quarta-feira, 22 de junho de 2022

A Cura Pela Escrita (by amiga inspiradora que sabe quem é!)

Paz. Sossego. Amor no Coração! É tão fácil e tão simples! Porquê que complicamos? Porque é que tornamos as coisas tão complexas? Porquê que vivemos em conflito (com os outros e pior, connosco mesmos), se estamos por aqui só de passagem?  - Paz. Sossego. Amor no Coração! Esta é a resposta. Tão genuína e tão pura quanto é a minha Cura Pela Escrita.

Imagem que vi hoje no Facebook e e cuja fonte 
não faço a mais pálida ideia  :)
Escolhi a Escrita. Escolhi-a como Terapia antes de a escolher como percurso profissional. Na realidade, atualmente não lhe dou grande relevância como a segunda hipótese. Mas sempre lhe dei e darei a devida importância como TERAPIA. Escrever liberta-me, liberta os meus pensamentos e permite com que seja somente Eu Mesma. Genuína, Criativa, Solta! Eu. Dona do meu Destino.

Uma Terapia para Mim. Quem sabe, também para quem me lê. Para quem gosta do que escrevo e me transmite feedback positivo e construtivo. Como comumente se diz, "não se pode agradar a Gregos e a Troianos"! Por isso tenciono apenas agradar a quem me lê, quem me segue sem eu saber. O resto, não interessa. Como também se diz "quem não gosta mete na borda do prato".

E ainda bem que assim é. É sinal de que tenho personalidade própria, não sou um camaleão nem uma pessoa de Máscaras, adaptável a todos. Isso nem pensar! Por perto só quero ter quem me faz bem. Que me leiam apenas as pessoas que tenham algo a acrescentar e que me permitam evoluir como ser humano. Por perto só quem me quer bem, porque o resto não interessa. 

Numa vibração elevada e com boas energias sinto que estes parágrafos escritos já me permitiram aliviar a tensão do Dia. A Cura Pela Escrita é real e terapêutica. Para mim. Tal como o é estar perto de gente que desperta o melhor de MIM; fazer algo significativo pelos outros que lhes permite ter esperança de que é possível; ter uma flor no quarto, um manjerico em cima da prateleira. Tudo isto é sobre autocuidado e cura. 

Quem sabe não estarei a ajudar quem me lê e não o diz. Quero acreditar que sim. Eu sinto que a minha missão nesta vida passa por deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrei. E tento fazê-lo diariamente, tendo por perto pessoas que curam, que me querem bem, que acrescentam.

Essência. Cura é sobre Essência. Sobre sermos fieis a nós mesmos. Sobre Plenitude e Gratidão. Cura é sobre Verdade e Amizade (ok, ok, usei esta palavra só para rimar!!! Admito :) ) AMIZADE!! VERDADE!! ESSÊNCIA!!

E como nada de especial tenho mais a escrever neste texto, vou ver uma série, que também é preciso, e continuar por esta linda caminhada chamada VIDA. Sempre com VERDADE, ESSÊNCIA, GRATIDÃO E PLENITUDE

sábado, 11 de junho de 2022

Cuida da Qualidade dos Teus Pensamentos :D

Uma conversa com uma amiga ontem fez-me pensar acerca da organização da minha mente. E acerca da influência que a arrumação do meu espaço físico, da minha casa, tem na minha própria mente. Pensei, reprensei que decidi escrever sobre isto. Porque me interessa e porque, realmente, a forma como arrumo a minha casa tem mesmo influência do modo como organizo os meus pensamentos. E, por incrível que pareca, na qualidade destes! 

Fonte: Pinterest

Imaginemos a nossa casa suja, desarrumada, desorganizada, com objetos partidos. As roupas estão espalhadas em cima do sofá; as tijelas do pequeno almoço, com resíduos de cereais, estão empilhadas, por lavar, em cima de pratos nojentos dentro da pia; os briquedos das crianças estão espalhados por toda a casa e alguns estão partidos; as "nuvéns de pó" aglomeram-se por debaixo dos armários, e os livros estão desorganizados em cima da estante. Desarrumação e sujidade; a combinação caótica para a desorganização mental de quem vive dentro daquela casa. Será possível viver assim?

Decidimos, então, arrumar a casa e, consequentemente, a mente. Limpamos as janelas, sacudimos o pó dos tapetes, aspiramos o chão da sala. Deslocamo-nos até à cozinha e lavamos e limpamos aquela louça empilhada e nojenta de 3 dias. No quarto, arrumamos a roupa nos locais devidos e organizamos os livros na estante. Apanham-se os brinquedos intactos do chão e colocam-se no lixo os que estão partidos. O próprio processo de arrumação e de limpeza é terapeutico. Que bem que sabe dar uma lufada de ar fresco ao espaço físico e à própria mente! Ao mesmo tempo que limpamos, arrumamos e organizamos o espaço físico, o mesmo fazemos na nossa mente, mesmo que de forma inconsciente. 

