sábado, 13 de junho de 2015

Laura Gonçalves vence quinta edição do concurso

Foi com a música “Pica do Sete” de António Zambujo que a aluna no 3º ano da escola do Barrocal, Laura Gonçalves, venceu o primeiro prémio. O evento foi o culminar de um trabalho que tem vindo a ser realizado desde Outubro do ano passado, junto a cerca de 800 crianças que foram ouvidas em contexto escolar.

Gonçalo Antunes, aluno no 4º ano da escola Conde Castelo Melhor ficou com o prémio do segundo lugar, com a música “Cupido” e Joana Lopes, da escola do Escoural, sagrou-se a detentora do terceiro lugar com a música de Mafalda Veiga, “Cada lugar teu”.

Quanto ao balanço desta edição, os elementos do júri, constituídos por quatro personalidades, duas das quais ligadas à música e à canção, não se reservaram a elogios. Carla Longo, uma das juradas, frisou que “todos os anos [os alunos] nos surpreendem com a qualidade que vai aparecendo”.

O presidente da Junta de Freguesia de Pombal, Nascimento Lopes, assegurou que “este foi um festival muito competitivo, com um nível muito alto”. A presidente de júri, Cristina Loureiro, frisou o “momento maravilhoso que a Junta de Freguesia de Pombal proporcionou à população”. Também Pedro Murtinho destacou a “projecção de talentos em Portugal e além-fronteiras”.

Em jogo estiverem quatro critérios distintos, através dos quais o júri definiu os três vencedores: a afinação, o timbre, a interpretação e a postura.

Na abertura do espectáculo, à semelhança do que tem vindo a acontecer em outros anos, participaram as vencedoras de edições anteriores. Antes de ser apurado o vencedor, foi a vez de alguns elementos da escola de música “A Casa” alegrarem o serão das dezenas de pessoas que se concentraram no jardim.


O espectáculo, apresentado por Rita Mendes e Nelson Pedrosa, resultou da selecção de 60 crianças, depois de ouvidas as 800, de onde saíram as 12 finalistas: dois rapazes e 10 raparigas. 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

O Dia de Portugal

Morreu Luís Vaz de Camões. A 10 de Junho de 1580. É por essa razão que hoje se celebra um dia tão simbólico para Portugal e para as comunidades portuguesas. É o Dia de Portugal, oficialmente denominado Dia de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Luís Vaz de Camões

É um dia para celebrar. Não apenas a morte como a vida e os feitos gloriosos que enaltecem a figura gloriosa que é o autor d' "Os Lusíadas". No século XIX, foi na figura de Camões que os liberais portugueses encontraram um símbolo para a sua luta contra a presença dos ingleses em Portugal, e que mais tarde levou à implantação da República, que se celebra a cinco de Outubro.

O dia é de festa. Mas duvido muito que o poeta que perdeu o olho direito numa batalha em África, estivesse a favor do Novo Acordo Ortográfico. Verdade, não é? Depois de todos os feitos gloriosos de que se pode orgulhar o nosso Portugal, damos um pontapé na Língua para que o facilitismo se sobreponha à conquista. Lindo.

Mas hoje é dia para celebrar, não é? O 10 de Junho já foi denominado "Dia da Raça", a "Raça" lusitana, isto é, a de todos os portugueses que vivem em Portugal e estão espalhados por esse mundo fora (mais hoje, numa das épocas a que assistimos à maior vaga de emigração de que há memória desde a altura da Revolução dos Cravos). Quanto a este assunto prefiro abster-me de comentários, já que tantos são os que por aí abundam.

Heroísmo, orgulho e patriotismo. Estes são elementos importantes para manter a cultura e um sentimento patriótico no país, dizem os entendidos. Mas, hoje em dia, não será que o significado de tais palavras se desvanece por entre a poeira difusa dos avarentos discursos políticos? Ou pela areia que nos querem lançar para os olhos, como se de um rodapé de letras pequenas e incompreensíveis se tratasse?

Patriotismo não é sinónimo de nacionalismo, na medida em que, ao gostar de se pertencer a um determinado país, não se julga que essa língua ou cultura é superior às outras. Não entremos por etnocentrismos e fundamentalismos desnecessários e vazios de razão. Gostar das nossas raízes e preservá-las como tal é uma atitude positiva; detestar os estrangeiros é uma atitude descabida.

Neste dia vale a pena lembrar que a língua portuguesa é a sétima mais falada do mundo. 

