segunda-feira, 20 de junho de 2016

Olá, Verão! Sê benvindo!

Chegaste para aquecer as nossas vidas. Sê benvindo, sol! Traz contigo a boa disposição característica dos dias limpos e aquece-nos com as boas energias dos teus raios quentes. Agora que vieste, não te vás embora tão depressa para que a depressão não assole, novamente, as nossas vidas de um frio incomodativo. Sê livre como um pássaro e quente como o fogo. Preenche-nos com o teu abraço!

Hoje é o primeiro dia Verão e, quase arrisco dizer, o meu dia preferido...

Efectivamente hoje acontece o solstício de Verão. Significa que é o dia mais longo e a noite mais curta do ano. E, pelo que li numa publicação do Observador, vai acontecer algo que só ocorre de 70 em 70 anos: no dia mais quente do ano pode ver-se a lua cheia. Mas com uma particularidade; esta não é uma lua qualquer: marca o inicio da época em que a fruta está pronta para ser apanhada.

A "Strawberry moon" (lua de morango) não sabe nem é feita de morango. É a alcunha dada à lua cheia de Junho por algumas tribos da América do Norte. 

Este ano o solstício de Verão coincide com a "Strawberry moon", pelo que, no mesmo dia, é possível assistir ao nascer do sol do dia mais comprido do ano e olhar para a lua cheia à noite. É uma coincidência que só vai voltar a ocorrer daqui a 70 anos. Quanto a mim... Já que não vi o sol nascer, resta-me esperar que a lua acorde!

Não serão estão duas razões mais do que suficientes para me sentir mais do que feliz?

sexta-feira, 10 de junho de 2016

O último dia de escola

O último dia de escola e o meu primeiro post de Junho... É verdade, não tenho tido tempo para andar por estas "bandas" e muito menos para me perder em devaneios. Mas, num fim-de-tarde ventoso, nada melhor que fazer uma pausa para saborear o feriado e perder-me em pensamentos nostálgicos...

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É verdade! Parece que ainda ontem começou o ano lectivo e, afinal, foi ontem mesmo que terminou. Faço um balanço muito positivo do meu segundo (e quem sabe último) ano de Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC's). Foi um excelente ano, sem dúvida alguma! Não só pelas arrelias que me proporcionou como também pelos sorrisos, pelos abraços e pelos teacher que, todos os dias, ouvia!

Foi a etapa final de uma caminhada repleta de rosas e de espinhos. Os meninos do primeiro ano deram os primeiros passos na escola e os do quarto terminam, agora, o primeiro ciclo de estudos.

Vou sentir saudades. De tudo! Mas aquilo que mais falta vai fazer são: o barulho na sala de aula, as brigas, os desacordos e os ralhetes para sossegarem! Aliás, já sinto falta das músicas e dos jogos que pediam para repetir. Já sinto saudades de, quando dizia que estava na hora de sair, me perguntarem: “Já, teacher”?



Teacher… tantas saudades que sinto que me chamem teacher… Sou e serei sempre a vossa teacher, acreditem! Não vou esquecer os nossos momentos juntos e vou levar-vos, para onde quer que vá, no coração! Não vos esquecerei NUNCA, prometo!

Depois da saudade, ficam os agradecimentos: pelos bons momentos juntos e as inesquecíveis gargalhadas, pelos sorrisos e pelas lágrimas, pelos momentos bons e menos bons. Resta-me agradecer por tudo aquilo que me deixaram ensinar-vos mas que, acima de tudo, aprendi convosco. Não se esqueçam que são e serão SEMPRE os MELHORES!

Ao Salvador, à Margarida e à Beatriz desejo um segundo ano melhor que o primeiro. Ao Afonso, à Alexia, à Ana Luísa, ao André, à Constança, à Eva, à Filipa, ao José e ao Simão, que acompanhei nestes dois anos, desejo boas entradas no 5.º ano. Vão ser muitas as diferenças na entrada do novo ciclo… Mas, por favor, não desanimem e tenham a certeza de que eu estou a torcer por vocês, para que tudo de bom vos aconteça. E… preparem-se para estudar muito!