Agora deparamo-nos com um espaço físico arrumado e arejado. Janelas límpidas e brilhantes, que se refletem na clareza dos nossos pensamentos. Chão seco e cheiroso que se abre diante da nossa alma luzidia. Estante organizada e livros ordenados, que se espelha a qualidade dos nossos sentimentos. Uma fragância leve do incenso que aquece o coração e deixa que o sol entre pelas vitrines transparentes da essência. Essência! Essa que agora está limpa e cuidada. Pronta para ser quem realmente é; livre de preconceitos, sentimentos ruíns, máscaras! Despida de todo e qualquer julgamento ou constangimento. Ela mesma, nua, tal como é: fiel a si mesma. 

Acabámos de nos livrar do pó da casa, tal como do pó da mente. Da sujidade do chão tal como da sujidade dos pensamentos. Da nojeira da louça, tal como da nojeira dos sentimentos reprimidos, dos traumas. Agora voamos levemente, com uma gratidão imensa por termos acabado de lavar a alma das más energias, tal como lavámos da sujidade o espaço físico em que habitamos. 

A nossa mente é como um jardim. Alimentemos as flores e as plantas e não reguemos as ervas daninhas. Somos nós que escolhemos o que alimentamos o que, realmente, deve crescer na nossa mente, nos nossos pensamentos, no nosso JARDIM INTERNO. 

                                                               *****Gratidão*****

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Cuida da Criança que Existe Dentro de Ti!

1 de junho: Dia Mundial da Criança! Dia de escrever no blogue mesmo que a criatividade não abunde. Tentemos, talvez a escrita flua à medida que vou escrevendo...

Como não poderia deixar de ser, não ia deixar passar a data em branco, até porque este é um dia que merece ser celebrado todos os dias! E porque todos temos uma criança dentro de nós (mesmo que o neguem até à morte, ela está aí!!!), hoje vou falar da criança que reside dentro de cada adulto.

As crianças são anjos enviados por Deus

Sim, todos nós temos uma criança dentro. O adulto já foi criança, mas é com base nas feridas emocionais, nos traumas, nas memórias e nas experiências de vida que constrói a sua própria realidade. É com base na consciência que tem sobre si próprio que o adulto age e interage com os outros. É com base nos padrões familiares que observa na infância que o adulto se vai formando e desenhando o próprio presente. É com base no que nos foi ensinado na infância, com a socialização primária e, mais tarde, através da socialização secundária, que o adulto forma a sua personalidade e cria o seu próprio carácter.

Ora, devemos questionar aquilo que nos é ensinado de forma (quase) inquestionável. Refletir em coisas que nos foram dadas como garantidas mas que não são verdades absolutas. Eu não acredito que existam dogmas; penso que tudo pode (e deve) ser questionável, mais ainda se falamos de educação, de valores, de crenças, de ideais. 

O amor puro e genuíno de um menino :)
Para questionar é preciso ter tempo e disposição psicológica. Desconstruir para voltar a construir é um processo complexo que precisa de uma dose bem avantajada de humildade para aceitar que não se sabe tudo. Que o que nos foi ensinado na infância não corresponde, necessariamente, àquilo que é certo. E o que é certo? O que é errado? Será tudo assim tão linear? - Don't think so. 

Colocar em causa, questionar, desconstruir é um processo demorado e doloroso. Por vezes, o choque de realidade, o despertar para coisas para as quais se estava antes adormecido abala-nos de uma forma avassaladora. Acorda para a VIDA, pá! - A vida ensina-nos com lições duras, às vezes aquelas que pensamos não ser capazes de suportar, mas caímos e reerguemo-nos. "Deus não te dá um fardo superior ao que consegues suportar" - E sabem que mais? Acredito nisto. 

Só quando se eleva a consciência e a frequência vibracional, quando os chakras estão alinhados e a mente aberta para perdoar, aceitar e deixar ir, aí sim, estás pronto para quebrar ciclos. QUEBRAR  CICLOS DE SOFRIMENTO! Isso é essencial para mudar o rumo das nossas vidas, romper com padrões familiares tóxicos e seguir no caminho da cura e da felicidade. 

As maravilhosas crianças da Escolinha Solidária
Crianças feridas em adultos instáveis, tantas há por aí. Máscaras para encobrirem sofrimentos indizíveis são inúmeras, e a dor que reside em adultos com crianças feridas dentro é inimaginável. É preciso resgatar a criança ferida que temos dentro, acolhê-la e afagá-la. É preciso abraçar o sofrimento com carinho para que se cure essa criança que reside dentro do adulto instável. 

