sábado, 18 de abril de 2015

Seminário dedicado à comunidade cigana

A equipa CLDS+ Rosa-dos-ventos realizou um seminário intitulado “Um Território, Uma Comunidade” no passado dia 8, pelas 14h30, na Biblioteca Municipal de Pombal (BMP). Assinalar o Dia Internacional do Cigano e a Semana da Interculturalidade foram os propósitos do evento.

Élio Coimbra, responsável pela Biblioteca Municipal de Pombal, inaugurou o encontro lembrando que “juntos somos melhores e vamos fazendo coisas mais bonitas”. Também Fernanda Guardado, vogal da direcção da APEPI, quis sublinhar os resultados do programa: “foi um projecto muito positivo tendo em conta o público-alvo, já que todos partilharam valores intercomunitários”.

“Não pode existir integração sem respeito recíproco”, frisou a vereadora da acção social do município de Pombal, Catarina Silva. Sublinhou o facto de, em Pombal, existirem dois bairros sociais, o Margens do Arunca, com 54 famílias e o S. João de Deus, com 12 famílias.

Debater e partilhar experiências acerca de diversos aspectos da vida da comunidade cigana foram alguns dos objectivos. O evento contou, ainda, com a presença de Maria José Vicente, pertencente à EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza, que frisou o facto de existirem 12 milhões de cidadãos de etnia cigana na Europa e cerca de 40 a 50 mil ciganos em Portugal. Também lembrou a importância da informação para que esta comunidade possa reivindicar os seus direitos.

Almerindo Lima, dinamizador do projecto Escolhas SG Rumo Certo de Tomar, falou acerca da falta de informação associada aos baixos níveis de escolaridade da comunidade à qual pertence. Ressalvou, ainda, o facto de os “ciganos não serem um grupo homogéneo”. Tânia Marques, coordenadora do projecto Giro ó Bairro, Associação Impulsionar de Leiria e Cláudia Duarte, coordenadora do CLDS+ Rosa-dos-ventos de Pombal também marcaram presença no evento.

Após a sessão, seguiu-se um espectáculo de música e de dança intitulado “Instrumentos” da Cultura Cigana. A exposição “Um olhar sobre… História, Cultura e Vivências”, que retrata o dia-a-dia da comunidade cigana, vai estar patente na BMP até ao próximo dia 24.

domingo, 12 de abril de 2015

Estágio culmina num concerto final em jantar de sopas

A Orquestra Ligeira Juvenil de Sto. Elias apresentou o resultado do trabalho que tem vindo a realizar desde o dia 26. O concerto final precedeu a festa das sopas cujos fundos reverteram a favor do grupo musical. O evento, que decorreu no sábado passado no salão junto à capela, juntou dezenas de pessoas e quer ser apenas um dos vários eventos que a orquestra está a preparar.

Nelson Caetano é o responsável pela orquestra e maestro na Bajouca
“A experiência de dirigir o grupo tem sido muito gratificante, dada a evolução dos músicos”, disse Nelson Caetano, 38 anos, responsável pela orquestra. “O nível do reportório que estamos a tocar agora é bem mais exigente do que o que tocávamos em 2013”, referiu relativamente ao trabalho dos cerca de 20 alunos, oriundos da Bajouca e de Carnide, que frequentaram o curso.

“Este foi o segundo estágio. O primeiro realizou-se pelo Natal”, referiu Arminda Sousa, presidente da Orquestra Juvenil de Sto. Elias. Sublinhou os benefícios deste género de eventos para os mais novos: “é importante porque o estágio não é só musica. Existe convívio entre alunos e professores e isso é muito bom para os músicos e para a freguesia.”

Existe convívio entre alunos e professores e isso é muito bom
quer para os músicos quer para a freguesia

Sobre os objectivos do curso intensivo, o maestro sublinhou o aperfeiçoamento musical de que os alunos foram alvo, bem como o minimizar dos obstáculos musicais. Um outro aspecto que não quis deixar de referir foram os benefícios que o convívio trás aos mais novos: “cria-se motivação ao conhecerem pessoas novas”, acrescentou. Acerca da principal ambição que tem para a orquestra a médio prazo falou da criação “da sexta filarmónica do concelho de Pombal”. 
Orquestra de Santo Elias presenteou o público
Associar a música a contos infanto-juvenis foi uma das surpresas do concerto: “os alunos gostam do filme ‘Frozen’. Por sua vez, a história da ‘Cinderela’ desperta uma certa curiosidade. Achei que era mais fácil para eles aprenderem estas músicas”, declarou Nelson Caetano sobre o reportório. Apesar de os três dias do curso terem iniciado às 9h e terminado às 18h, “até no final do dia achei que os músicos estavam concentrados, porque gostavam das obras”, terminou o responsável.

