terça-feira, 10 de novembro de 2015
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Filarmónica celebrou 148 primaveras
Os instrumentos aliaram-se à dança e ao canto para abrilhantarem o serão de centenas de pessoas que passaram pelo Teatro-Cine de Pombal, na noite do sábado, 17 de Outubro, para se associarem às comemorações das 148 primaveras da Filarmónica Artística Pombalense. Os sorrisos de satisfação do público e dos músicos revelaram que, no fim, o balanço foi bastante positivo.
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| Participação da FAP dança envolveu alunos de Patrícia Valente |
Do pop ao rock, passando pelo popular e pelo tradicional. De géneros musicais para todos os gostos se realizou o concerto do 148º aniversário da Filarmónica Artística Pombalense (FAP). Com quase século e meio de existência, a instituição continua a cativar jovens motivados e predispostos a manterem a tradição de uma das instituições mais antigas da cidade.
A primeira parte do concerto foi dedicada ao trabalho que Patrícia Valente, professora na FAPdança, realizou com os seus alunos. Os alunos da FAP dança, juntamente com a professora Patrícia Valente, fizeram as delícias da primeira parte do concerto. "O ensino da dança, com a recém criada FAP dança, conta com as valência de ballet, dance fusion, sapateado, jazz e hip-hop", mencionou um dos elementos da direcção, Piedade Machado, aquando da apresentação das valências da instituição.
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| A voz de Cristina Loureiro encantou todos os presentes |
"A filarmónica tem participado, actualmente, em concertos, encontros de bandas e festas populares, contribuindo para que se preservem as tradições da instituição junto das massas populares", revelou Piedade Machado, aquando da uma das intervenções daquele serão. Mas não é só de instumentos e de dança que vive a filarmónica: a estas valências junta-se o canto, disciplina leccionada por Cristina Loureiro, directora pedagógica do Conservatório David de Sousa, que (en)cantou na segunda parte do concerto, a par da filarmónica e do maestro e solista em saxofone soprano César Ramos.
Actualmente, o ensino de música mantém "a sua Escola de Música, que se dedica ao ensino e ao aprefeiçoamento música, mantém uma parceria com os regimes articulados, livres e supletivos com o Agrupamento de Escolas de Pombal e Gualdim Pais, e o projecto de música no jardim de infância, que leva a música aos mais pequeninos", informou Piedade Machado.
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| O sax-soprano de César Ramos fez as delícias do público |
Entre as distinções recebidas pela instituição estão a da "Região de Turismo de Leiria - Rota do Sol, com medalha de prata, destinada às colectividades com mais de 100 anos de existência" e a da "Câmara Municipal de Pombal com a medalha de prata da cidade pelos serviços prestados ao ensino, aperfeiçoamento e divulgação da música", afirmou Piedade Machado aquando das intervenções durante o Concerto de Aniversário.
sábado, 7 de novembro de 2015
No dia de S. Martinho, vai um passeio(zinho)?
Dizia ontem o Instituto do Mar e da Atmosfera que hoje as temperaturas iriam atingir um valor superior a 20ºC. Comprova-se, não fosse esta a antevéspera do dia de São Martinho. Comemorada anualmente a 11 de Novembro, esta é uma das celebrações que marca o Outono e a tradição diz que é com “castanhas, pão e vinho” que se assinala a data num magusto.
Mas, afinal, que história é essa?
Reza a lenda que, certo dia, um soldado romano chamado Martinho, estava a caminho da sua terra natal. O tempo estava frio e o soldado encontrou um mendigo que tremia por não ter o que vestir, num dia tão gelado quanto aquele. Este pediu-lhe esmola: Martinho rasgou a sua capa em duas e deu uma parte ao mendigo. De repente, o frio parou e o tempo aqueceu. Acredita-se que este acontecimento sucedeu enquanto recompensa por Martinho ter sido bom para o mendigo. O bom tempo prolongou-se por três dias.
A tradição do Dia de São Martinho manda que se assem castanhas e que as acompanhem por um bom vinho, normalmente água-pé ou jeropiga, produzido com a colheita do Verão anterior. Como diz o ditado popular, “no dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho”. Por norma, na véspera do dia 11 de Novembro, o tempo melhora e o sol aparece, tal como sucedeu na lenda.
De acordo com alguns autores, como José Leite de Vasconcelos e Ernesto Veiga de Oliveira, a realização dos magustos remonta a uma antiga tradição de comemoração do Dia de Todos os Santos, onde se acendiam fogueiras e se assavam castanhas.
E se o tempo melhora nos dias que antecedem o de São Martinho, porque não fazer algo diferente ou original? Ok, ok. Bem me apetecia ir à praia. Contudo, algumas tarefas domésticas gritam mais alto e a preguiça tende a reinar depois de uma manhã solarenga de trabalho. Portanto, além do tal magusto, porque não dar uma volta até lá fora e cuidar do jardim que, tão bem, embeleza o exterior de casa?
