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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

O Carnaval dos Miúdos e o Carnaval dos Graúdos

 "Recordar é viver", portanto hoje recordo os meus Carnavais de 2011, 2012 e 2013 pois são estas as fotografias que encontrei nos recônditos arquivos do meu disco externo e, por isso, tenho para partilhar.


Numa pesquisa pela Internet li que o Carnaval "é exclusivamente, um período de festas profanas e de divertimento entre os Reis e a Quaresma, com o seu auge nos três dias anteriores à quarta-feira de Cinzas". Se, para uns, o "Carnaval" compreendia a terça-feira gorda, dia em que começava a proibição de ingestão de carne pela Igreja, como preparação para a Páscoa; para outros a explicação vinha do vocábulo "carnelevamen", depois "carne", "vale" - "adeus carne".


Em Portugal as características desta data festiva são, essencialmente, quatro:

Ausência completa de restrições alimentares quantitativas e qualitativas,com a ingestão de carnes de toda a espécie, desde a orelheira no Norte ao galo em outras regiões, para além das sobremesas da quadra como o arroz doce e as filhoses. Os excessos alimentares carnavalescos são entendidos, por outro lado, como contraponto aos jejuns e abstinências quaresmais. 

Uso de máscaras, essenciais nos festejos mas sem relação alguma com rituais específicos, como noutras regiões da Europa.

Exibição e destruição de manequins/bonecos de tipo burlesco, com carácter jocoso, visível nas paródias aos enterros. 


As "pulhas" carnavalescas, ou sátiras de acusação e provocação, direta e humorística, por vezes com tom ofensivo. 


Recordo Carnavais que festejei em Alcobaça (o auge dos auges!) e em Pombal, numa discoteca de passagem obrigatória. Já me disfarcei de palhaço, "menina da vida", joaninha, homem, etc e tal. Estive sempre em grupo, como numa boa celebração que se preze e faça sentido. Tenho saudades de tudo. TUDO. Mas sei que nada vai voltar a ser como antes foi.

Este ano não festejei o Carnaval mas tive oportunidade de assistir ao desfile dos mais pequenitos, dos meninos do primeiro ciclo do ensino básico da Escola Portuguesa de Moçambique. 

Se, por um lado, penso que não faz muito sentido festejar o Carnaval em Moçambique, uma vez que não há "espírito" e Maputo não se disfarça para o celebrar, por outro, penso que é uma excelente "desculpa" para divertir os mais novos. Afinal não é todos os dias que dá para ter uma manhã sem aulas!

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Olá, Carnaval!

Enchem-se os supermercados de fatiotas invulgares e as notícias de festivaleiros carnavalescos em terras distintas. Nas ruas dança-se o "samba" e importam-se tradições de Carnavais quase nus. Até parece que está calor e, mesmo com chuva, os foliões saem à rua para darem azo aos exageros desmedidos que antecedem os 40 dias de jejum e de penitência típicos da quaresma cristã. Afinal, é CARNAVAL e ninguém leva a mal...


Este ano o CARNAVAL não é minha "cena". Não é que o tenha sido em anos anteriores. Contudo, os festejos com os amigos do secundário, na Kiay, ou com uma ou outra amiga da faculdade, por Alcobaça, já não existem. Não é que deixassem de fazer sentido, ou talvez sim. Mas o tempo tudo trás e tudo leva e, à medida que os anos vão passando, com eles florescem outras vontades e gostos renovados! E, por este ano, os meus festejos carnavalescos são mais comedidos e restringem-se a um concerto da Filarmónica Artística Pombalense e a uma ida (a não sei onde para ver o desfile de Carnaval dessa zona), com uma pessoa especial que o Natal me ofereceu.

Como "recordar é viver", não posso deixar de sentir alguma nostalgia de tempos idos em que, na pré-escola, era "obrigada" a desfilar vestida de sol e de nuvem (e com uma cara de felicidade que até mete medo). Não posso esquecer o disfarce de velha que vi, numa fotografia, ainda hoje, quando folheava o álbum de infância junto à mãe, junto à lareira, sentada no sofá. Recordo-me de uma vez em que me disfarcei de índia e outra de resíduos poluentes. Era uma criança e as fotografias são testemunhas dos momentos felizes que o Carnaval trazia.

E depois, já adolescente, ia "curtir" a noite na Kiay. A discoteca localizada nas Meirinhas (localidade que dista quase tanto de Pombal como de Leiria) enchia-se de gente mascarada e de estranhos atrevidos que me abordavam sem que eu desconfiasse de quem fosse. A noite era de descontracção e de uma folia arrebatadora. Fui de "Mulher da Vida", de Homem, de Chinesa e de Joaninha, os últimos quatro anos de que tenho memória. Lembro-me de como se tivesse sido ontem. Fui com as colegas do secundário e foi um máximo.

Já na faculdade tive, pelo menos, duas celebrações de Carnavais em Alcobaça. Foi a Joana Guerra quem me convidou e quase que fui directamente de Lisboa para lá. Os jantares decorreram em casa da Joana ou de uma amiga. Lembro-me que, um deles, até foi em Lisboa. Era meia-noite e éramos quatro raparigas loucas quando decidimos que estava na hora de ir para Alcobaça. Pegámos no carro e lá fomos nós. Uma hora e meia depois estávamos no meio da confusão a curtir "bués". O pior foi depois... na altura do regresso e sem descanso. (prefiro não contar publicamente. Quem o viveu sabe bem como foi)....

Tudo isto para lembrar a importância da inabalável recordação. Ah!!!... E no ano passado fui tocar com alguns elementos da banda ao desfile de Carnaval da Carreira, uma localidade situada junto a Monte Redondo! Foi muito giro, principalmente na parte em que me colocaram uns cornos de diabo na cabeça. Nessa vez, apesar de não ter ido mascarada, senti que foi uma experiência muito boa. E neste serão foi altura de ver actuar a minha irmã vestida de pintainho.