São os adultos com crianças feridas dentro que magoam outros adultos. Todos temos traumas e ninguém é perfeito, mas lembrem-se que só quando estamos estabilizados emocionalmente, conhecemo-nos bem e somos felizes poderemos fazer os outros sentirem-se, também eles, felizes!

(a criatividade continua a não abundar, mas deixo-vos com as fotos das luminosas crianças de Moçambique <3)

domingo, 15 de maio de 2022

A (In)Dependência Emocional e a Inevitável Ferida do Abandono

Tão importante quanto outros tipos de independência é ter independência emocional. Praticar o desapego de coisas e de pessoas e focarmo-nos em nós, nas nossas necessidades, nos nossos objetivos, nas nossas metas, é fundamental para cuidar da independência emocional.

Fonte: Pinterest
E o que é, afinal, a independência emocional? Para entender esta questão talvez faça sentido começar por caracterizar a dependência emocional, que anda de mãos dadas ao apego. Ora, dependência emocional, é nada mais nada menos do que habituação à presença de uma pessoa, o hábito de a ter por perto e de estar com ela, o vício no outro. Tal como outras dependências, esta é altamente prejudicial e, muitas vezes, é confundida com Amor. Não, DEPENDÊNCIA EMOCIONAL não é AMOR nem nada que a isso se pareça. 

Tal como uma droga que nos tolda os sentidos, a dependência emocional não nos permite ver o outro tal como ele é; faz com que o vejamos tal como desejaríamos que fosse. Idealizamos uma pessoa à luz do que gostaríamos que ela fosse, e justificamos comportamentos abusivos e atitudes repulsivas porque esta dependência apenas nos permite ver o lado bom dessa pessoa. Só que não. Toda a gente tem um "lado lunar" e a tua 'cara-metade' não é excepção. 

A dependência emocional é, muitas vezes originada pela ferida emocional do abandono. Já escrevi sobre o assunto neste post embora que de forma mais superficial. A ferida do abandono está diretamente relacionada com uma mágoa, um trauma ou um outro assunto mal resolvido com o genitor do sexo oposto. Em algum momento na infância a pessoa que carrega a ferida emocional do abandono sentiu-se rejeitado(a) pelo pai (no caso da menina) ou pela mãe (no caso da menina). Mesmo que de forma inconsciente, a ferida desenvolveu-se (e agravou-se!) e não foi curada. Então esse vazio deu lugar à máscara do DEPENDENTE.

A pessoa emocionalmente dependente pode sê-lo em relação aos amigos, aos familiares mais chegados ou ao seu parceiro (a). O seu maior medo é a solidão; por vezes sujeita-se a uma "companhia qualquer" porque acredita não merecer mais do que aquilo. Não reconhece o seu valor e necessita, constantemente de validação externa. Sedento de atenção, o dependente emocional prende-se fisicamente aos outros. Para se curar precisa mesmo de ir à origem do problema, reconhecê-lo, aceitá-lo e curá-lo.

Só depois de ter consciência sobre a ferida emocional que carrega, de aceitá-la e de a curar é que este vai conseguir ir-se tornado, aos poucos, emocionalmente independente. O processo não é fácil e requer uma grande força de vontade. Caminho tumultuoso, pouco linear, repleto de altos e baixos mas que vale muitíssimo a pena. Afinal, só libertos de feridas que, muitas vezes, transitam de geração em geração, é que é possível cortar ciclos de sofrimento e sermos realmente felizes.

Fonte: Pinterest
A independência emocional é importantíssima para a manutenção da saúde mental. Praticar o desapego de pessoas ajuda-nos a proteger contra desilusões amorosas penosas. Arrisco dizer que ter independência emocional é tão importante quanto ter independência financeira. Estas permitem-nos ser exatamente quem somos, ser fieis à nossa essência e aos nossos princípios. As dependências são prisões e, ao longo do tempo, vão-de tornando cada vez mais prejudiciais porque acabam por nos condicionar e minar o nosso livre-arbítrio. E mais uma vez, os limites! Só com independência emocional poderemos coloca-los, definir até onde o outro pode ir e saber colocar um "STOP" quando o outro começa a invadir o nosso espaço pessoal e a tentar tomar as rédeas da nossa vida. 

Viver de essência e não de aparência. É isso o que realmente importa. Se estamos cá para aumentar o nível de consciência, que o façamos com foco na cura das mágoas que nos impedem de ser felizes. Usar máscaras atrás de máscaras só nos afasta da essência; por isso é preciso despertar e estarmos conscientes daquilo que realmente nos faz ser fieis à nossa essência. 

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Porquê que é tão desafiante olhar para dentro?