  • No Decreto-Lei n.º 39-B/78 de 2 de Março, lê-se: "O dia 10 de Junho, Dia de Camões e das Comunidades, melhor do que nenhum outro, reúne o simbolismo necessário à representação do Dia de Portugal. Nele se aglutinam em harmoniosa síntese a Nação Portuguesa, as comunidades lusitanas espalhadas pelo Mundo e a emblemática figura do épico genial."

E porque recordar é viver, deixo aqui três versos da obra:

CANTO PRIMEIRO

As armas e os barões assinalados, 
Que da ocidental praia Lusitana, 
Por mares nunca de antes navegados, 
Passaram ainda além da Taprobana, 
Em perigos e guerras esforçados, 
Mais do que prometia a força humana, 
E entre gente remota edificaram
 Novo Reino, que tanto sublimaram; 

E também as memórias gloriosas 
Daqueles Reis, que foram dilatando 
A Fé, o Império, e as terras viciosas 
De África e de Ásia andaram devastando; 
E aqueles, que por obras valerosas 
Se vão da lei da morte libertando; 
Cantando espalharei por toda parte, 
Se a tanto me ajudar o engenho e arte. 

Cessem do sábio Grego e do Troiano 
As navegações grandes que fizeram; 
Cale-se de Alexandro e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram; 
Que eu canto o peito ilustre Lusitano, 
A quem Neptuno e Marte obedeceram: 
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
 Que outro valor mais alto se alevanta. 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

“Da crítica à poesia” é o novo livro de Orlando Lourenço



O escultor Orlando Lourenço apresentou o livro “Da crítica à poesia” no X Serão Cultural do Louriçal, no sábado, 23 de Maio. As preocupações, os desafios do dia-a-dia e a reflexão sobre a realidade são os conteúdos sobre os quais o livro incide.

A escrita não surgiu ao acaso: “sou doente oncológico e, quando me deram a reforma por invalidez, esta foi a forma que encontrei para ocupar o meu tempo: escrever”, começou o poeta. Já escrevia poesia nos jornais regionais “Correio de Pombal” e “Horizonte”, mas o desafio para escrever um livro surgiu mais tarde.

No ano passado, “durante inauguração da minha exposição de escultura, na festa de São Pedro em Almagreira, o engenheiro Narciso Mota leu alguns dos meus textos e perguntou-me porque não escrevia um livro”, declarou. O livro surgiu, assim, como uma selecção de textos que Orlando Lourenço foi escrevendo ao longo de cerca de sete anos. Por “a escrita ser mais leve do que a escultura”, optou por se dedicar a tempo inteiro aos versos e às estrofes.

“Escrevo mais críticas do que poesia mas falo um pouco de tudo: de amor, de morte, de traição e de ignorância”, desvendou sobre uma obra que é transversal a todas as idades. “É um livro instrutivo até para os mais jovens, porque aborda conteúdos difíceis de compreender, em rima”, continuou. “Aprender em poesia acaba por ser mais fácil do que a maneira convencional”. Neste momento está a preparar um novo livro, que “é menos crítico e contém mais poesia”, revelou.

O livro tem o custo de dez euros, mas um euro reverte a favor da Delegação do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro. No sábado, 30 de Maio, foi a vez de o Salão Polivalente de Almagreira receber o autor para uma outra apresentação do livro.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Mais de uma centena de alunos em torneio de xadrez

Ao todo, participaram 127 alunos dos 136 inscritos nas seis rondas do torneio, que decorreu no sábado, 23 de Maio, à tarde. Os jogos foram arbitrados pelos professores que leccionam a actividade no âmbito do Projecto Enriquecer Sentidos (PES). A organização falou num evento “bastante positivo”.

Foram doze os vencedores no I Torneio Jovem de Xadrez de Pombal. Ao todo, participaram 127 alunos dos 136 inscritos e, depois das seis rondas de jogos, foram apurados os vencedores.Ricardo Saraiva, Eduardo Rodrigues e Rodolfo Santos foram os três vencedores do 4º ano; Francisco Pedrosa, Miguel Garcia e Miguel Neves foram os que mais se destacaram no 3º ano; Gonçalo Pereira, João Gaspar e Lucas Neves levaram os troféus destinados ao 2º ano; no 1º ano, Gonçalo Santos, Francisco Cardoso e Alexandre Bernardes subiram ao pódio.
Vencedores 1º ano

Vencedores 2º ano

Vencedores 3º ano

Vencedores 4º ano

Os jogos foram arbitrados pelos professores que leccionam, além de xadrez, inglês ou actividade física nas Actividade de Enriquecimento Curricular (AECs). “Toda a arbitragem foi feita pelos professores que deram AECs e que tiveram formação desde Outubro. Para uma primeira vez a leccionar a actividade e a ter formação, foi muito bom”, mencionou um dos responsáveis pelo PES, José Ricardo.



