Foi
há quatro anos que os pombalenses Jorge de Oliveira e Júlia decidiram fazer as
malas e rumar a África para apostar num mercado emergente. Sob o lema “tudo o
que cabe dentro de um palco”, em 2013 nasceu a Backline Music Store, uma loja
de música líder de mercado em Moçambique.
“O objectivo
da vinda para Moçambique foi desenvolver a marca Backline Music Store. A empresa em Portugal chama-se
Tecnimúsica e em Moçambique Musitecnica”, começa por explicar o gerente Jorge de
Oliveira acerca daquela que é uma sucursal da empresa portuguesa. “Temos
consciência de que existem outros mercados para além da Europa e decidimos vir
para África para posicionarmo-nos num lugar de liderança”, diz acerca de um
investimento que quer ser um “cartão vermelho” para a concorrência.
Em
2012 Jorge de Oliveira deslocou-se a Maputo para fazer prospecção de mercado. “Vim
falar com 32 empresas que me foram indicadas pelo consolado moçambicano como potenciais
parceiros, mas cheguei à conclusão de que nenhuma estava em condições de
colaborar connosco”, conta. Depois de nove meses em obras, em Outubro de 2013,
abriu a Backline Music Store.
Instrumentos
musicais e acessórios, áudio profissional e instalação, acústica e electroacústica,
projectos e instalação, altafidelidade e cinema em casa, equipamentos de
estúdio e assistência técnica; são estas as principais áreas em que a Backline Music
Store actua.
Volvidos
quatro anos de actividade o balanço do negócio é positivo; a Backline Music Store é distribuidora
exclusiva em Moçambique de 17 marcas. Por agora “o nosso objectivo é
descentralizar a distribuição e definir revendedores que sejam nossos
representantes nas principais províncias do país e que desenvolvam a sua actividade
lá”, frisa o gerente.
Apesar
do problema da contrafacção que luta por combater no dia-a-dia, Jorge de
Oliveira não tem dúvidas de que “o futuro está em África”. Com várias áreas por
explorar e oportunidades emergentes de negócio numa economia em
desenvolvimento, o empresário é da opinião de que são precisos, no mínimo,
cinco anos para se consolidar um projecto em Maputo. Sugere aos candidatos a
emigrantes a estarem “preparados para os sacrifícios ao nível pessoal e
profissional”.
O melhor por lá
O clima já que, para Jorge Oliveira, “nunca há frio. Apesar de gostar do frio, escolho o calor se tiver opção”.
O clima já que, para Jorge Oliveira, “nunca há frio. Apesar de gostar do frio, escolho o calor se tiver opção”.
O pior por lá
Para o empresário “a sujidade nas ruas e a falta de civilidade” são apenas dois dos problemas existentes na cidade.
Para o empresário “a sujidade nas ruas e a falta de civilidade” são apenas dois dos problemas existentes na cidade.
O mais surpreendente
Jorge Oliveira acredita que o facto de os moçambicanos “gostarem de Jazz” é interessante numa cultura tão diferente da Europeia.
Jorge Oliveira acredita que o facto de os moçambicanos “gostarem de Jazz” é interessante numa cultura tão diferente da Europeia.
Maputo
Fundação | 1782
Habitantes | 1 766 823 (censos 2007)
Curiosidades |
Maputo - ou Lourenço Marques até 1976 - é a capital e a maior cidade
de Moçambique. É o principal centro financeiro, corporativo e mercantil do país. Localiza-se na margem ocidental
da Baía de Maputo, no extremo sul do país,
perto da fronteira com a África do Sul e da fronteira com a Suazilândia. A cidade passou a designar-se Maputo depois da independência nacional,
uma decisão anunciada pelo presidente Samora Machel num comício a 03 de Fevereiro de 1976 e formalizada em 13 de
Março desse ano.

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