Mas, afinal, que história é essa?
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| DR |
A tradição do Dia de São Martinho manda que se assem castanhas e que as acompanhem por um bom vinho, normalmente água-pé ou jeropiga, produzido com a colheita do Verão anterior. Como diz o ditado popular, “no dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho”. Por norma, na véspera do dia 11 de Novembro, o tempo melhora e o sol aparece, tal como sucedeu na lenda.
De acordo com alguns autores, como José Leite de Vasconcelos e Ernesto Veiga de Oliveira, a realização dos magustos remonta a uma antiga tradição de comemoração do Dia de Todos os Santos, onde se acendiam fogueiras e se assavam castanhas.
E se o tempo melhora nos dias que antecedem o de São Martinho, porque não fazer algo diferente ou original? Ok, ok. Bem me apetecia ir à praia. Contudo, algumas tarefas domésticas gritam mais alto e a preguiça tende a reinar depois de uma manhã solarenga de trabalho. Portanto, além do tal magusto, porque não dar uma volta até lá fora e cuidar do jardim que, tão bem, embeleza o exterior de casa?
terça-feira, 3 de novembro de 2015
"Vou continuar a viajar para conhecer novas pessoas e novas culturas"
Tem 17 anos, é belga e está a estudar no Agrupamento de Escolas da Guia no âmbito de um programa de intercâmbio. Ophelie De Ryck frequenta o 11º ano do curso de Humanidades desde o início deste ano lectivo e conta que está a gostar da experiência em terras lusas, apesar de tudo ser novidade e de nem tudo ser fácil.
Apesar de a experiência de um mês e de uma semana estar a ser inesquecível, Ophelie deparou-se com alguma dificuldades: "não conhecia a língua, não conhecia ninguém e foi preciso adaptar-me a uma nova cultura e a uma nova vida", afirmou, acrescentando que o último ponto pode ser também uma vantagem. Quanto às vantagens de uma experiência fora do país, "para mim é mais fácil fazer novos amigos pois muita gente quer conhecer-me por ser a rapariga nova ", continuou.
Teve conhecimento do programa de intercâmbio através da "AFS infoday", quando se apercebeu de que poderia ter uma experiência internacional inesquecível. "Ouvi opiniões bastante positivas e a AFS é conhecida por proporcionar óptimas experiências de intercâmbio", contou ao Rodilha. Na altura teve a hipótese de escolher três países: Espanha, Alemanha e Portugal. Acabou por ser seleccionada para o último.
Lembra-se da primeira vez que viu a família de acolhimento: "em Lisboa apanhei o comboio para Pombal e foi aí que vi a minha família de acolhimento pela primeira vez. O primeiro encontro foi muito bom e eu tive um bom pressentimento", recordou com satisfação. Neste momento está a estudar no Agrupamento de Escolas da Guia no curso de Humanidades, no 11º ano, depois de ter deixado temporariamente o país natal, onde estudava no último ano de Linguagens Económicas.
Mas, afinal, quais são os principais propósitos do programa de intercâmbio? "Com o projecto AFS, a intenção é a de ir à escola, estagiar, visitar alguns locais e divertirmo-nos", explicou a estudante belga. Está habituada a viajar e afirmou que "todos os anos no Verão vou de férias com a minha família, e parto à descoberta de novos países". No entanto, esta é a sua primeira vez em Portugal e é também a primeira vez que viaja sozinha. "Está tudo a correr bem, sinto-me acolhida aqui e ainda não tive nenhum problema onde vivo", sublinhou.
Leiria, Pombal, Óbidos e Fátima são algumas das cidades que já visitou, apesar de ter gostado mais da última: "estão lá muitas pessoas, mais do que aquelas que eu alguma vez vi", acrescentou.
Apesar de a experiência de um mês e de uma semana estar a ser inesquecível, Ophelie deparou-se com alguma dificuldades: "não conhecia a língua, não conhecia ninguém e foi preciso adaptar-me a uma nova cultura e a uma nova vida", afirmou, acrescentando que o último ponto pode ser também uma vantagem. Quanto às vantagens de uma experiência fora do país, "para mim é mais fácil fazer novos amigos pois muita gente quer conhecer-me por ser a rapariga nova ", continuou.
A viagem de regresso está marcada para o próximo dia 29 de Novembro. No entanto, ainda vai participar, juntamente com outros estudantes do programa, num "campo em Bruxelas", pelo que o regresso a casa a Ghent (Bélgica) será apenas a três de Dezembro. Ophelie sabe que vai voltar no próximo ano, pois está a gostar "da experiência, da gastronomia e das pessoas portuguesas". "Vou voltar para visitar os meus amigos e a minha família de acolhimento", frisou.
