quarta-feira, 4 de março de 2015

Este texto não é uma notícia

Quando nasce uma vida, renasce a esperança. Neste caso, a esperança renasceu a quadriplicar. Há cerca de quatro dias, a minha pequena Pirussas teve quadro pequenos, gordos e fofos cachorrinhos. Estes rebentos foram carinhosamente recebidos pela família Mendes mas, como não podemos ficar com eles, os pequenitos procuram donos responsáveis, dedicados e idóneos que os queiram adoptar. 

Apesar de esta pequena nota não ser uma notícia, é digna de ficar registada no meu blogue. Efectivamente foi a primeira (e espero que última) ninhada que por aqui apareceu. Após o período de amamentação, vamos proceder aos métodos necessários para esterilizar a cadelinha que adoptámos à uns meses. Apesar de a recepção de novas vidas ser um motivo para nos alegrarmos, é preciso ter consciência de que, para dar a devida atenção e os bons tratos necessários a todos os membros da família (e não me refiro só à alimentação; há a higienização, que passa por desparasitar os animais, a vacinação e os necessários banhos e outros cuidados que tais) é preciso ter condições. 

O meu apelo é para quem vai ficar com os meus quatro rebentos: tratem-nos como gostariam de ser tratados. Afinal um cão é um ser vivo que merece viver dignamente, com amor e carinho, com a saúde e o bem-estar a que todos os seres vivos deveriam ter direito!






domingo, 1 de março de 2015

Seis carrinhos de bens para ajudar quem mais precisa

A loja social de Albergaria dos Doze realizou uma recolha de alimentos junto ao supermercado Dias e ao Mini-Preço da localidade no fim-de-semana de 14 e 15 de Fevereiro. O objectivo deste projecto-piloto foi o de recolher bens alimentares não-perecíveis, de primeira necessidade, para oferecer às pessoas mais desfavorecidas.
Cerca de sete voluntários juntaram-se, durante os dias 14 e 15, para apelar ao espírito solidário dos clientes do supermercado Dias e do Mini-Preço da localidade. Os alunos do Externato Liceal de Albergaria dos Doze responderam ao convite de Miguel Neves, professor de Educação Moral Religiosa Católica, para colaborar nesta causa. "Acaba por lhes dar uma perspectiva do que os rodeia, o ponto em que está a sociedade. Importa perceber as necessidades, o que faz falta, e, acima de tudo, que eles são precisos para tornar a sociedade mais igual", explicou o professor.

"A loja social tem recebido vestuário, mas fomos apercebendo-nos de que necessitamos de bens alimentares", sublinhou Maria José Anastácio, voluntária e responsável pelo projecto de recolha de alimentos."Além de alertar a comunidade precisamos de angariar bens alimentares não perecíveis porque é necessário", referiu. 

A loja social abriu portas em Albergaria dos Doze no dia 26 de Dezembro de 2009 e trabalha em parceria com outras lojas sociais no Município de Pombal. Destina-se a todas as pessoas que "entendam que lá podem encontrar aquilo que necessitam, a custo zero", declarou Teresa Guapo, uma das voluntárias que está à frente do projecto. Desde a altura em que a loja abriu portas até hoje "houve uma grande procura pela novidade. Depois estabilizou".

Uma loja que apoia todos sem distinção acaba por servir mais as crianças ao nível do vestuário, "dado o custo das roupas e a sua desactualização rápida". Os apoios estendem-se a toda a freguesia de Albergaria dos Doze, mas, devido à sua localização privilegiada acaba também por servir as pessoas dos concelhos vizinhos: de Ourém e de Leiria. "Quando há escassez de bens num determinado sítio ou nós a sintamos, disponiblizamo-nos a ajudar e a ser ajudados", explicou Maria José Anastácio.

A Loja Social de Albergaria dos Doze está localizada “num espaço físico no escritório da Junta de Freguesia, em Albergaria, no edifício da antiga Escola Primária e funciona como uma loja aberta ao público onde as pessoas se deslocam“, explicou Teresa Guapo. O espaço funciona de segunda a sexta das 9 às 18 horas mas o objectivo é encontrar voluntários que se disponibilizem, também, a colaborar aos fins-de-semana.

Sensibilizar a população de Albergaria dos Doze, nomeadamente os mais novos, para a questão da solidariedade e para o voluntariado é o objectivo da primeira de outras campanhas de recolha de alimentos deste ano. "A solidariedade está instalada no espírito de bem fazer das pessoas, muito para além das fronteiras geográficas da comunidade e que respondem numa corrente de apoio solidário", concluiu a mentora.

A recolha fim de semana teve um balanço positivo. Ao todo, foram recolhidos seis carrinhos com bens alimentares e alguma roupa. Massas, cereais, arroz, conservas e sabonetes foram alguns dos bens recolhidos. Foram recolhidos bens não-perecíveis que vão ser entregues "a todas as pessoas que deles necessitem, numa loja social cujas valias são, exclusivamente, sociais".  Afinal a Loja Social de Albergaria dos Doze "não compra,  não vende, redistribui."
No fim ficou o agradecimento "à D. Manuela, funcionária da Junta de Freguesia, toda a colaboração que tem dado à Loja Social". Teresa Guapo não quis deixar de apelar, também, a "quem tenha disponibilidade e tempo para colaborar nesta causa, dado que os voluntários são poucos, mas dedicados".

