segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Portugal está a vender mais


A China comprou mais 30% de produtos portugueses em 2012, no valor recorde de 1,128 mil milhões de euros, um crescimento que vai manter-se este ano e que se deve ao aprofundamento das relações bilaterais.

Apesar do abrandamento no verão passado, o aumento das aquisições chinesas manteve-se, fazendo antever perspetivas otimistas para 2013, segundo o embaixador de Portugal em Pequim, José Soares, que sublinhou que as relações económicas entre Portugal e a China estão “no bom caminho”.

Com base nos dados recentemente divulgados pela Administração Geral das Alfândegas Chinesas, o diplomata português afirmou que as importações portuguesas da China diminuíram 10% em 2012, para 1,861 mil milhões de euros.

A China tem crescido em média quase 9% ao ano, uma percentagem superior à das tradicionais maiores economias mundiais. O seu Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 6,12 triliões de euros, mais 7,8% do que em 2011, fazendo deste país a segunda maior economia do mundo, apenas atrás dos Estados Unidos. A economia chinesa representa atualmente cerca de 15% da economia mundial.

A abertura económica ao capital internacional permitiu que muitas multinacionais abram filiais neste país, aproveitando os baixos custos de produção, a mão-de-obra abundante e barata e um imenso mercado consumidor.

Em 2012 a economia chinesa sofreu as repercussões da crise económica mundial (iniciada em 2008), mas conseguiu manter o seu crescimento num patamar elevado, bem como os níveis de importação de matérias-primas.

Apesar do forte crescimento económico dos últimos anos gerar emprego e receitas, o país debate-se com o problema da subida da inflação.

As exportações portuguesas para a China situaram-se em 883 milhões de euros em 2011.

O que mais se exporta 

Dados divulgados no site Económico referem que a maquinaria é o sector português que mais vende para a China, o que traduz uma evolução face ao padrão tradicional de baixo valor acrescentado, assente sobretudo nos têxteis e calçado.

As exportações de carros e barcos representam 14% e os minérios e metais portugueses são outra aposta forte, e geram 11% das receitas, assim como os produtos químicos, com um valor também próximo de 11%.

Em quinto lugar, estão o vestuário e o calçado nacionais, com cerca de 10% do total. 

No que se refere aos serviços que Portugal mais vende para o exterior, o turismo e as viagens representam 11% do valor total das exportações. Seguem-se o setor dos Transportes, com 7% das exportações portuguesas, e a área da Comunicação com um peso de 2% do total. Os serviços financeiros e os de natureza pessoal, cultural e recreativos representam 0,4% cada.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Homem morre depois de ingerir marisco


Um homem faleceu no passado dia 16, depois de ter dado entrada nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) sete dias antes, por ter ingerido marisco estragado. António Silva, de 30 anos, sentiu-se indisposto depois de ter comido bivalves durante o almoço.

O almoço decorreu na Quinta da Nespereira. Duas horas mais tarde o aniversariante  apresentou sinais de forte indisposição. 

José Costa decidiu levar o amigo aos (HUC), depois de se aperceber do aspecto dele. O aniversariante ficou hospitalizado e não resistiu aos danos causados pela ingestão de bivalves. 

O Instituto Nacional de Meteorologia previa, para esse dia, 42 graus, o que se verificou. 

A apanha de marisco, principalmente de amêijoas, berbigões e mexilhões é desaconselhada durante o Verão. Segundo as autoridades sanitárias não se deve consumir este alimento, recolhido na faixa Litoral das Beiras, em Agosto. 

Nesta época do ano recomendam-se cuidados acrescidos com a recolha e a ingestão de marisco.