Consciência. É sobre Consciência que escrevo hoje, sobre a sua importância e a necessidade que temos de a possuir. Afinal quem somos nós sem Consciência? Seres irracionais que se regem por impulsos reptilianos? Seres acéfalos que (re)agem por instinto para satisfazer só e apenas as suas necessidades básicas?  - Sim, sem Consciência pouco ou quase nada somos. De racional pouco nos resta se não refletimos sobre quem somos, sobre o que estamos cá a fazer e, acima de tudo, se não olharmos para dentro de nós mesmos.

Fonte: Pinterest
Incomoda, claro que sim. Olhar para dentro requer tempo, paciência, equilíbrio, disciplina e uma enorme vontade de evoluir como ser humano racional, emocional e pensante. Olhar para dentro de si mesmo é desconfortável; afinal que prazer dá mexer nos traumas e nos receios, refletir sobre o que nos fez mal no passado e tocar nas feridas emocionais que, muitas vezes desde a infância, se encontram por sarar? Nenhum, daí "olhar para dentro" ser tão repulsivo e causar tanta dor. Mas é uma dor necessária; é preciso tocar nela para a curar.

Ter consciência sobre quem somos, o que andamos a fazer por esta Vida, quais são as nossas forças e as nossas fraquezas - falo quase de uma análise SWOT - Strengths, Weaknesses, Oportunities and Treaths - é essencial para efetivamente melhorarmos a nossa qualidade de vida. Ter um interior limpo, leve e livre eleva a nossa frequência vibracional e, por acréscimo, iremos atrair pessoas e situações que vibrarão na mesma frequência. Convém que seja elevada, para que os impulsos primários não nos toldem os sentidos nem nos levem a fazer decisões precipitadas nem desfavoráveis ao nosso bem-estar. 

É a Consciência, movida pela Intuição e pelo Coração, que nos alerta para situações de perigo, para pessoas tóxicas, para coisas que não nos fazem bem. É a Consciência que nos permite ter noção do bem e do mal, do certo e do errado, do agradável e do desagradável e do código ético e moral através do qual desenvolvemos as nossas ações. É também a Consciência daquilo que queremos para a nossa vida e a Consciência acerca do que merecemos que nos permite estabelecer limites.

Limites! Tão importantes são em qualquer tipo de relação; com os colegas de trabalho, nas relações familiares e de amizade, no amor. É bom que tenhamos esta noção; limites são necessários sempre, tal como é a ética e a moral. Só quando nos conhecemos, podemos conhecer também os nossos limites. Aí distinguimos o que é negociável e o que não é negociável no relacionamento com os outros. Sem o Conhecimento de nós mesmos e sem Consciência não é possível estabelecer limites.

E porque é tão desafiante olhar para dentro de nós mesmos? Porque é mais fácil ver os erros dos outros do que os nossos; no entanto esquecemo-nos de que somos o espelho uns dos outros. Critico no outro aquilo que mais me incomoda em mim. É no outro que vejo os meus defeitos. Muitas vezes é também o outro que põe a descoberto as minhas fragilidades e as minhas feridas emocionais. Daí ser tão desafiante parar, olhar, pensar e refletir sobre o meu interior. Meditar.

Fonte: Pinterest
É fácil apontar um dedo; esquecemo-nos de que um está apontado para o outro, quatro para nós mesmos. Criticar o outro à luz do que pensamos ser correto e sem conhecer a sua história, parece-me injusto. Antes de ter empatia para com o outro preciso de a ter para comigo mesmo(a). Só depois será possível "calçar os sapatos" do outro. E só assim será possível ver com mais clareza, compreensão e imparcialidade o ponto de vista do outro.

As relações humanas são complexas, mais ainda se fugirmos de nós mesmos e não nos permitirmos olhar para dentro. Se não estivermos dispostos a conhecermo-nos, a conhecer as nossas fragilidades e as nossas virtudes, a ter empatia connosco mesmos, nem a trabalhar sobre nós, como poderemos ajudar outros? Compreendê-los? - Não é possível de todo. 

Muitos dos problemas das relações entre as pessoas vêm precisamente da falta de Autoconhecimento e de Consciência. Eu própria estou a fazer o meu precurso. É um processo demorado, contínuo, com altos e baixos, que requer tempo, paciência e muita disponibilidade mental. Nem toda a gente está disposta a "tocar na ferida" nem a curá-la, porque acha que isto é tudo uma treta. 

Ainda bem que não pensamos todos da mesma forma e, porque não pretendo arruinar a minha vida, decido olhar para dentro para que possa autoconhecer-me, ter mais Consciência sobre quem sou e o que quero para a minha Vida, poder elevar a minha vibração e atrair apenas quem e aquilo que me faz bem. Transformar-me, em primeiro lugar.

O nosso corpo é a nossa primeira casa. Cuidemos do nosso interior, com meditação,  tal como cuidamos do nosso físico, com as idas ao ginásio.