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Empresa de Albergaria dos Doze associa-se a Missão Guiné 2015

Cerca de 130 pessoas e 50 viaturas vão partir em missão para ajudar o povo guineense, já no próximo dia um de Maio. Os voluntários vão percorrer cerca de 5 000 km para levar material escolar e hospitalar a este povo, nomeadamente, a crianças que vivem em privações materiais e alimentares. “Uma missão, um legado para a vida, o prazer de fazer a diferença” são algumas das directrizes que regem este projecto solidário.

Levar esperança a quem nada tem envolve custos; as ambulâncias são um exemplo dos meios que mais custos requer. “Algumas ambulâncias em causa foram oferecidas nas condições em que se encontravam. Todas necessitam de ser alvo de revisão”. De Albergaria dos Doze vão partir cinco viaturas, entre as quais, quatro ambulâncias e uma de apoio mecânico.

Para estas revisões, que já começaram a ser realizadas, “é necessário um custo de 7 000 euros por viatura”, afirmou um dos supervisores que integra esta missão, Hélder Costa. Para que seja possível proceder a essas intervenções, é necessária a colaboração de todos. “Pretendemos fazer um peditório e negligenciar eventos para angariar fundos”, referiu o responsável. Os apoios provêm de particulares e de empresas.

Neste momento o material escolar oferecido já perfaz “um total de 20 mil euros e, quanto ao material médico, ainda não podemos adiantar valores porque além de estarmos à espera de despachos, está em negociação”, explicou Hélder Costa.

Esta é a segunda vez que a empresa de comércio e reparação automóvel Joaquim Gameiro, Lda., se associa a uma causa humanitária. “O que nos leva a associarmo-nos à Missão Guiné 2015 é a parte humanitária, a vertente nobre da missão”, esclareceu o responsável. Este ano pretendem partir em missão duas pessoas, Hélder Costa e Miguel Costa, e uma instituição, a João 21.

A viagem vai iniciar-se a um de Maio e terminará 13 dias depois, a 14 do mesmo mês. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

"Sou um cantor ao vivo"

Revolucionário, contestatário e inconformista. Aos 73 anos de idade, José Cid considera-se um cantor ao vivo. Distinguido, em 2009, com o prémio de consagração de carreira pela Sociedade Portuguesa de Autores, o cantor vai lançar, já no próximo mês, mais um álbum, "Menino Prodígio", composto por baladas e músicas rock, que promete não desiludir os seus fãs. O autor de “Ontem Hoje e Amanhã”, "Junto à lareira", "A Rosa que te dei", "Adios, Adieu", "A minha música", "A pouco e pouco (Favas com chouriço)" e de muitas outras obras fala sobre o público, as músicas e os projectos para o futuro.


Ana Isabel Mendes (AIM): O José Cid percorre o país em tempos de crise. A crise que se faz sentir ao nível global também se reflecte nos seus concertos? 

José Cid (JC): A  crise é para quem canta mal e não tem público. Eu faço aquilo que eu  sempre soube fazer, que é cantar as canções que eu próprio escrevi, e não sinto crise nenhuma. A crise é mais para cantores que ganhavam 30, 40 ou 50 mil euros; esses estão atrapalhados porque as câmaras não têm dinheiro e, se calhar, até nem mereciam. Portanto, eu não sinto crise nenhuma. O que eu estou aqui a fazer é divertir-me, coisa que, em palco, é difícil fazer. Poucos cantores conseguiriam fazer um espectáculo de duas horas com piano. Talvez um Jorge Palma, um Luís Represas e pouco mais; não teriam a mesma dinâmica que eu tenho ao vivo. Isso é uma coisa que me diferencia; crise eu não sinto nenhuma: nem de criatividade nem de voz. 

AIM: O seu trabalho é transversal a diferentes idades e atravessa gerações. Como tem sido a receptividade do público aos seus álbuns? 

JC: Fantástica, não tenho problema nenhum de receptividade a nível nenhum porque os meus álbuns são feitos para as pessoas: não são elitistas nem são "pimba". São álbuns reais, de um cantor real que canta e que as produz, pois eu sou protagonista da minha obra. As pessoas preferem comprar coisas verdadeiras e não plágio ou obras de cantores que sabem perfeitamente que estão em estúdio e que são corrigidos do princípio ao fim com máquinas e que, ao vivo, não cantam assim.



AIM: Como é que alguém com tantos anos de carreira consegue manter salas de espectáculos cheias (inclusivamente, teve de se marcar uma sessão extra em Pombal)? Como tem mantido a sua carreira e atraído um público tão vasto?