Às professoras titulares, às professoras das AEC’s e às assistentes operacionais só tenho uma palavra de agradecimento a deixar por tudo aquilo que me proporcionaram. Excelentes férias e próspero ano letcivo!

sábado, 28 de maio de 2016

Deputada Teresa Morais dá nome a nova Casa de Abrigo


A inauguração da Casa de Abrigo para Mulheres Vítimas de Violência – Teresa Morais decorreu sexta-feira, 20 de Maio, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Advertir para a problemática da violência contra as mulheres e enaltecer o papel da deputada Teresa Morais na minimização do flagelo social, foram os principais aspectos do evento.

“A minha luta começou na escola primária, altura em que lidei de perto com um caso de violência doméstica”, explicou a ex-secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade.

Aumentar a capacidade de acolhimento de vítimas de violência doméstica, facilitar o acesso à habitação a baixo custo para quem pretende autonomizar-se e atribuir às entidades gestoras de Casas de Abrigo um fundo financeiro para apoiar na autonomização de vítimas, foram apenas algumas das medidas levadas a cabo por Teresa Morais e que contribuíram para atribuição do nome da Casa de Abrigo.

“Teresa Morais teve um papel impulsionador junto do Município de Pombal, para a construção das novas instalações para a Casa de Abrigo”, frisou a presidente da APEPI – Associação de Pais e Educadores para a Infância, Teresa Silva. A oliveira, “associada aos aspectos de paz, fecundidade, vitória, sabedoria, abundância e glória”, que vai ser plantada no jardim das novas instalações da Casa de Abrigo, simbolizou o lançamento da primeira pedra.

De 2001 – data da fundação - a 2015, foram acolhidos 824 utentes (mulheres e crianças). A única resposta destinada à problemática da violência existente no distrito de Leiria destina-se ao acolhimento temporário de Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, com ou sem filhos, e tem capacidade para 12 utentes e duas vagas de urgência.

Números:    12 meses foi o prazo de execução
                   500 mil euros foi o valor investido na obra
                   18 a 50 anos é a idade das vítimas acolhidas               
                   130 vagas de emergência foram criadas em 2013

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Arriscar... Porque não?

Tenho quase 25 anos de idade e uma vida pela frente. Não me sinto superior a ninguém e acho que, em todos os momentos da nossa vida, devemos ser humildes, sinceros e verdadeiros. Já trabalhei em áreas muito diferentes, mas sempre com a esperança na mira. A esperança de encontrar a minha área a tempo inteiro. E como quem "espera sempre alcança", consegui. 

Arrisquei. Foi isso que fiz. Com um rendimento mais ou menos favorável e uma vida razoavelmente estável, decidi ir conhecer o desconhecido. Foi uma decisão determinada. Se não fosse na semana passada, nunca teria sido. Larguei tudo o que me prendia à minha terra natal e fui. Arrisquei, tentei e estou a conseguir. 25 anos e uma vida pela frente. A hora é agora!

Não me resigno a uma vida acomodada e vazia de sentido. Não me conformo com o "trabalho-casa-casa-trabalho". Não gosto de estar muito tempo "parada" na mesma cidade e, muito menos, a fazer sempre as mesmas coisas. Detesto rotinas e pessoas tóxicas. Fujo dos centros comerciais mas aprecio umas boas corridas ao ar livre. Mas nunca me hei-de sentir satisfeita com o dia-a-dia monótono que uma cidade pequena e provincial tem para me oferecer. 

Toda esta conversa para chegar à importância do que, para mim, significa arriscar. Arriscar é ir mais além. Arriscar é "pensar fora da caixa". Arriscar é ver oportunidades onde os outros vêem obstáculos. Arriscar é transformar erros em aprendizagens e barreiras em desafios. Arriscar é não ter medo de falhar e, mesmo que falhe, "dar a volta" por cima. Ariscar é ter vontade de conhecer e partir à descoberta sem ter de dar justificações a ninguém. Arriscar é ir mais longe, conhecer uma vida nova e, para trás, deixar a "vida velha". Arriscar é partir sem pensar muito. É planear mas rir-se de si mesmo quando tudo sai ao contrário. Arriscar é reinventar uma vida antiga e trazer uma lufada de ar fresco à vida nova. 