Além de trabalhar com a Junta de Freguesia de Pombal pretende-se que, num futuro próximo, “o xadrez possa chegar a alunos de outras freguesias”. Quanto às novidades, “estamos a preparar um kit de xadrez, um dos poucos existentes em língua portuguesa, e vamos apostar na divulgação desta actividade. O objectivo é lança-lo no início do próximo ano lectivo”, revelou José Ricardo. 

Recorde-se de que esta  iniciativa faz parte do projecto das AECs que a Junta de Freguesia de Pombal promove nas escolas da freguesia, pertencentes ao Agrupamento de Escolas de Pombal e ao Agrupamento de Escolas Gualdim Pais. Entre os parceiros que ajudaram na realização do torneio estão Jorge Barrento (xadrezista em Pombal), os Corvos do Lis, a Associação de Xadrez de Leiria, o Clube de Xadrez do ATL da Coutada, o Clube de Xadrez do Colégio Português de Aveiro, o Agrupamento de Escolas de Garcia e o Agrupamento de Escolas da Encarnação.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Relacionamento entre pais e filhos em debate

Para celebrar o Dia Internacional da Família o projecto CLDS+ Rosa-dos-Ventos organizou um fórum família, no mini-auditório do teatro-cine de Pombal, no passado dia 15 de Maio. A partilha de experiências sobre a educação e o surgimento das novas famílias “single” foram alguns dos aspectos abordados ao longo da tarde.

Tentar perceber como se pode melhorar o apoio prestado às famílias pertencentes ao município de Pombal foi uma das questões levantadas pela vice-presidente Catarina Silva. Numa altura em que “a questão da natalidade é transversal à da família”, as preocupações do executivo municipal centram-se na melhoria das condições prestadas às famílias.

A psicóloga Cristina Valente frisou “a necessidade de conseguirmos adequar o mundo do trabalho à família” numa altura em que o primeiro é caracterizado pela “obtenção do lucro imediato”. A autora do livro “Coaching para pais” falou, ainda, na falta de “envolvência emocional” dos filhos em relação aos pais, uma vez que as crianças estão a associar mais “a família ao desempenho escolar”.

De forma a simplificar o modo de pais e filhos se relacionarem, o livro quer dar a conhecer “processos neurológicos e conhecimentos” que os adultos devem desenvolver para se relacionarem com os seus filhos. Entre os assuntos abordados esteve o castigo, os conflitos familiares, o trabalho que pais e filhos desenvolvem conjuntamente para superar as dificuldades do dia-a-dia e, ainda, o surgimento das novas famílias “single”.

Este género de família, caracterizado por ter um só adulto, ainda é visto com preconceito pelas “famílias convencionais”. No que se refere a esta questão e de forma a responder aos mitos associados às crianças que vivem no seio destas famílias, Cristina Valente sublinhou que “são as mudanças que trazem destruturação e instabilidade” e não tanto a separação do casal.

Por último e como forma de promover a “parentalidade positiva”, a psicóloga deixou alguns conselhos às famílias convencionais. Estabelecer prioridades, não focar o que não foi feito, dividir tarefas e terem tempo para se divertirem foram algumas das várias sugestões deixadas. Por sua vez, para gerar um bom ambiente entre pais e filhos, “eliminar castigos e recompensas” bem como “entrar no mundo da criança” foram dois dos conselhos transmitidos.

Para responder a questões sociais, a Rede Social de Pombal conta com 20 Centros de Dia com 498 utentes, 18 Serviços apoio domiciliário com 763 utentes, 17 Creches com 639 crianças, 10 Centros de Actividades e Tempos Livres com 535 crianças, dois centros de Actividades de Animação e Apoio à Família com 74 utentes, um Acolhimento Familiar para pessoas Idosas e Deficientes em Idade Adulta com nove utentes, duas cantinas Sociais com 100 utentes e três Centros de convívio com 50 utentes.