Já passou, também, a tua lua-de-mel. Passaram dias de um sonho e que marcam uma nova etapa da tua vida. Passaram dias que manteremos todos na memória até porque é urgente perpetuar a memória dos bons momentos. E é isso que agora fica, a recordação de uma felicidade indizível, traduzida em lágrimas. 


Vinte-e-um-dias, querida Pandora. Há 21 dias surpreendeste-nos a todos. Não só com a original menina das alianças, com as tuas típicas e inigualáveis sapatilhas de casamento, mas também com outra(s) coisas. Não te esqueças de que também tu foste surpreendida. Mas hoje apetece-me falar(te) da rasteira que nos pregaste a todos.

O dia tinha tudo para ser perfeito: naquele meio-dia-e-meia o local do casamento era uma quinta familiar fantástica, localizada perto do Palácio de Queluz, os convidados elegantemente bem vestidos ansiavam a tua chegada, o noivo estava ansioso por dizer "sim" e o teu pai preparado para guardar todos os momentos memoráveis através do registo fotográfico. Então chegaste tu, mais do que linda, indescritívelmente deslumbrante. 

Estava tudo a posto para dar seguimento a um casamento de sonho. A "welcome drink" antes do almoço tinha tudo para resultar. O dia solarengo ajudava a despertar os sentimentos mais afáveis dos convidados e, até eu que não conhecia ninguém, senti-me predisposta a socializar e a passar um bom dia na vossa companhia.

Até que... Um estranho ser começa a "meter-se" com os convidados. Reparei, pela primeira vez, que "ele não batia bem" quando aproximou exageradamente a bandeija com os petiscos da minha cara, mesmo em frente ao meu nariz e insistia até eu tirar "qualquer coisa". "Não quero, obrigada", respondia educadamente. "Mas tire", dizia enquanto aproximava o tabuleiro além do limite do razoável. 

Não liguei, ou fiz por isso. Mas apercebi-me de que não era só comigo que isso acontecia; as pessoas, em geral, comentavam o comportamento atípico do jovem empregado que não tinha mais do que 30 anos. Estranho. Como é que a empresa de prestação de serviços de restauração coloca uma pessoa como aquela, sem a mínima sensibilidade, a lidar diretamente com pessoas. - Nunca pensei que ali "houvesse gato" e, tal como eu, aposto contigo que ninguém desconfiou de nada.

Fiquei chocada quando ele se meteu comigo para dizer que a música do casamento era "uma seca". Mas mais escandalizada fiquei quando vejo que ele pega num cocktail de frutos vermelhos e tenta beber, "disfarçadamente", atrás dos arbustos. À vista de todos. As reprimendas do "tio" não pareciam dar resultado. E não davam.

Quando já pensávamos que tínhamos visto de tudo, acontece algo pior. Quando entras com o Paulo, Pandora, no local destinado ao almoço, o dito cujo atravessa-se à vossa frente e deixa cair a bandeja com os talheres. Foi a gota de água. Quase que te estragava o casamento... que cena, pá! Foi então que o "tio" disse que esta tinha sido a última oportunidade do sobrinho para mostrar o que valia. Afinal não conseguiu dar "conta do recado" e quase arruinava o melhor dia da tua vida... Enfim, foi-nos dito que estava no escritório a chorar e que se viria despedir dos convidados... Coitado, será que era precisa tamanha humilhação? -  pensámos todos.

Até que... surpresa das surpresas... nem um minuto tinha passado para um mágico invadir o salão... Música, alegria, magia e diversão fizeram as delícias dos convidados que, aos poucos se foram apercebendo de que o
garçon tótó não o era! Era um mágico com truques surpreendentes...

Foste mazinha e não te reservaste ao prazer de comunicar, através do microfone que os convidados "foram enganados". Nem as tuas damas de honor sabiam! Má, má, má! Mas foi lindo. Um casamento preparado à medida da tua imaginação e criatividade. Obrigada por tudo e as melhores felicidades para os ex-noivos, que agora são marido e mulher!