É desafiares-te e ousares ir para além daquilo que conheces. É quereres saber de tudo um pouco. É leres, é informares-te, é viajares. Arriscar(este) é partires sem bilhete de volta só porque sim. É ires, sem ninguém a impedir-te ou a pôr-te "abaixo". Arriscar é ter ânimo e coragem suficientes para romper com a vida antiga e renascer numa vida audaz e florida! Arriscar faz parte de mim. E eu mesma sou um risco!

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Não, confusões não são a minha "cena"

Após a minha experiência na Queima das Fitas de Coimbra e decorrida quase uma semana desde a quase-directa, sinto-me suficientemente capaz de exprimir o que sinto acerca do que vivi.

Para não cansar muito o leitor coloco por tópicos a minha primeira (e provavelmente última) experiência na noite da Queima:


- Pagar um bilhete no
intercidades teria sido evitado se visse, convenientemente, o horário dos comboios. Não vi e, mesmo que visse, a hora de partida seria demasiado cedo num regional, pelo que, de qualquer forma, optaríamos (eu e a C) por ir mais tarde e ter de pagar o que pagámos pelo comboio. Conclusão: partimos pelas 21h05 e meia hora depois estávamos em Coimbra;


- Já sabíamos que iríamos ter de "queimar" tempo até nos descolarmos ao recinto. Decidimos ir dar uma volta à baixa da cidade. Quando ameaçou chover encontrámos abrigo no
Burger King mais próximo, onde fizemos a última refeição até regressarmos a Pombal;

- Depois de deambularmos mais um pouco pelo Parque Verde e de encontrarmos umas "trajadas" do curso de Gestão, que pensávamos que estavam bêbadas, decidimos arriscarmo-nos a passar por locais obscuros. Fomos avisadas por uma dessas tais raparigas, que era "perigoso duas raparigas andarem sozinhas à noite" naquele local. Uma autêntica paz de espírito;

- Eram por volta das 23h15 quando nos dirigimos à bilheteira para comprar os bilhetes. Sorte a minha que passei por estudante e tive direito ao bilhete respectivo. A C teve de se contentar com o geral. Até aí, tudo bem. A seca foi a que aconteceu durante meia hora de espera;

- Depois de sermos meticulosamente revistas pelos seguranças, cada uma na sua fila, pudemos entrar no recinto. Era perto da meia-noite e a Tuna Feminina da Faculdade de Medicina de Coimbra saudava os visitantes com os primeiros acordes da noite. Uma recepção calorosa numa noite gélida;

- Era 01h30 (da madrugada) quando o C4 Pedro decidiu não "Ficar Por Aqui" e começou o concerto. Tinha vestida uma camisola cor-da-pele de manga comprida, por debaixo de uma camisola de cavas vermelha, cuja ilusão óptica que causava era reveladora de um imenso tronco de tatuagens. Mas como referi, era só mesmo uma ilusão de óptica;

- Após a "curtição" que o C4 Pedro nos proporcionou, foi hora de ouvir o grandessíssimo AGIR. E gostei que ele me dissesse que eu sou "linda sem Make-Up"! Subiu-me o Ego num ápice, vos garanto, caros leitores. Com isto chegaram 3h30;

- Demos mais umas voltas para fazer tempo e apanhar o suposto comboio das 5 e pouco. Ora muito bem, ainda a estação de comboios não tinha abrido portas, já eu e a C estávamos KO na escadaria do local. E não, aos sábados de madrugada não há comboios para Pombal. O primeiro é às 6h04 da madrugada. Ok... mais uma hora de espera. Tudo bem, mas estava quase a adormecer nos bancos desconfortáveis e cor-de-laranja da estação. E estava um frio que não se podia!

- Entrámos no comboio pelas 6h00. A viagem foi feita semi-acordada-semi-adormecida. E o corpo doía-me todinho! Mas fez-se bem e nenhuma de nós adormeceu ao ponto de deixar a estação de Pombal para trás. 

- Conclusão: foi uma noite em branco que valeu pela experiência e pela companhia, mas que não passou de uma noite "perdida" que me valeu quase o dia todo de sábado a dormir.