quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Vives para Postar ou Postas Para Viver?

Depende dos momentos e das disposições. Nada é assim tão linear. Às vezes vivo para postar, outras posto para viver, embora não me identifique a 100% com nenhuma destas 'opções'. Vivo e posto quando me apetece mas não vivo necessariamente para postar. Nem posto necessariamente para viver. 

Numa época em que vivemos quase 100% online, estamos sempre ligados à Internet e quase nunca ficamos off, é normal que publiquemos fotografias, pensamentos, "histórias" e outras publicações nas redes sociais. Às vezes mal nos apercebemos e a "história" que era para ficar exclusivamente no Instagram já foi parar à "história" do Facebook. Basta um clique para o que era privado se tornar publico para sempre. 

E se não publicamos vemos as publicações do outros e mantemo-nos online na mesma. 

Fonte: Pinterest

Numa altura em que se vive online, quem não tem uma rede social "não existe". Quem não se conecta, parece que perde atualidade, que não fica a par das notícias, das piadas deste, dos desabafos daquele. Sim, nas redes sociais tudo se confunde um pouco; na mesma "parede", o mural,  onde podes ter acesso ao link para uma notícia, podes também ver as fotos do casamento de a, b ou c, identificares-te com o desabafo de alguém ou rires-te da postagem daquele amigo abonado em sentido de humor.

Podes "conversar" nos diversos chats que tens à disposição e comentar as publicações "postadas" pelos outros. 

Num espaço "público" em que não existe tristeza nem dificuldades, as vidas de fachadas são "perfeitas" e os retoques nas fotos editadas realçam o melhor (do físico) de cada um, é difícil "não viver para postar".  É difícil ser-se fiel à sua essência sem ser julgado, pois "parece mal" fugir ao padrão standardizado das "vidas perfeitas" que as redes sociais mostram. E depois resta o vazio...

O vazio de uma era em que todos temos tantos meios de comunicação à disposição e em que as pessoas se sentem mais sós e solitárias. Isto faz-me questionar se as redes sociais afinal são benéficas ou prejudiciais na nossa evolução enquanto espécie humana. (Mas isso dava assunto para outros 500, sobre os quais possa vir, um dia, a refletir).

Comparar-me ao outro? Porquê? Para quê? Em que contribui isso para a minha felicidade? 

Numa era em que parece que são as aparências que "imperam" e que ditam o que deves ou não vestir, o que deves ou não ter, como te deves ou não comportar, como deves ou não ser, como tens ou não de te sentir, é importante focarmo-nos no que é essencial. Ser a excepção da regra e a "ovelha" negra do rebanho - normalmente é essa que pensa diferente, que vai além do obvio e vê o que os outros não veem. 

Como em tudo na vida é necessária moderação; quer para viver para postar, quer para postar para viver. Eu escolho ser fiel à minha essência independentemente daquilo que faça: viva para postar ou poste para viver... ou não faça nada disto!...*

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