sábado, 3 de outubro de 2015

“Continuarei a praticar desporto até que as forças me permitam”



Edi Moderno, um jovem atleta de 20 anos natural da Ilha, Pombal, sagrou-se no domingo, 20 de Setembro, campeão de juniores de Biatle, no Campeonato do Mundo de Batumi, na Geórgia. Com os títulos que tem vindo a somar desde 2013, o jovem tenciona evoluir cada vez mais na modalidade e ariscar, também, no Triatlo que, além de aliar a natação à corrida, inclui o tiro.

Na última prova, o atleta pombalense teve de correr 1.500 metros, nadar 200 metros no mar Negro e correr mais 1.500 metros. O jovem, do Clube Bairro dos Anjos, acrescenta, assim, um dos títulos mais prestigiados da modalidade ao seu palmarés, que já inclui uma Taça do Mundo, ganha em Julho passado, em Setúbal.

O percurso desportivo que iniciou no futebol não fazia prever o sucesso que Edí Moderno viria a ter, anos depois e após algumas lesões, no atletismo e na natação. “Comecei a jogar futebol na Ilha com nove anos mas passado pouco tempo estive num clube desportivo na Guia. Entretanto tive algumas lesões e, quando subimos de divisão, o treinador disse-me que eu ia jogar pouco”, contou ao Pombal Jornal. Foi então que, motivado pelo pai, se iniciou na natação aos 14 anos. 

“Foi a minha professora de natação que me incentivou a treinar para fazer competição. Cheguei a treinar seis vezes por semana em Pombal”, continuou. Depois de várias semanas intensas de treinos competia aos domingos. De Pombal foi convidado a integrar o Clube Bairro dos Anjos em Leiria, este ano. “Fui convidado a fazer tiro, esgrima, atletismo e natação, modalidades integradas no Pentatlo Moderno”, disse. Mas é no Biatle que tem somado melhores resultados.

“Em 2013 fui vice-campeão nacional em Biatle, em Coimbra; em 2014 fui campeão nacional, em Abrantes e fiquei em 4º lugar nos Europeus em Setúbal e, enquanto selecção fomos campeões europeus; já este ano sagrei-me campeão nacional em Setúbal”, afirmou sobre os títulos que para já soma.

Em que consiste uma prova de Biatle? “É uma competição constituída por 1 500 metros a correr, 200 a nadar e outros 1 500 metros a correr”, explicou o atleta. Iniciam a corrida com touca e sapatilhas: “também podemos competir com fato e com uma t-shirt em licra”. O tempo da prova é cronometrado desde o primeiro segundo. 

Corrida e natação, a dupla do Biatle

Mas, afinal, como surgiu o gosto pelo Biatle? “Foi através de uma amiga do Núcleo do Desporto Amador de Pombal (NDAP) que entrei em contacto com a modalidade. Como ela já competia comecei a interessar-me e a participar, em 2013”, explicou Edí Moderno. Este ano participou em duas competições, uma de triatlo a 18 de Setembro e outra de Biatle dois dias depois, no Campeonato do Mundo em Geórgia. 

“Treino de segunda a sexta com o treinador, no sábado treino sozinho e ao domingo repouso. Tenho um treinador para cada uma das modalidades: tiro, corrida e natação”, explicou sobre a preparação para as provas. E outros projectos? “Através da Associação Portuguesa de Pentatlo Moderno estamos a tentar ir a França, no terceiro fim-de-semana de Setembro, a um Campeonato Mundial de Laser Run”.

A Associação Portuguesa de Pentatlo Moderno e o Clube Bairro dos Anjos de Leiria são duas das entidades que patrocinam o jovem, apesar de ser necessário encontrar outros apoios, sejam de cariz particular ou empresarial. 

Quando se pergunta até onde quer o jovem chegar ao nível desportivo, a resposta cintila-lhe nos olhos: “a minha vontade é continuar sempre, pois o desporto é das coisas que mais gosto de fazer na vida”, admite. A par do Biatle, o atleta frequenta um curso no Instituto Politécnico de Leiria.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Ser professora é...


Morar num mundo de sonhos
Onde a tristeza não tem lugar
Não dar significado a erros insignificantes
Que, por vezes, teimamos mudar.

Ser feliz e relativizar a dureza da realidade
Ser livre e ver nos mais pequenos alguma ingenuidade
Ser capaz de dar o mundo a conhecer
Saber cativar olhos pequenos sedentos de saber!

Mostrar o lado mais positivo da vida
Sem floreados nem contos de fadas
É ter a noção de que há crianças à sua responsabilidade
A quem só faz sentido contar a verdade.

Ser professora é voltar a ser criança
É posicionar-se no lugar dos mais novos
É explicar simplificando aquilo que não se quer muito complexo
É acreditar num mundo convexo.

É construir sonhos e derrubar muros
É superar obstáculos e atingir metas
É viver saudavelmente evitando os sussurros
É ter esperança de que, um dia, tudo vai mudar.

Corrigir trabalhos e fichas chatas
Insistir em combater dúvidas que querem ficar
Saber sempre como minimizar
Os tropeções nas palavras estrangeiras.

Ser professora é olhar os alunos com esperança
É ver neles um futuro mais sorridente
Fora de utopias e presente na lembrança
É acreditar num mundo mais contente!

... é isto e tudo aquilo que ficou por dizer!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

“Cila Flores” traz cheiros floridos à Rua Direita



Desde o passado dia 1 de Setembro a Rua Dr. António José Teixeira (Rua Direita) tem cheiros mais floridos. A cargo de Cecília Ferreira, a loja quer ser um espaço diferenciador e pretende, além de manter os clientes fixos, dar resposta às demais solicitações de arranjos para diversas épocas festivas.