Depois do concerto houve tempo para degustar uma ou outra sopa das dez que estavam à disposição. “Desde o Natal andávamos a pensar realizar uma festa de sopas. Mas por haver tantas festas na freguesia, o tempo foi passando até que resolvemos realizá-la durante o concerto da Páscoa”, referiu a presidente sobre o dia escolhido para a apresentação do concerto final. Afinal, um dos objectivos foi o de “angariar fundos para a orquestra poder adquirir novos instrumentos”, já que a associação beneficia de poucos apoios. 

Números:

1998 foi o ano em que nasceu a Orquestra Ligeira Juvenil de Santo Elias
20 músicos frequentaram o estágio
03 dias foi o tempo que durou o estágio

Prova de sopas aconteceu após o concerto

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Narciso Mota vai ter nome de rua nas Meirinhas

O nome de uma rua para o comendador Narciso Mota foi aprovado por maioria na última Assembleia de Freguesia de Meirinhas, sexta-feira, dia 27. Em cima da mesa esteve a discussão em torno de qual seria a rua com a renomeação.

“Uma vez que é o único comendador no concelho de Pombal considero que devia propôr o nome de uma rua com o de Narciso Mota”, afirmou o presidente da Junta de Freguesia de Meirinhas, Avelino António, destacando que “nunca houve nenhum homem que fizesse tanto pela localidade.”

Para a colocação do nome “tínhamos pensado numa rua que passa junto ao pavilhão gimnodesportivo de Meirinhas, que foi obra de Narciso Mota, já que tem praticamente três nomes: Rua do Monte, Rua do Covão e Rua do Colégio”, sublinhou Avelino António.

Do lado da assistência, Paulo Pereira expressou a sua opinião sobre o assunto, sublinhando o lado sentimental da questão: “na minha opinião o nome deveria ser atribuído à rua onde ele nasceu”, afirmou referindo-se à actual Rua dos Olivais. “Além disso gera alguma confusão nas pessoas estar a alterar esse nome”.

Em tom de resposta, o presidente sublinhou que, apesar de pensar nessa hipótese, considera-a pouco visível e com poucas habitações. “De facto ele nasceu ali e, apesar de ligar as freguesias de Meirinhas e Colmeias, não tem grande visibilidade”, justificou.

Explicou, então, o porquê da sua sugestão: “pensei na rua onde se localiza o pavilhão gimnodesportivo, já que foi Narciso Mota quem o inaugurou. Além disso, acaba por criar unanimidade numa rua que tem três nomes”. Para agilizar a passagem das ruas para o novo nome, Avelino António falou na possibilidade de se manterem, também, os antigos.

Para comunicar o resultado da votação da atribuição do nome da rua denominada “Rua Comendador Narciso Mota (presidente da CMP entre 1994 e 2013)”, o presidente da Junta de Freguesia adiantou que vai realizar um jantar a 19 de Abril, “onde vamos dar a conhecer à população a nossa decisão”. A organização está a cargo do Lar da Felicidade e vai ter lugar no salão das colectividades.

O Presidente da Câmara Municipal de Pombal, entre 2004 e 2013, Narciso Mota, foi recentemente agraciado pelo Presidente da República com a Comenda da Ordem de Mérito.

sábado, 4 de abril de 2015

O Folar passo a passo

Páscoa é sinónimo de descanso, de tempos livres, de mudança de actividade e de férias. Significa falar de doces em forma de ovos e de coelhos de chocolate, de amêndoas, de folares mais ou menos originais, de refeições abastadas, de reuniões familiares e de convívio. Padrinhos e afilhados trocam palavras afectuosas e relembram a importância do dia enquanto trocam os presentes. Mas, afinal, como se confeccionam os tradicionais folares?