    JC: Não sei, tem de perguntar às pessoas com carreiras efémeras porque o José Cid existe. Eu sou o José Cid: se não tivesse feito uma carreira aqui poderia ter feito noutros países, mas graças a Deus fi-la aqui, com o meu público e tenho uma homenagem que é nacional e única, na música da história portuguesa. Com a idade que eu tenho, cantar em Queimas-das-Fitas e Latadas com público jovem a ouvir o Rock'n Roll, porque eu quando canto nessas áreas faço espectáculos com música deste género ou muito próxima, diferente, com muita dinâmica. Ter 70 mil pessoas em Cascais, na Festa do Mar, para me ouvirem durante duas horas e meia, 200 mil pessoas na passagem do ano a cantar comigo do princípio ao fim na Praça do Comércio... A minha obra e a minha carreira falam por mim. Quase que nunca houve ninguém com a minha idade que tivesse esta dinâmica e a energia que eu tenho para cantar, com concertos tão cheios e com um público sempre a querer ver. Em Pombal esgotei o primeiro concerto, teve de se marcar outro e, se voltasse amanhã, teria novamente a sala cheia.
      
AIM: Não é a primeira vez que está em Pombal. Que sentimentos lhe desperta esta cidade? 

JC: É uma cidade que eu considero ser muito portuguesa. O facto de ser bastante central define muito aquilo que é o Portugal profundo no bom sentido. É uma cidade com muitas histórias, com muita história, é realmente uma cidade que tem muito a ver com a história do país. É uma cidade que me atrai muitíssimo. Aqui estão pessoas que têm sido sempre muito minhas amigas. 

    
AIM: Que características o definem?

JC: Levo uma vida muito saudável, canto, sou muito provocador, não fujo a nada e sou um bocadinho contra o sistema. Sou revolucionário. Tenho 28 canções proibidas de antes do 25 de Abril, só que não tenho necessidade nenhuma de obrigar as pessoas a pensar de outra maneira que não seja a do 25 de Abril. Eu tenho as minhas opções. 

AIM: Que projectos tem para o futuro? Para quando planeia lançar um novo álbum?
  
JC: O lançamento do meu novo álbum, "Menino Prodígio", que é muito roqueiro, muito inesperado, com muita intervenção poética, composto por baladas e rock. Eu espero que vá ao encontro das novas gerações. Este meu novo álbum, em termos poéticos,é muito contestatário. Os meus três últimos álbuns anteriores são basicamente, compostos por baladas, e este não. 

AIM: O concerto desta noite (22 de Fevereiro) superou as suas expectativas?

JC: Não, é a apoteose em todas as cidades por onde tenho passado:  Aveiro, Braga, Porto e Lisboa. [O concerto] foi apoteótico. É disso que eu estou à espera e as pessoas sabem que estou aqui para me entregar à música. Eu sou um cantor ao vivo mesmo. Há por aí gente que grava discos muito bonitos mas, ao vivo, adeus. Eu sou um cantor que escreve canções para si próprio. Há pessoas que têm projectos musicais muito bons, mas que ao vivo decepcionam: ou porque bebem muito álcool, ou porque já vêm muito chatos. Não é a mesma coisa. Eu tenho de definir a minha diferença por ser ao vivo. E o facto de eu me aguentar estes anos todos é as pessoas saberem que vão para um concerto do José Cid, e se vão divertir, sabem que vai ser bem cantado e bem tocado e sabem que eu não vou falar muito. O que as pessoas querem é ouvir música.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Pombal vestiu-se de Carnaval

Cerca de 1700 foliões participaram no desfile de Carnaval, na passada sexta-feira, dia 13 de Fevereiro, entre as 10h e as 12h. “Ano Internacional da Luz” foi o tema escolhido para o desfile de Carnaval das Escolas, Jardins-de-infância e IPSS’s do concelho de Pombal.

Reconhecer a importância das tecnologias à base da luz para o desenvolvimento, e a promoção de boas práticas, que consciencializem as novas gerações para o facto de que as tecnologias da luz podem apresentar-nos soluções na redução do impacto ambiental, foram os principais objectivos do tema escolhido.

O desfile teve um percurso fechado, com partida na Praça Marquês de Pombal, passagem pela Rua Capitão Tavares Dias, pelo Largo 25 de Abril, pelo Largo do Cardal, pela Rua Miguel Bombarda e regresso à Praça Marquês de Pombal. Ao longo do percurso, os participantes contaram com muitas surpresas e animação, levadas a cabo por alunos do curso de animação sócio-cultural da ETAP.

O desfile decorreu nas ruas de Pombal entre as 10 e as 12h

Escolas, jardins-de-infância e IPSS's coloriram a cidade

“Ano Internacional da Luz” foi o tema escolhido

A importância da luz esteve no centro das atenções

As escolas primaram pela originalidade dos disfarces

Bruxas, pirilampos e luzes foram alguns dos disfarces escolhidos

As crianças colaboraram na elaboração dos fatos carnavalescos

Animadores sócio-culturais presentearam os mais novos

Os painéis foto-voltaicos e os sóis marcaram presença

Cidade vestiu-se de Carnaval

O desfile contou com cerca de 1700 foliões