sábado, 9 de junho de 2018

Catarina Marques: “Moçambique poderá vir a ser a minha casa”

Tem 21 anos de idade e decidiu trocar as voltas ao rumo que se apresentava como certo – fazer um mestrado. Catarina Marques, de Alcobaça, distrito de Leiria, está há um mês em Maputo e está certa de que o destino que o programa de estágios internacionais – INOV Contacto - escolheu para si não poderia ter sido o mais adequado.

Catarina Marques na marginal, com vista para o Índico
Terminou a licenciatura em Gestão no passado mês de julho, fez um estágio de três meses numa empresa da sua área, a KPMG, e decidiu concorrer ao INOV Contacto em agosto do ano passado. Depois de ter equacionado diversas opções, como seguir para o mercado de trabalho ou tirar mestrado, decidiu apostar numa experiência internacional: “precisava de um desafio que testasse todos os meus limites”, assume Catarina.

Da decisão de sair de Portugal até chegar a Maputo foi um salto: “nunca tinha estado seis meses fora do meu país”. Catarina foi avançando nas diferentes fases do processo de recrutamento do INOV Contacto, tendo colocado Moçambique como uma das suas preferências. Justifica que “as pessoas que já cá tinham estado falaram muito bem do programa especificamente neste país”.

O pressentimento de ir parar à “Pérola do Índico” cumpriu-se e, além de ter sido escolhida para um país num continente diferente do seu, também mudou de registo profissional: do corporativo foi escolhida para uma incubadora de empresas, a IdeaLab. “Nunca pensei em desistir”, admite.

Apesar de estar a viver e a trabalhar há apenas um mês em Maputo, Catarina reconhece que a experiência já lhe trouxe benefícios aos níveis pessoal e profissional. “Estar a viver com três pessoas com personalidades diferentes da minha é uma grande aprendizagem”, diz quanto ao lado pessoal. Por sua vez, em termos profissionais, admite que não quer mudar a maneira de trabalho dos locais: “quero lutar pelo trabalho tal como eles lutam. Quero acrescentar valor à empresa e receber conhecimento”. Depois do trabalho, Catarina aprende marrabenta, uma dança local, e faz voluntariado na distribuição de sopa aos sem-abrigo.

Catarina e duas amigas a exibirem as suas capulanas
Depois dos seis meses de estágio, Catarina admite que Moçambique é um país no qual se imagina a viver mais tarde, embora neste momento queira voltar a Portugal para solidificar a sua carreira profissional. Já estabelecida e com mais conhecimento na sua área, a jovem assume que poderá vir a escolher Moçambique já que “este é um país extremamente feliz para se viver”. 

O melhor por lá…
Para Catarina, “a simplicidade e a felicidade com que as pessoas vivem e conseguem transmitir” é o melhor que há na Pérola do Índico.

O pior por lá…
Ter de pensar duas vezes antes de sair à noite é o que mais incomoda a jovem. “Nesse aspeto sinto um pouco de falta de liberdade”, diz.

O mais surpreendente por lá…
Ter encontrado um país onde se aposta cada vez mais no empreendedorismo. “Nunca na vida achei que houvesse este pensamento empreendedor por parte dos moçambicanos”, conclui. 

Poderá acompanhar as aventuras da Catarina em Moçambique através do link: https://esefugirmosaregra.blogspot.com/

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