quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A música enquanto pilar do ensino formal



Há estudos que comprovam que a aprendizagem da música facilita a assimilação de conteúdos escolares formais. As instituições que promovem a aprendizagem desta arte estão a apostar num ensino cada vez mais precoce. Prova disso é a Sociedade Filarmónica Vermoilense que levou 25 jovens músicos ao IX Curso Intensivo organizado pela Filarmónica da Guia. O director Filipe Leitão fala de um trabalho rigoroso e na importância que os pais e os professores assumem na motivação dos mais jovens.
“O papel dos pais e dos professores é nuclear”, afirma Filipe Leitão quando é questionado sobre a importância destes elementos na educação informal de um jovem. Embora, por vezes, não seja fácil manter o nível de motivacional dos mais novos, os pais podem ser determinantes no próprio sucesso musical dos filhos, “estando atentos, procurando as palavras e oferecendo o apoio adequado”, frisa o director da instituição. Por sua vez, “o professor tem um papel basilar. Todo o músico de topo a nível nacional e internacional, lembra-se do professor que o fez apaixonar-se por esta arte”, continua. 
Mas, afinal, qual é a altura ideal para se iniciar no mundo da música? “Começamos logo aos três anos na Filarmónica através da familiarização com sons, cores e jogos musicais, que são ferramentas e meios basilares para fomentarmos um gosto pela música. A formação propriamente dita iniciamos aos seis anos”, afirma Filipe Leitão. E há uma razão para que isso aconteça: “durante a infância desenvolvem-se áreas no nosso cérebro que nos proporcionam uma maior elasticidade mental e um maior desenvolvimento cognitivo”. Por sua vez, “a música é uma das ferramentas que melhor potenciam esse aumento de elasticidade mental”.
Além a banda propriamente dita, há projectos que estão a florescer na instituição. A Orquestra Juvenil é exemplo disso: “apoia a integração dos jovens músicos na Banda, proporcionando uma perspectiva de trabalho colectivo, quando até então o trabalho desenvolvido é essencialmente individual”. Além disso há projectos em estudo como a realização de ensembles, quartetos e trios “para estimular o gosto pelo trabalho colectivo”.
No que se refere aos desafios na escola de música, o que pretendem é “fazer face à dificuldade enorme que representa financeiramente manter a qualidade da escola de música”, querem “aumentar a área de recrutamento da escola de música”, isto porque o aumento da emigração e a diminuição da natalidade “tem tido efeitos arrasadores na nossa comunidade”. No fundo, o que se pretende é que sejam criativos na “forma de atrair crianças para a aprendizagem da música”.
Para a banda, desenvolver outro tipo de projectos que não sejam os convencionais, que ameaçam terminar num curto-médio prazo, sejam as “festas religiosas de aldeia, os encontros de bandas e os concertos”, é outra das prioridades que a direcção quer levar a cabo.
Com 122 anos de existência, com 45 elementos, mais de metade com menos de 15 anos de idade, “a Filarmónica tem um trabalho reconhecido pela grande maioria da população”. Apesar de quase todas as pessoas pertencentes à freguesia de Vermoil terem uma ligação directa ou indirecta à instituição, “a banda é constituída por muitos jovens, o que aproxima invariavelmente os pais, que assim se preocupam e acarinham a Banda, em reconhecimento da sua importância na formação dos seus filhos enquanto seres humanos que prezam valores”, afiança o director da instituição.
E quanto às novidades musicais para os próximos tempos? “Teremos o encontro de Bandas que se realizará no dia 25 de Setembro, O Bodo das Castanhas em Vermoil e, no dia 22 de Novembro, o nosso 122º aniversário”. Mas as novidades não se ficam por aqui, até porque “na semana do dia 15 a 24 de Novembro vamos receber uma banda oriunda do Brasil”, justificou Filipe Leitão, que fala de um “projecto marcante e motivador”.

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