Quando foi questionada sobre se o seu futuro iria passar pelas viagens, não hesitou em responder: "eu gostaria de viajar quando fosse mais velha para descobrir outras culturas, outros locais, outras pessoas e gastronomias diversificadas".
domingo, 1 de novembro de 2015
O Inverno e as famosas "Night Runnigs"
Até podia começar o novo mês com um mítico e tradicional texto sobre o Dia-de-Todos-os-Santos. Já me bastou o "Halloween" na escola e os toque ansioso de campainha dos vizinhos mais novos para pedirem o Bolinho. Óptimos argumentos para me afastar da temática. O que vou mesmo fazer é escrever um textinho acerca das vantagens de fazer exercício físico.
Todos sabemos que o exercício físico faz bem ao corpo e à mente. Ao corpo, porque permite fazer com que nos libertemos daqueles quilinhos indesejados a mais, aumenta a resistência e permite-nos competir com os demais praticantes da nossa modalidade, sem que nos sintamos mal por desistir nos primeiros cinco minutos.
Por sua vez, faz bem à mente pois, ao praticarmos exercício físico libertamos uma hormona chamada endorfina, uma substância química que, transportada pelo sangue, faz comunicação com outras células e é responsável pelo prazer e pelo bem estar. Sim, parecendo que fazer desporto é sinónimo de sofrimento, não é. Durante e no fim acabamos por nos sentirmo-nos bem e libertar a consciência depois de termos comido aquele croissant de chocolate delicioso ao lanche. Aumenta, portanto, a auto-estima individual.
Já que falámos de algumas vantagens físicas e psicológicas decorrentes da prática desportiva, a questão impõem-se: que exercício praticar no Inverno (leia-se dias deprimentes e chuvosos)? Vou falar acerca da minha experiência do ano passado nos próximos dois parágrafos e da minha experiência actual nos dois seguintes.
Era Outubro de 2014 quando decidi experimentar, pela primeira vez, umas aulinhas no ginásio perto de casa. Por se localizar a uns escassos passos a pé da minha zona de residência e a mensalidade não ser nada de mais, apostei em experimentar algo novo, impelida por uma vizinha. Depois das primeiras aulas de grupo e de alguns exercícios individuais dos primeiros dias, não posso dizer que detestei. Até porque já tinha na cabeça a tal ideia de que "não gostava de ginásios".
Decidi inscrever-me já em Janeiro deste ano. Fiz contrato e tudo (lá me convenceram de que o contrato seria a solução mais vantajosa). No entanto e passadas dezenas de aulas de cycling (a minha modalidade preferida) desisti. Além de, realmente, comprovar a ideia de que, efectivamente, não gostava mesmo de ginásios, encontrei uma forma mais económica de me sentir bem comigo mesma e em grupo. Foi por isso que aderi às night runnings depois da rescisão de contrato com o ginásio, em Setembro.
Não sei bem em que mês comecei a correr à noite. Mas acho que foi antes de Outubro de 2015. Depois de saber que existia um grupo de pessoas que, durante a noite, corria aqui por perto, decidi ir experimentar. Desta vez não fui aconselhada por ninguém até porque, depois de realizar um trabalho para o Pombal Jornal sobre a Associação da Charneca, abri os meus horizontes para uma forma alternativa de continuar a praticar desporto, pelo menos duas vezes por semana, sem gastar um único cêntimo.
Comecei nas night runnings, a ver se a não-obrigatoriedade de pagamentos me deixava mais livre para decidir como e quando treinar. Resulta. Tenho ido correr quase todas as terças e quintas e, apesar de não ser federada nem de ter disponibilidade para participar nos Trails de fins-de-semana, acabo por me sentir bem física e psicologicamente. Admito que custa sair de casa nos dias em que está muito frio ou que pinga esporadicamente. Mas, afirmo também, que compensa bastante em termos físicos e emocionais. Libertarmo-nos do stress do quotidiano faz-nos bem. Ponto.
Continuo a correr mas admito que, se chover torrencialmente, não o vou fazer por mero prazer de ficar gripada. Há sempre outras alternativas para ficar em casa (e não é de ver filmes nem de ficar agarrada à TV nem ao Facebook de que estou a falar). As famosas flexões, os rígidos abdominais e o minuto doloroso em "prancha" podem ser algumas das soluções adequadas e dias chuvosos. Nem me atrevo a falar em passadeiras ou em máquinas de ginásio que acabam por ficar a um canto depois dos primeiros dias de utilização, lá na cave ou no sótão. Restrinjo-me a falar do que vale a pena e que, de uma forma económica e eficaz, pode mostrar que não há desculpas para dizer "não" ao exercício físico!
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