“Fui a primeira florista em Pombal”, revelou a florista que iniciou o negócio das flores, em 1983, com 18 anos de idade e se fixou, durante 15 anos. “Foi uma aventura iniciar-me num negócio acerca do qual não percebia. Foi uma luta muito grande”, recordou. Sobre esses tempos disse que trabalhava por conta própria e que, por não ter concorrência, “o negócio era novidade e tinha muitos clientes”. 

Ausentou-se, durante cinco anos, do negócio das flores mas, há cerca de 10 e já com 40 anos de idade decidiu retomar a paixão em que é formada. Foi junto ao Centro de Saúde de Pombal que esteve até se instalar no novo espaço desde o início deste mês. “Senti a necessidade de mudar devido à falta de espaço no estabelecimento onde estava e por este ter um espaço mais central e mais visível”, justificou acerca das razões que a levaram a mudar-se para a rua do Centro Comercial do Cardal. 

“Tenho clientes fixos em Pombal há muitos anos, que me seguem para todos os locais para onde vou”, frisou a florista. Admitiu que “cada cliente é um amigo” e que está disposta a receber qualquer pessoa com um sorriso. Baptizados, casamentos, funerais e aniversários são apenas algumas das épocas festivas que a “Cila Flores” quer decorar.

“Penso que os meus anos de experiência e a minha formação num curso profissional me distingue das outras floristas da cidade”, afirmou. Por sua vez, o curso específico em “monográficos de arranjos de noivas e de Natal” acabam por determinar a excelência da florista pombalense. 

Todos os arranjos são feitos há mão e por conta própria: “eu não conseguiria viver sem ser florista, faço as coisas com muito carinho e, em cada trabalho que faço, coloco sempre um toque pessoal”, acrescentou, ainda, o facto de se “colocar no lugar do cliente”. Este é o único espaço que tem em Pombal e, embora ainda não tenha empregados, não descura a hipótese de um dia mais tarde os vir a ter, “se a conjuntura económico-financeira o permitir”.


De segunda a sexta entre as 09h e as 13h e entre as 14h e as 19h e aos sábados entre as 9h e as 13h, todos estão convidados a visitar um espaço acolhedor que tem, no seu interior, uma oferta multifacetada de cheiros.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

A Matemática não é um “bicho-de-sete-cabeças”



As férias estão a terminar e está na altura de começar a preparar um novo regresso aos livros. Depois das toalhas de praia arrumadas, os dias de sol dão lugar aos dias de estudo. Como retomar o ritmo escolar nem sempre é fácil, heis dois exemplos de sucesso. Natália Alves e Ivo Mendes têm 18 anos e, este ano, obtiveram 19 valores no Exame Nacional de Matemática A do 12º ano. Já se candidataram aos cursos de curso Engenharia Biomédica na Universidade de Coimbra e de Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, respectivamente. Com uma nova etapa a começar, a questão que se coloca é a seguinte: como se atingem notas de excelência ao mesmo tempo que se tem uma vida social activa?

“O estudo foi feito com base nos manuais escolares, livros de apoio e pelos apontamentos e resumos que fui fazendo ao longo do secundário, sempre orientado por uma política de perceber os conteúdos e não apenas decorá-los”, revelou Ivo Mendes acerca dos métodos de estudo que utilizou. Foram eles que lhe valeram um 19,5 no Exame Nacional de Matemática A.

Quanto à preparação que realizou ao longo do ano lectivo, Natália Alves assume que não esteve constantemente a pensar nos exames nacionais mas, ao fazer um trabalho contínuo para os testes, “quando chegou o final do ano a matéria já vinha preparada e foi uma questão de rever os anos anteriores e resolver exercícios”. Por sua vez, utilizou um livro de preparação de exames para fazer testes-tipo e se preparar para aquela disciplina que é considerada por muitos “um bicho-de-sete-cabeças”.

Ambos sabem que, apesar de ser necessário “obter bons resultados” escolares, também é importante não descurar a vida social, já que “com organização quase sempre é possível obter bons resultados na escola sem deixarmos de fazer aquilo de que gostamos”, revelou Ivo Mendes. “O importante é saber separar as coisas e definir prioridades. Há tempo para estudar, para estar com os amigos e para outras actividades; o essencial é rentabilizar bem o tempo, prever antecipadamente o tempo de estudo necessário e fazê-lo render ao máximo”, assumiu Natália Alves.

E conselhos para os que enfrentam mais uma etapa do secundário? “Estar atento durante as aulas e esclarecer sempre as dúvidas para poder perceber os conteúdos ao máximo é meio caminho andado para obter bons resultados”, refere o futuro estudante de Medicina, que se considera um “perfeccionista”. 

Por agora e depois do 12º ano concluído os dois estudantes aguardam uma resposta às candidaturas ao Ensino Superior. “A minha paixão encontra-se nas ciências porque encerram um mundo de possibilidades, de coisas por descobrir, mistérios por desvendar, que podem mudar por completo o mundo que conhecemos hoje”, justificou Natália Alves.


Conselhos para quem quer começar já a “dar o litro”:
- Rever todos os dias em casa a matéria leccionada nas aulas;
- Fazer resumos;
                 - Resolver fichas sobre a matéria;
- Colocar questões na aula até se perceber bem a matéria;
                  - Ter um local próprio para estudar;                
                  - Estudar pouco a pouco desde o princípio do ano;
  - Aproveitar o tempo livre para relaxar e praticar alguma actividade desportiva.