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| Exterior das instalações da Associação Portuguesa de Moçambique |
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| Elmano Madaíl no interior das instalações da AP (abril de 2018) |
Elmano Madaíl é o presidente da
Associação Portuguesa de Moçambique e acredita que, mais do que uma lufada de
ar fresco, as obras na AP vão dignificar o espaço que se pretende que seja
um “pólo que promova um networking entre
a comunidade portuguesa e esta tenha um sentido agregador muito maior, que seja
mais coesa, que promova o negócio entre a comunidade portuguesa e que celebre a
comunidade portuguesa promovendo o bom nome dos portugueses e de Portugal”.
A AP tem como fins sociais a
promoção, o incentivo e a prática de actividades culturais, recreativas e
desportivas bem como a divulgação da Cultura e Língua Portuguesas. A actual
Direcção pretende, ainda, acrescentar a acção social direccionada para a
Comunidade Portuguesa em Moçambique. Neste âmbito estão “actividades de ocupação
de tempo livre para a camada mais juvenil da população e para os seniores, de
natureza diversa”, destaca o presidente.
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| Elmano Madaíl, Presidente e Miguel Ferrão, Vogal da AP |
Workshops de diversa natureza, como de DJ, aulas de culinária para
celebrar aquilo que é a "excelente gastronomia portuguesa", workshops de pintura, de dança, de música e de olaria tradicional
portuguesa são algumas das actividades que se pretendem desenvolver no espaço
localizado na Avenida Friedrich Engels, n.º 275, em Maputo.
Neste momento, o número de associados em arquivo é de 999 - número que vai ser revisto em breve - mas os elementos da AP estão a fazer a captação de novos
sócios; “com esta revitalização e nova dinâmica, esperamos tornar a AP um pólo
agregador e atractivo da comunidade portuguesa”, destaca o presidente da Associação.
Um pouco de história…
As
origens da AP remontam ao Clube de Futebol de Salão TAP-Consulado de Portugal –
o qual chegou a ser campeão nacional da modalidade –, fórmula encontrada para
contornar a proibição do associativismo no Moçambique independente.
Durante
a década de 1980, a Direcção do Clube TAP -Consulado de Portugal integrava
também elementos da Associação 25 de Abril, doutrinária e declaradamente
marxista-leninista e, por isso, tolerada pelo regime de Samora Machel em função
da coincidência de pontos de vista políticos.
As qualidades diplomáticas de João Dionísio da
Costa Santos, homem respeitadíssimo por todos os quadrantes da Comunidade
Portuguesa de então (e que acabaria por ser o primeiro presidente da AP)
levaram as direcções de ambas as formações a convergir na constituição de uma
entidade única que congregasse a Comunidade. E, com toda a propriedade,
chamaram-lhe Associação Portuguesa de Moçambique.
Apesar
das dificuldades, naturais numa organização sem fins lucrativos e animado por
um trabalho voluntário e absolutamente gratuito, desempenhado por pessoas que
são também profissionais a tempo inteiro, a actual Direcção tem desenvolvido
algumas acções visando, por um lado, recuperar o prestígio e capacidade de
atracção da AP – Associação Portuguesa; por outro, servir a Comunidade
Portuguesa residente na capital de Moçambique; e, por fim, defender o bom nome
dos Portugueses e de Portugal.
Todas as informações constantes neste trabalho foram gentilmente cedidas por Elmano Madaíl.







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