1.º - Misturar o fermento com a 100 g de farinha e adicionar metade do leite. Mexer até formar uma massa que se solta da tigela e das mãos (se necessário adicionar o leite todo).

2.º - Numa taça, colocar a restante farinha e fazer um buraco no centro, colocar aí a massa do fermento, em redor desta pôr o açúcar, a margarina cortada em cubinhos, a canela, a erva-doce, a aguardente e os ovos batidos com um garfo (se colocar sal adicione-o aos ovos). Amassar tudo muito bem até que a massa se despegue da taça, e batê-la na mesa de trabalho umas 15 a 20 vezes até ficar com uma consistência fofa e elástica.

3.º- Passar uma taça por água a quente e limpá-la muito bem, colocar lá dentro a massa, polvilhar com farinha, tapar e colocar num local morno. Deixar levedar até duplicar de volume, entre uma e duas horas.
4.º- Retirar um pouco de massa para a decoração e dividir a restante em duas porções iguais formando duas bolas, achatar um pouco, colocar no meio um ovo cozido, decorar com rolinhos de massa por cima do ovo.



 5.º - (opcional) Para dar um pequeno brilho ao bolo, pincelar com um misturado transparente próprio, feito com claras de ovo.








Ingredientes para duas doses: 

Fermento de padeiro 40 g 
Farinha de trigo 500 g
Leite morno 100 ml
Açúcar 100 g
Margarina 75 g
Canela 1 colher de café
Erva-doce em pó 1 colher de café
Aguardente 1/2 cálice (30 ml)
Ovos 2
Sal q.b. (opcional)
Ovos cozidos 2
Gema de ovo para pincelar q.b.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

“O mundo encantado” apela ao gosto pela leitura

Alunos mostram o trabalho que realizaram
“O mundo encantado” foi o tema escolhido para o X Sarau do Agrupamento de Escolas Gualdim Pais, que decorreu no serão de sexta-feira, dia 13 de Fevereiro, no Teatro-Cine de Pombal. Entre pais, familiares e crianças, a sala onde se realizou o espectáculo teve lotação esgotada.


Apelar ao sonho e à imaginação com o recurso a histórias e a contos que continuam a passar de geração em geração foi um dos objectivos do evento. “Queremos sensibilizar para a questão da leitura, dos livros, das bibliotecas escolares, da imaginação, da criatividade e de todo esse mundo fantástico onde toda a gente se sente feliz”, afirmou Sara Rocha, directora do Agrupamento de Escolas Gualdim Pais, acerca do tema do evento.

O Agrupamento Gualdim Pais integra alunos do 1º ao 9º ano
Mais do que mostrar o que aprendem os alunos no ensino regular das escolas, com este Sarau pretendeu-se apresentar aquilo que os mais pequenos conseguem fazer informalmente, quer nas actividades extra-curriculares, quer na associação a grupos artísticos. “Cada vez mais é importante apelar à imaginação e à criatividade dos alunos. Neste sarau terminamos sempre com uma parceria com uma instituição da cidade. Terminamos sempre o espectáculo com uma vertente mais profissional, com alguma qualidade.” Este ano o grupo de dança de Sofia Falcão “Danspirit” foi o convidado para encerrar o evento.

“É um momento em que se revelam talentos de alunos e de professores”, sublinhou a responsável pelo agrupamento. Foram cerca de 120 alunos os que deram vida ao sarau. O evento contou com alunos com idades compreendidas entre os seis e os 14, uma vez que o agrupamento integra os anos escolares entre o 1º e o 9º.

A dança foi uma das surpresas do espectáculo
Este foi o X Sarau do Agrupamento de Escolas Gualdim Pais, uma vez que se realiza um por ano há 10 anos. Mas no final de cada ano civil, o agrupamento realiza um outro evento: “a entrega dos prémios do quadro de honra e de mérito, onde presenteamos os alunos que se destacaram quer pelo seu desempenho académico, quer pelo que fizeram em prol da comunidade escolar”, destacou Sara Rocha.

O Agrupamento de Escolas Gualdim Pais conta, neste momento, com cerca de 1500 alunos e 20 estabelecimentos de educação e de ensino, entre os quais estão a escola-sede, os centros escolares, as EB1 e os jardins-de-infância.